
A coluna vertebral é o eixo que sustenta o corpo e é essencial para garantir a rigidez longitudinal e também para segurar estruturas como costelas e músculos. Além disso, é por essa parte do corpo que passa a medula espinhal, por isso, ela é considerada uma estrutura protetora importante dessa porção do sistema nervoso.
Inclinação Lateral (Direita e Esquerda) Avaliar:
-Deslizamento
-Compressão na porção lateral do disco (anel fibroso) deslocamento do núcleo para o lado oposto da inclinação.
-Tensão na porção oposta da inclinação.
-Rotação=
Cervical: Rotação do mesmo lado.
Torácica: Rotação do lado oposto.
4ºLombar: Rotação do lado oposto.
5ºLombar: Rotação do mesmo lado.
-Desabitação afastamento das facetas articulares na porção oposta da inclinação.
-Imbricação aproximação das facetas articulares na porção da inclinação.
Os tecidos moles do lado oposto limitam o movimento.
Quando realizada as incidências com o paciente de costas para o receptor de imagens, (Oblíquas Posteriores) afastamos o lado de interesse. Ao girar para esquerda abrimos os forames intervertebrais da direita e ao girar para direita abrimos os da esquerda.
Quando realizada as incidências com o paciente de frente para o receptor de imagens (Oblíquas Anteriores) aproximamos os forames de interesse. Ao girar para direita abrimos os forames da direita e para esquerda abrimos os forames da esquerda.
Biomecânica do Disco Intervertebral.
Flexão (Inclinação anterior)
-Deslizamento.
-Compressão na porção anterior do disco (anel fibroso) deslocamento do núcleo para o lado oposto da inclinação,
-Tensão na porção posterior do disco.
-Desabitação (afastamento das facetas articulares).
-Os tecidos moles da porção anterior implicam no movimento.
Extensão (inclinação posterior)
-Deslizamento
-Compressão na porção posterior do disco (anel fibroso) deslocamento do núcleo para o lado oposto da inclinação.
-Tensão na porção anterior do disco.
-Pequena imbricação (aproximação das facetas articulares).
-Os tecidos moles da porção posterior implicam no movimento.
Hiperextensão
-Deslizamento
-Compressão na porção posterior do disco (anel fibroso) deslocamento do núcleo para o lado oposto da inclinação.
-Tensão na porção anterior do disco.
-Imbricação (aproximação das facetas articulares).
-Toque das estruturas ósseas, (processos espinhosos e facetas articulares).
-Os tecidos moles da porção posterior implicam no movimento.
A instabilidade da coluna vertebral é definida pela perda da capacidade da coluna vertebral de manter seus padrões de deslocamento em condições fisiológicas, podendo acarretar dor e incapacidade funcional. As radiografias dinâmicas em flexão-extensão da coluna vertebral são métodos simples, de baixo custo e não invasivos para o diagnóstico das instabilidades. A presença de movimentação anormal, em translação sagital ou angulação segmentar nessa avaliação configura a instabilidade radiográfica da coluna vertebral. A técnica inicialmente descrita por Knutsson.
Knutsson F. The instability associated with disk degeneration in the lumbar spine. Acta Radiol. 1944;25:593-609
O escafoide é o osso do carpo mais comumente lesado. Fraturas do escafoide usualmente resultam da hiperextensão do punho, geralmente durante uma queda sobre a mão estendida. Podem interromper o suprimento de sangue à porção proximal do escafoide. A osteonecrose é uma complicação comum, mesmo quando o cuidado inicial for ideal, e pode causar deficiência e artrite degenerativa no punho. Por isso a importância do profissional em dar um bom atendimento ao paciente para um diagnóstico efetivo.
As radiografias de estresse em são descritas como uma técnica efetiva e econômica de diagnóstico e tomada de decisão em lesões ligamentares.
Ângulo de carregamento
O eixo da articulação do cotovelo não se encontra perpendicular ao corpo do úmero, estando levemente direcionada lateralmente em relação ao eixo do corpo, tornando assim a articulação umero ulnar do tipo dobradiça "frouxa". Formando o ângulo cubital ou também chamado de ângulo de carregamento.
Na biomecânica essa angulação é chamada de valgo cubital, em médias antropométricas esse ângulo varia em cerca de 15º, sendo de 11º a 14º em homens e 13º a 16º nas mulheres. Em mulheres a média tende a ser maior quando comparada aos homens, o que é também observado em outras articulações do corpo como na articulação coxofemural por exemplo.
Embora até o momento nenhuma função clara dessa característica foi descrita em estudos, acredita-se que essa angulação mantenha os objetos carregados pelas mãos afastadas do corpo, bem como tornar vantajoso biomecanicamente o movimento de levar alimentos da mão ate a boca.
