
Aula de apresentação do professor Murilo de Tarso e detalhes do curso "Fotografia como Empreendimento".
Uma conversa sobre o sucesso na carreira de fotógrafo sob o ponto de vista do professor Murilo de Tarso.
A primeira coisa a se fazer, é justamente dar uma olhada no mercado fotográfico, conferir o território para onde você está indo, para você não cair de paraquedas em terras desconhecidas, iludido com um mercado glamuroso e de fácil sucesso. Por isso, nessa primeira aula eu vou te contar como é esse mercado da fotografia. Não tudo, mais dar uma visão geral. E vou te apresentar também algumas formas de se entrar nesse mercado.
E no segundo passo, vem o outro lado dessa história: Quem você é? Quem você pode ser nesse mercado? Que tipo de fotografo você pode ser?
Pois existem muitos segmentos fotográficos e muitas formas de se atuar em cada segmento. E não é uma boa ideia você fazer uma coisa que não gosta tanto assim só porque parece que dá mais dinheiro, ou fazer uma coisa só porque você acha que só tem aquela opção na sua cidade. O centro da minha estratégia de carreira, é você fazer o que ama, encontrando o SEU lugar no mercado, no mundo da fotografia.
E o terceiro passo dessa fórmula deriva justamente dessas duas observações anteriores: uma análise do mercado e uma análise de você mesmo.
Com isso claro em sua mente, você pode escolher entre fotografar famílias, casamentos, crianças, Newborn, sensual feminino, batizados, 15 anos, eventos políticos, fotografia jornalística, fotografia de produtos, editoriais de moda, fotografia gastronômica, fotografia de arquitetura e decoração, fotografia aérea com drones, fotografia de cavalos, de animais de estimação, fotografia artística autoral, jornalística, natureza, fotografia pericial, automobilismo, esportes, fotografia cinematográfica, entre muitas e muitas outras estradas que você pode seguir.
E então, depois tomar essa decisão inicial, de qual ou de quais segmentos você vai experimentar primeiro, vem uma etapa meio chata, mas fundamental. A pesquisa de mercado. Você vai ter que saber quem são seus concorrentes, quanto se cobra nesse segmento em sua região, quem são os fornecedores, entre outros detalhes que vamos conversar nesse quarto passo dessa fórmula.
Agora que você já fez uma ampla pesquisa e já tem uma visão muito mais clara do seu mercado, então você vai definir com mais acuidade, quem é o seu público-alvo. Se são pessoas que dão grande valor a fotografia, pagam valores mais altos mas exigem muito mais atenção, exclusividade, personalização; ou se é um público mais interessado num serviço eficiente, mas barato, sem muita frescura; ou se são pessoas que contratam pelo seu nome ou estilo marcante, que não se importam em pagar o valor mais alto to mercado pra ter o melhor dos melhores; ou se são clientes que não querem, mas precisam das suas fotos, como para publicidade ou mesmo análises periciais. Qual é a idade desse cliente, o gênero, poder aquisitivo. Quais são as necessidades fotográficas que ele pode ter?
Aqui nós vamos construir cuidadosamente esse seu cliente que vamos chamar de Avatar.
Onde você vai trabalhar? Em casa, num escritório, num estúdio?
Onde você vai atender o cliente? Você vai ter um lugar para isso, vai até a casa dele ou comercio dele, ou vai marcar um café para mostrar portfólio?
Todos esses “ondes” devem ser cuidadosamente pensados para atender a demanda, a expectativa do seu público-alvo e não causar desconfortos ou depor contra seu marketing pessoal.
Bem, agora chegou a hora de investir.
Veja bem, muita gente começa por esse passo. Compra máquina fotográfica, lentes, flash, coisas de estúdio, aluga uma loja no centro, e aí quando ele começa a estudar a fotografia, conhecer o mercado, ele percebe que comprou uma máquina inadequada para aquele segmento, uma lente inadequada, alugou uma loja que ele nem precisava, um flash que não era o que ele iria precisar, enfim… ele investiu errado, e muitas vezes gastou todos os seus recursos financeiros na máquina fotográfica e não guardou nada para legalizar a empresa, investir em publicidade, em materiais gráficos como o próprio portfólio, etc.
