
Há inúmeras fontes disponíveis sobre o conteúdo do que seja um Plano de Ensino. Meu propósito aqui não é teorizar: já tem muita gente fazendo isso há muito tempo! E com todas as muitas teorias, continuamos tendo velhos problemas e percebendo os mesmos insatisfatórios resultados.
Resultados é a chave da questão aqui!
Nessa Oficina quero falar para quem está em busca de MELHORES RESULTADOS: de aprendizagem, de engajamento estudantil na sala de aula, de satisfação com o trabalho desenvolvido. Resultados que façam os estudantes buscarem por sua experiência fora da disciplina para aprender mais e não para “ter mais aulas”.
Percebeu a diferença? Então vamos juntos em busca da transformação das práticas docentes, começando pelo Plano de Ensino!
Vamos aos fatos: Planos de Ensino são contratos de prestação de serviços e de comprometimento em entregar um produto abstrato – o CONHECIMENTO – de alguma maneira.
Nele espera-se estar claros 3 pontos: (1) O que?; (2) Como?; (3) Para que?
Por hora, precisamos ter clara a ideia de que um Plano de Ensino não é – nem deveria ser – o planejamento de um professor em relação a um conteúdo. Sob essa perspectiva, todos os 3 pontos do contrato acabam se resumindo aquilo que o professor acha que deve ser, ou tendo como foco apenas o que esse professor mais domina, ou ainda, sem nenhum foco específico para nenhum componente do conteúdo.
Tudo passa a depender de quem esse professor é (profissionalmente), como e quando teve sua formação na área objeto da disciplina, e de como ele percebe e conduz seu papel no processo ensino-aprendizagem.
Mas isso pode ser mudado. E deve. Vejamos nessa aula.
Pense em como se escreve um projeto de pesquisa: como você inicia? Pensando no título? Não!
A metodologia da pesquisa não tem um caminho único, mas tem sequência e lógica de ideias, que devem estar presentes no produto final.
Então, pense no seu Plano de Ensino como um projeto (e na verdade ele é!), que vai virar um contrato (ou uma publicação) e que precisa responder claramente a 3 pontos: (1) O QUE?; (2) PARA QUE?; (3) COMO?
Vamos entender como isso funciona, nessa videoaula.
Essa é uma Oficina mãos-na-massa e é preciso exercitar uma nova prática para que ela realmente faça sentido e atinja seus propósitos.
É hora de trabalhar na mudança da forma como você PENSA seu Plano de Ensino, para conseguir mudar a forma como AGE sobre ele.
Mudando-o assim, desde a concepção, a chance de sucesso é muito maior porque trazemos à baila conceitos e estudos em neurociências do FOCO: primeiro o nosso próprio foco em relação ao que seja um Plano de Ensino, depois encontrar o foco do Plano de Ensino em relação à formação dos estudantes.
Planos de Ensino Inovadores alinham os FOCOS DA APRENDIZAGEM aos CONTEXTOS/CENÁRIOS APLICADOS, preferencialmente atendendo à natureza da disciplina em relação aos DOMÍNIOS DE APRENDIZAGEM: SABER (conhecimento), SABER-FAZER (habilidades), SABER-SER (atitudes).
O trabalho com foco sobre esses domínios abre caminho para o desenvolvimento do que chamamos de COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS.
No seu material de apoio você encontra alguns textos e links como curadoria para sua entrada no mundo dos Domínios de Aprendizagem e de como ela foi desenvolvida, porque é muito mais fácil dar foco e atingir metas e objetivos quando eles estão bem definidos e claros, para todos os envolvidos no processo. Em qualquer processo.
A categoria mais simples do domínio cognitivo é o CONHECIMENTO, que envolve o reconhecimento de fatos, procedimentos, padrões e conceitos.
A COMPREENSÃO é o passo seguinte, e tem por objetivos interpretar, traduzir e dar significado às informações e conhecimentos aprendidos. Inicia-se a fase do APREENDER.
APLICAÇÃO é a terceira categoria do domínio cognitivo e refere-se a usar as informações e conhecimentos apreendidos em novas situações, reais e concretas.
ANÁLISE sucede a aplicação como a quarta categoria progressiva de complexidade, no domínio cognitivo. Ela tem como objetivo que os estudantes consigam subdividir o conteúdo em partes menores para entender a estrutura final, mais complexa e mais ampla.
SÍNTESE é a penúltima categoria do domínio cognitivo. Tem por objetivo agregar valores, reunir partes não organizadas e criar novos valores, processos, produtos ou serviços.
AVALIAÇÃO é o último grau de complexidade e desenvolve a habilidade em julgar valores com base em balizamentos específicos da área.
Para facilitar seu trabalho com FOCOS e CONTEXTOS, eu desenvolvi o MAPA 2.
No item 2, ele traz um triângulo formado pelas categorias de cada Domínio de Aprendizagem, segundo a Taxonomia de Bloom, enquanto o item 1 trata dos contextos e cenários para desenvolvimento de competências.
