
Basicamente, o que diferencia os comportamentos de engajamento entre as diferentes gerações é a forma como as trilhas mentais de cada uma delas foi impactada pela história educacional que vivenciaram.
Gerações das tecnologias e games digitais versus gerações dos contatos interpessoais e jogos presenciais: isso fez e faz a diferença na maneira como cada uma delas enfrenta seus desafios diários e como pautam seu próprio engajamento em processos de aprendizagem e no mundo do trabalho.
Enquanto Baby Boomers e Geração X ainda resistem e insistem no velho modelo aluno-professor-pedagogia, até tentando variar as aulas expositivas pela incorporação uma ou outra metodologia não-expositiva, a nova onda educacional que se espalha pelo mundo do século XXI trabalha com OBJETIVOS, MODELOS COLABORATIVOS e ESTRATÉGIAS.
Vamos entender esse novo universo educacional moderno um pouco melhor?
Um dos conceitos principais para mudar a forma de pensar um plano de aula e, consequentemente, mudar a forma que se planeja uma aula, é conhecer novos conceitos das neurociências.
Quando se trabalha com ênfase no engajamento, é necessário ser empático com o estudante. Para isso, é preciso traçar trilhas de aprendizagem capazes de trazê-lo junto no processo de construir a aprendizagem a muitas mãos. Sem foco e sem atenção ativa ou voluntária, o engajamento não acontece.
Conheça expressões como CAPTURA DE FASE, DISTRATORES EMOCIONAIS e CAPTURA NEURAL, e saiba como eles são essenciais em um Plano de Aula com foco na APRENDIZAGEM, e não no ensino.
Nessa aula você conhecerá como os conceitos de EMPATIA e AÇÕES CENTRADAS NO USUÁRIO migraram de outras áreas do conhecimento e vieram somar na Educação, viabilizando mais resultados positivos para professores que aderiram às ESTRATÉGIAS, muito mais que aos modelos e metodologias.
Conheça um pouco do DESIGN THINKING.
Nessa aula, a Profa. Dra. Vera Bahiense (nossa parceira pela Rede Innovares de Conhecimento) fala sobre o MINDSET DOCENTE GESTOR e mostra como os modelos colaborativos podem transformar a prática docente, antes mesmo de se pensar em estratégias de sala de aula.
A aplicação dos conceitos de TRILHAS MENTAIS aos planos de ensino e Projetos Pedagógicos de Curso não acontece sem que professores ampliem seu Mindset para assumir o papel ativo de GESTORES DO CONHECIMENTO.
Nos recursos externos você pode assistir a outro vídeo da Rede Innovares de Conhecimento, também com a Profa. Vera, onde ela mostra como os conceitos de cursos são construídos desde a sala de aula, num processo contínuo e inteligente para dar autossustentabilidade aos Ecossistemas Educacionais.
Sair da mentalidade "receber Comissão do MEC" para a atitude "somos autossustentáveis na Gestão do Conhecimento sempre!". É essa mudança de atitude mental que deflagra o sucesso de todo o restante do processo.
Vamos mostrar como tudo aquilo que a Profa. Vera Bahiense explicou na aula anterior pode ser colocado em prática: o CORPO DOCENTE (ou mesmo só parte dele) como início e final das transformações de Mindset pessoais, profissionais e institucionais.
Mostramos um exemplo de construção de TRILHAS DE APRENDIZAGEM na disciplina de CINESIOLOGIA, usando elementos de apresentação 3D dos músculos (em vídeo) e contextos aplicados para estimular a CAPTURA DE FASE e o FOCO, como parte da significação para fixação da aprendizagem.
Já vimos que é a CAPTURA DE FASE que proporciona a CAPTURA NEURAL para um determinado foco que determina a fixação da aprendizagem, e que estímulos emocionais agregados engajam a atenção para que ocorra a integração do objeto do foco a uma trilha mental previamente existente.
Do ponto de vista das neurociências, o nome desse complexo é REDE DE COMPREENSÃO, e ela é construída a partir de uma nova ideia ou aprendizagem precisa ser desenvolvida sobre trilhas já existentes.
Boralá saber como isso funciona!
É hora de passar de MÉTODOS DE ENSINO para ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM, usando NARRATIVAS por exemplo.
Suas aulas podem ser formadas por narrativas que confluam CONTEXTOS e CENÁRIOS, contendo elementos chaves, como FOCO SELETIVO (para gerar ótimas capturas de fase), ORDENAÇÃO ESTRATÉGICA DE ELEMENTOS (para formar trilhas de aprendizagem), DISCRIMINAÇÃO DE TIMING individual dos estudantes (por meio de estratégias de sala de aula expandida para personalizar as necessidades individuais, sem perder o andamento do coletivo) e EMPATIA, que é a inteligência do profissional do século XXI.