Então aqui no passo 7, vamos conversar sobre investimentos iniciais para que você faça as escolhas mais acertadas, visto que já definimos o que você vai oferecer, para quem você vai oferecer e em quais regiões.
Além de um monte de "coisas" físicas, você também precisará comprar “softwares” e assinar ferramentas on-line e serviços de hospedagem, etc.
Aqui vou te recomendar ferramentas para organização e gestão dos arquivos, finanças, clientes, tratamentos e manipulação de imagem, entre outros.
De posse de tudo isso: informações, softwares e equipamentos, chegou a hora de usar esses brinquedos todos divertidos, de aprender a fazer aquilo que você vai oferecer no mercado. Esse é de fato a parte mais divertida da carreira. A parte onde você põe a mão na massa, faz cursos, lê livros, assina revistas, tenta e erra, aprende na prática, e chega num patamar mínimo adequado para se iniciar. E em cada segmento esse patamar é atingido num nível diferente. Os patamares necessários para fotografia de moda pro exemplo são completamente diferentes dos exigidos para se fotografar gestantes.
Nesse processo de aprendizado, você vai se preparar para fazer o tratamento e manipulação de imagens. Mas isso não significa que você terá sempre que fazer. Não, isso é um mito. O tratamento de imagem para um editorial de moda é diferente de um tratamento para família, que é diferente para gastronomia. E isso não tem a ver com quanto a foto precisa de tratamento, tem a ver com quanto tempo você pode dispor para tal tarefa. Se é você mesmo que vai fazer ou se vai terceirizar, entre outras questões que vamos abordar aqui nesta aula.
E agora que você já sabe fazer e pra quem vai fazer, é hora de produzir um material que mostre para o seu possível clientes, do que você é capaz. Esse é o Portfólio. Uma ferramenta importantíssima na fotografia que claro, é diferente para cada segmento. Então vamos aprofundar aqui esse assunto.
Depois que você começar a mostrar suas fotos, fazer suas primeiras sessões fotográficas com clientes, vai começar a notar onde você gasta mais tempo, o tempo você demora para clicar, para selecionar, para tratar, para de descolar até o local das fotos. E vai precisar organizar seus arquivos, rotinizar seus processos, fazer backups de segurança, etc. E esse assunto pode até parecer chato, mas ele é de extrema relevancia, pois o Fluxo de Trabalho pode ser um dos grandes vilões que caçam os fotógrafos na floresta escura. Muitos clientes meus me procuram não porque não estão fazendo vendas, mas porque não estão dando conta de atender seus clientes vendidos, por culpa na maior parte das vezes, por uma negligencia nesse assunto, Fluxo de Trabalho.
E por falar em clientes, tem uma hora que não dá mais, você precisará se legalizar; pra poder apresentar um CNPJ, parcelar no cartão, abrir conta em banco, emitir nota fiscal, elaborar contratos, etc. Vamos analisar aqui quais são as vantagens e necessidades burocráticas nesse passo 13.
Se já chegamos nesse ponto, já sabemos o que fazer, pra quem fazer, como vamos fazer, e é chagara uma das horas mais delicadas de um negócio fotográfico. A precificação. Porque colocar preço não é uma conta exata na qual você faz umas continhas, soma gastos com luz, internet, depreciação do equipamento, põe uma margem de lucro e pronto. Nãooooooo. Precificação é um assunto muito cuidadoso. Você precisa saber o preço que o mercado absorve na faixa econômica em que você está se inserindo, pois se você cobrar errado, o mercado te exclui. Se você quer vender na classe B, não pode vender a preço de classe C, e vise-versa.