Nessa videoaula vamos fazer um passo a passo sobre como utilizá-lo, e também aprender sobre como usar o Princípio de Pareto para um Plano de Ensino Inovador, desde a sua concepção.
O Domínio Psicomotor é o espaço para desenvolvimento de HABILIDADES TÉCNICO-PROFISSIONAIS, ou seja, se sua disciplina carece de aulas práticas para que a aprendizagem seja completa, esse Domínio p-r-e-c-i-s-a estar previsto no seu Plano de Ensino.
Também aqui, as seis categorias possuem ordem de complexidade progressiva. Nessa videoaula encontram-se:
1- IMITAÇÃO, que envolve a combinação entre habilidades físicas e processos cognitivos de repetição do movimento visualizado;
2- COMPREENSÃO, que tem como objetivo interpretar e dar significado aos movimentos antes imitados;
3- MANIPULAÇÃO, que se completa quando o estudante é capaz de executar as habilidades a partir de instruções;
4- PRECISÃO, quando a meta é reproduzir as habilidades com acurácia, proporção e exatidão.
Completam a formação do SABER-FAZER as categorias:
5- ARTICULAÇÃO, que visa combinar uma ou mais habilidades em sequência, com harmonia e consistência;
6- NATURALIZAÇÃO que se completa quando o estudante é c apaz de completar uma ou mais habilidades com fluência.
A formação por competências se completa quando agregamos também o SABER-SER, ou a tomada de atitudes, entre as atividades que compõem uma disciplina no Ensino Superior.
Esse último domínio de aprendizagem possui 5 categorias e trata do desenvolvimento da personalização do estudante perante o mundo profissional, a partir de suas crenças e valores pessoais.
RECEPÇÃO é a categoria mais simples desse domínio e conscientiza o estudante para atentar a estímulos que o cercam, estímulos esses antes recebidos passiva e inconscientemente.
Cabe aqui uma discussão pertinente sobre a importância do desenvolvimento da EMPATIA quando se trabalha nesse Domínio de Aprendizagem, em todas as suas categorias.
RESPOSTA é a segunda categoria e trata de aprender a responder aos estímulos recebidos na recepção dentro de expectativas profissionais e éticas.
VALORAÇÃO é uma categoria que deve ser trabalhada apenas na fase final da formação de um curso de Graduação, posto que trata de agregar valores pessoais à conduta sem, contudo, desrespeitar códigos de ética profissional.
Finalmente, as últimas categorias são:
4- ORGANIZAÇÃO, onde o estudante – agora quase um profissional – deve comprometer-se com valores que refinem sua postura profissional;
5- CARACTERIZAÇÃO personaliza totalmente a resposta comportamental.
Ao longo das categorias desse domínio psicoafetivo, o estudante foi agregando conhecimentos e posturas profissionais à sua persona, à sua essência como pessoa, cidadão, ser humano.
Agora, o FOCO máximo da formação do SABER-SER é apresentar harmonia e consistência a partir dos valores já internalizados pela aprendizagem que se completa.
Toda semana pedagógica busca por um bom "touch-point", aquilo que engaja o grupo em um novo mindset, uma nova perspectiva. Leve esse vídeo para a sua!
Que tal começar pela maneira como nos referimos ao universo da Educação? Jogar fora velhas (e surradas) expressões e adotar expressões inovadoras, fazendo com que uma nova trilha mental se faça dentro da nossa maneira de pensar, agir,
reagir e interagir nas práticas docentes.
Aproveite e faça o curso de NOVAS TRILHAS MENTAIS clicando em http://bit.ly/oficinaTRILHASMENTAIS e prepare-se para as novas oficinas que vêm por aí!
Aqui você tem as categorias do DOMÍNIO COGNITIVO da Taxonomia de Bloom.
O vídeo mostra, para cada categoria, a definição, o foco de aprendizagem a ser trabalhado, e uma sugestão de cenários/contextos para desenvolver competências relacionadas a cada foco. São 6 categorias e 18 dicas de suporte para você inovar seu Plano de Ensino!
Use esse resumo junto dos colegas, em reuniões de planejamento para ajustar novas estratégias de colaboração entre disciplinas ou entre cursos diferentes.
O Domínio PSICOMOTOR da Taxonomia de Bloom é fundamental para qualquer disciplina que requeira a aprendizagem de gestos e práticas técnicas para desenvolver HABILIDADES.
Esse resumo é ideal para abrir discussões inter e transdiciplinares para desenvolvimento de habilidades integradas e significadas.
O último DOMÍNIO DE APRENDIZAGEM e suas categorias, o SABER-SER ou Domínio PSICOAFETIVO da Taxonomia de Bloom, é o domínio que completa a formação das COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS.
Já pensou em expandir a sala de aula, integrando novos espaços de aprendizagem por meio de tecnologias?
Esse video dá algumas dicas para suscitar a discussão entre grupos de professores, especialmente para Colegiados de Cursos estimulares práticas docentes multisensoriais.