Vamos saber mais sobre esse planejamento.
Anna Clara, essa menina viva e alegre, do alto dos seus 8 anos muito bem vividos, tinha deixado claro aos pais, no ano anterior: não gosto de inglês!
Ela estudava em uma escola que introduzia desde cedo as aulas de inglês. Apesar de ser estudante dedicada, Anna não conseguia se engajar na aprendizagem do idioma e, ao final do semestre Anna pediu para sair do inglês.
A avó de Anna, com uma vida inteira vivida na educação, resolveu investigar essa "rejeição" e apresentou uma novidade para Anna Clara: aplicativo para aprender idiomas.
O resultado foi uma surpresa, que a Profa. Vera Bahiense contou em sua palestra "METODOLOGIAS ATIVAS NA EDUCAÇÃO BÁSICA", na Semana de Iniciação Científica do Curso de Pedagogia de 2017, da Faculdade Sete de Setembro, em Fortaleza/CE.
Olha só quem vai estar na sua sala de aula de Cursos Superiores daqui a 10 anos. Você está preparado para as "Annas Claras"?!
A natureza dos processos e estratégias de aprendizagem adotados por professores e estudantes, em modelos de aprendizagem compartilhados e colaborativos, refletem em suas ações enquanto estão aprendendo.
Em outras palavras, está deixando de existir quem ensina e quem aprende, passando a existir quem desenha e constrói caminhos que levam ao conhecimento com significado.
Qual é a Fisioterapia que será praticada nos próximos anos do século XXI? É a nova gerasção de professores dos Cursos de Fisioterapia que definirá os rumos da profissão frente às transformações de mercado, comportamentos de consumo e tecnologias.
Essa é nossa aula de conclusão. Obrigada pela confiança e até a próxima oportunidade!
Em tempos de conflitos de gerações, a sala de aula tradicional está passando por mudanças e transformações. De um lado, duas gerações (Baby Boomers e X) que hoje ocupam a docência, foram formadas em modelos lineares, em paradigmas de CONTEÚDO, DIPLOMAÇÃO, pensamento de MASSA.
Nos últimos anos, carreira docente começou a Geração Y, que teve uma formação mais híbrida, mais dinâmica, mediada por tecnologias, games, mundo digital. Embora essa seja uma geração mais ágil, ela carece de novos modelos a aplicar para transformar a sala de aula e a própria atuação docente. Na falta de modelos e soluções, a Geração Y vem repetindo os antigos padrões de professor-slide-sala de aula, tentando algumas pitadas de novidades. Mas estão perdidos no meio de um caminho da era pós-digital e ainda estão longe de ser inovadores, embora anseiem e estejam abertos para essa nova visão de educação.
Por sua vez, o estudante não se adapta aos velhos modelos, que lhe parecem (e são) totalmente desprovidos de significados, além de serem restritos no tempo e no espaço de uma sala de aula. A velha aula expositiva é pobre de conteúdo formal, considerando o novo modelo de vida e acesso digital na palma da mão: sozinho, qualquer estudante pode encontrar muito mais informações e conteúdos do que aqueles que um professor é capaz de organizar, no tempo de uma aula.
Diante desse cenário, é hora de se perguntar porque, afinal, continuam os velhos modelos de sala de aula, de ensinar conteúdos e de diplomar massas sem personalização?
Para dar novo sentido ao processo de aprendizagem ativa, é preciso que professores e estudantes conheçam e apliquem um novo conceito em suas práticas de ensino-aprendizagem: conhecer as trilhas mentais e as condições de foco para formação de trilhas de aprendizagem mais efetivas e dinâmicas.
Trabalhar com conceitos novos, advindos de outras áreas para além da Pedagogia, especialmente das neurociências. Conceitos como FOCO, TRILHAS MENTAIS, DESENHO DE COMPORTAMENTO, DESIGN THINKING e CAPTURA NEURAL para APRENDIZAGENS SIGNIFICADAS são os conceitos e práticas trabalhados nessa Oficina Online.
Esse curso é o primeiro de uma série, e foi planejado para atender a professores que querem se reposicionar no mercado competitivo, apresentando resultados de aprendizagens mais positivos pela transformação do planejamento e das atitudes docentes.
Para trabalhar com metodologias ativas é necessário, antes, pensar ativamente, planejar ativamente e agir ativamente. Comece esse processo agora.
Bem-vindo a um novo mundo!