Bem, já temos público-alvo, já temos preço, já temos clareza das coisas, de como a sua marca se insere no mercado. Então é hora de materializar isso numa adequada identidade visual. Que represente o seu estilo, o seu preço, a sua importância, os seus valores, o seu profissionalismo. Que te distingua dos demais. E algumas decisões aqui são de extrema importância, se você vai por exemplo, usar seu próprio nome ou se vai usar uma marca mais comercial, menos pessoal.
E com a marca criada, aplicada em todos os seus materiais gráficos, é hora de começar a trabalhar no marketing. Na comunicação que sua marca terá com o seu público-alvo, com a linguagem estratégica que vai te posicionar no mercado. Um passo fundamental para a construção da sua estratégia de vendas!
E não basta cuidar só da marca da empresa. É necessário ainda cuidar do seu marketing pessoal. Cuidar do “quem você é” pro detrás da sua marca. Não são todos os segmentos que isso se faz necessário, mas vamos abordar isso com cuidado, pois na maioria dos segmentos fotográficos, o fotógrafo e sua empresa não se distinguem.
Agora, e somente agora, que já delineamos os caminhos do marketing, que vamos abrir as portas para o mundo através de um site institucional e talvez de um blog, dependendo, é claro, de sua estratégia de captação de clientes.
E claro, agora você já pode ir para as redes sociais. Seria um erro ter ido antes, sem definir uma marca, uma linguagem de comunicação, sem ter um portfólio, sem saber ao certo quem é seu público-alvo, sem saber quanto e como cobrar, etc. Porque esse é um canal muito forte em nossa profissão. Instagram, facebook, Pinterest, são portas e ferramentas largamente usadas por nós, fotógrafos.
Com tudo isso que vimos até aqui, você está pronto para entrar em ação, começar a fechar contratos de vendas, fotografar, tratar, entregar… mas… como? É justamente esse como que vamos tratar aqui. Como chegar até o cliente? Como mostrar meu trabalho para aqueles clientes que tem potencial de comprar o meu produto? É sobre esse pensamento estratégico que vamos conversar.
Bem, sua estratégia para ganhar dinheiro está pronta? Então é hora de conversarmos sobre como gerir o dinheiro. Não basta o dinheiro entrar, é preciso ter controle sobre as finanças, sobre o fluxo de caixa, impostos, taxas, etc.
E no último passo: você precisa COMEÇAR!. Eu digo isso pois tem muita gente que simplesmente não começa. Fica esperando a oportunidade perfeita, as condições favoráveis, o governo, as melhores condições econômicas, o patrão fazer aquele acordo de demissão, o marido apoiar, e aí entra o medo, a insegurança, o comodismo, a procrastinação…
Olha que coisa louca: alguns entram de qualquer jeito, fazendo tudo errado vão a falência por causa disso, na maior parte dos casos, enquanto outros nunca se sentem suficientemente prontos para isso. Então aqui, neste guia, nós vamos verificar tudo que você precisa ter e saber para ter um bom início, se sentindo seguro e estando de fato preparado para essa sua nova profissão.
Esse curso te ensina a construir uma carreira ou um negócio na fotografia de forma profissional, ensinando as boas práticas do mercado com muitas dicas e segredos da profissão. Aqui você vai aprender a definir publico-alvo, fazer os investimentos iniciais, criar portfólio, desenvolver seu fluxo de trabalho, cuidar das burocracias, precificar seus produtos e serviços, desenvolver sua identidade visual, cuidar do seu Marketing, redes sociais, entre outros aspectos necessários para a construção de uma carreira bem-sucedida na fotografia.
Apesar de abordar temas complexos, o curso é simples, desenvolvido em formato de guia com 22 passos e é direcionado tanto a fotógrafos iniciantes quando experientes, para que o aluno não se sinta perdido ou confuso. Não é usada linguagem de negócios, jargões ou expressões de difícil assimilação.
O momento ideal de consumo deste material é justamente antes de iniciar sua carreira de fotógrafo, pois as dicas vão desde os primeiros passos e primeiros investimentos até as dicas mais avançadas de vendas e fluxo de trabalho.
Seja bem-vindo a sua nova vida de fotógrafo!