Deve ser visibilizado o cóccix alinhado com a sínfise púbica, distando 2,5cm cranial no sexo feminino e 1,5cm no masculino. Os forames obturados devem estar simétricos.
Radiografia de bacia Lauenstein, posição de rã, Frog-Leg ou Batraquio.
Dada a superposição de imagens no lado femoral e no acetabular, trata-se de uma radiografia igual de bacia frente, sendo questionada sua utilidade no adulto.
Bacia Van Rosen COM ROTAÇÃO INTERNA E ABDUÇÃO
Também denominada incidência de Van Rosen, é usada como complementar no estudo radiográfico das articulações dos quadris (coxofemoral. O paciente deve permanecer imóvel durante a realização da incidência.
O paciente deve estar em decúbito dorsal na mesa com os membros inferiores estendidos e posicionados com a região posterior apoiada na mesa. O plano médio sagital do paciente deve estar alinhado com a linha central da mesa.
Os membros inferiores devem ser rodados internamente (rotação medial) e abduzidos (afastados) simetricamente de maneira que formem um ângulo aproximado de 45º.
RAIO CENTRAL Incide perpendicular ao receptor de imagem, entrando na região anterior, na topografia das bordas superiores dos trocantes maiores.
In Let ou de entrada da pelve
Indicado principalmente para traumatismos (fratura da pelve); e permite avaliar a integridade do anel pélvico, assim como desvios antero posteriores e rotacionais.
Alar: Evidencia a asa do ilíaco, articulação sacro-ilíaca, coluna posterior e parede anterior do acetábulo
Obturatriz ou foraminal: Evidencia coluna anterior e parede posterior do acetábulo.
A incidência de Dunn é um perfil semelhante, realizada com flexão do quadril de 45° e abdução de 20°. Nessa incidência também observa-se bem o segmento anterossuperior da transição cabeça-colo femoral.
Perfil de Ducroquet
Observa-se o perfil do colo femoral, com boa visibilização da região anterossuperior da transição cabeça- colo femoral, local mais frequente do impacto femoroacetabular tipo CAME. Além do colo, visibiliza-se o teto acetabular e pode-se identificar a presença de corpo estranho intra-articular.
Falso perfil de Lequesne
- É um falso perfil, pois corresponde ao perfil da cabeça e do fêmur proximal e não do acetábulo!
Quando bem executada, observar entre as cabeças femorais a distância correspondente ao diâmetro de uma cabeça femoral.
Lequesne MG, Laredo JD. The faux profil (oblique view) of the hip in the standing position. Contribution to the evaluation of osteoarthritis of the adult hip. Ann Rheum Dis. 1998;57(11):676-81
Perfil cirúrgico de Arcelin ou cross table.
São allterações no formato e no funcionamento biomecânico do quadril que é conhecido como Impacto Femoroacetabular (IFA). Podemos dizer que existe três tipos de impacto, CAM ou CAME, PINCER e Misto.
As incidências de Lequesne, Ducroquet e Dunn são utilizadas para avaliação da esfericidade da junção cefalocervical, principalmente na porção anterolateral, assim como a cobertura acetabular da cabeça femoral. Pela incidência em falso perfil de Lequesne podemos visibilizar um eventual excesso de cobertura acetabular (impacto tipo Pincer).
Vídeo aula sobre a escanometria dos Membro Superiores
Neste curso nosso objetivo é de preparar o profissional ou estudante do curso Técnico ou Tecnólogo em radiologia, para que o mesmo possa realizar cada um destes exames forma prática e com facilidade. O curso é todo em vídeo aulas gravadas com dicas de posicionamentos, analise da imagem radiográficas e críticas técnicas em determinadas imagens para a melhoria do profissional. Nele você encontrará diversos estudos que não foram publicados em livros, e os quais quando chegam prescritos por médicos dão muito trabalho para encontrar a Técnica de Posicionamento, ou pior ainda, deixa de ser realizado ou é realizado de forma indevida. Com o aumento do acesso a informação, muitas pessoas publicam aulas, cursos, apostilas sem consultar se são válidos, se tem referência bibliográfica... muitos matérias são publicados com descrições incorretas, nomenclaturas erradas, entre outros fatores que acabam na realização errada de muitos exames. Cada exame possui sua técnica adequada para ser realizado, e o profissional técnico/tecnólogo é o responsável na execução como em corrigir e ensinar corretamente cada procedimento. Além disso existe formas alternativas em alguns casos para realizar o exame da melhor forma adaptando ao paciente e/ou departamento de imagens.
Com este motivo preparei todo este conteúdo para que alunos e formados possam consultar em qualquer lugar do mundo.
Este curso também é de grande valia para a comunidade de alunos em medicina e fisioterapia, os quais muitas vezes precisam de métodos específicos para conduta de tratamento do seus pacientes.