Inverter a sala de aula não é tão simples quanto parece. Não se trata de distribuir seminários, ne apresentar trabalhos. Trata-se de uma metodologia ativa em que o professor deve preparar e disponibilizar toda a trilha de aprendizagem com antecedência, para que (1) a aula aconteça em casa, e (2) as tarefas aconteçam na sala de aula.
Nessa estratégia, o planejamento não deve ser um vídeo do professor dando aula para uma câmera! Por favor! O material deve conter elementos que suscitem o interesse, a curiosidade, que despertem a atenção para a relevância da aprendizagem do tema proposto e engajem para o protagonismo da busca pelo "ir além do conteúdo".
Na sala de aula, a magia se completa por exercícios, desafios, questões, problemas... Fixar a aprendizagem por meio de agregar o valor da experiência prática que só o professor pode conferir ao conhecimento que foi previamente adquirido.
Dá só uma olhada no vídeo e desenvolva seus processos de sala de aula invertida. Pense diferente, faça diferença e viva essa mudança na sua sala de aula!
Descubra quais são os 20% do seu conteúdo que sustenta 80% da aprendizagem e você terá iniciado sua própria revolução no Plano de Ensino!
Decidir e definir objetivos de aprendizagem (e não de conteúdo) significa estruturar o processo formativo, oportunizando mudanças de pensamentos, ações e condutas. Essa estruturação é resultado de um planejamento diretamente relacionado à seleção de conteúdos, de procedimentos, de atividades, de recursos disponíveis, estratégias, instrumentos e formatos de avaliação, além da própria metodologia que será adotada, na disciplina, durante um período de tempo (semestre ou ano letivo).
Essa OFICINA ONLINE aplica a sistematização proposta por Bloom et al. (1956) como instrumento na delimitação por FOCOS DE APRENDIZAGEM e ESTRATÉGIAS DIDÁTICAS, com o objetivo de redigir Planos de Ensino mais efetivos e inovadores, para disciplinas do Ensino Superior.
Ao longo dos últimos 20 anos, capacitar professores e gestores, participar de bancas e concursos para a carreira docente do magistério superior, e fazer parte de equipes de processos regulatórios do Ministério da Educação - sempre na área da Saúde - me deu a certeza de que, nós professores, somos heroicos idealistas nas salas de aula. Para aqueles que, como eu, não possui formação nas licenciaturas, a atuação como docentes veio como um desafio e uma paixão.
Pois bem, essa experiência me mostrou que um dos nossos desafios é o de não conhecer instrumentos mais práticos, que sejam capazes de transportar-nos de um ponto A para um ponto B, melhor, mais bem-sucedido e com maior aproveitamento na aprendizagem dos nossos estudantes. Nós simplesmente reproduzimos os modelos que conhecemos, e eles estão superados!
A Taxonomia de Bloom é um dos melhores instrumentos para sistematização das práticas docentes, porque tem o potencial de oferecer uma visão ampla, porém detalhada, sobre como converter o velho Plano de Ensino em um mapa engajador da aprendizagem estudantil.
Conduzido por vídeos que apresentam um material testado em sala de aula, e ajustado a partir dos resultados que proporcionou, esse curso traz o planejamento de uma disciplina passo a passo, considerando as categorias de complexidade de cada Domínio de Aprendizagem proposto por Bloom et al. Para cada categoria, seguem as sugestões de FOCO a ser desenvolvido, bem como de CENÁRIOS/CONTEXTOS alinhados para conduzir à formação de competências específicas.
São 3 domínios, 17 categorias e mais de 51 dicas, entre definições aplicadas, focos de trabalho do docente e competências profissionais que se alinham. Para dar suporte a esse trabalho de reposicionamento profissional você encontra uma apostila que resume cada videoaula e aponta os destaques de cada tópico, além de artigos científicos nessa área.
Além disso, o curso conecta você ao mundo: links relevantes para a visualização prática de alguns dos elementos do cursos levam você para fora da plataforma, ilustrando seu uso em contextos e cenários diversos, convidando-o para uma viagem de expansão complementar do ambiente de aprendizagem.
A novidade são os 3 mapas exclusivos, desenvolvidos a partir da modelagem por Design Thinking, onde a personalização das turmas, a orientação sobre as 3 cláusulas básicas de um contrato didático (sim, a gente vai levar esse Plano de Ensino muito a sério, quanto ao seu potencial de r-e-s-u-l-t-a-d-o-s!) e a aplicação da Taxonomia de Bloom estão organizados de modo a facilitar sua iniciação a essa nova forma de pensar o Plano de Ensino.
Minha missão nesse curso é otimizar cada um dos novos passos que você quer dar, em direção à inovação das suas práticas docentes, com mapas e modelos que ajudem nesse desafio de assumir um novo papel no Ensino Superior: o de Designer Educacional.
Vou ajudá-lo nessa jornada e esse curso é só o começo.
Bem-vindo à muita mão-na-massa!