
Com o conhecimento necessário sobre os principais itens para montar uma produção devidamente equipada, o próximo passo é conhecer o processo de personalização em si, desde a criação da arte até a sublimação do produto.
O conteúdo deste capítulo é aplicável a qualquer objeto em qualquer modelo de prensa, desde tecidos, peças de vestuários a porcelana e objetos cilíndricos.
Basicamente o processo será:
criação da arte;
a impressão da arte, e por fim;
a aplicação no produto.
É importante estar atento aos detalhes e aos cuidados que serão comentados ao longo do capítulo. Também deve-se respeitar a compatibilidade entre papel x tinta x foto produto e a relação tempo x temperatura x pressão.
Tudo tem início no Pixel que é um conceito importante de ser conhecido: basicamente é a menor parte de uma imagem. O pixel, é utilizado para determinar o tamanho de imagens e em fotografias, por exemplo, determina o nível de qualidade da imagem.
Imagem em Bitmap: muito além do BMP
Se você é usuário de computador a algum tempo com certeza já leu ou ouviu alguém falando sobre imagem em bitmap. É o tipo de imagem mais comum de se encontrar na internet. Essas imagens são compostas por pixels, e é a união desses pixels (que carregam uma informação de cor) que formam as imagens como as que são tiradas por câmeras fotográficas.
Neste caso a resolução, em DPI, é quem mede a qualidade e a nitidez de um bitmap. Sendo assim, quanto maior for essa medida, mais qualidade a imagem possui. Ao aumentar uma imagem bitmap (ou dar zoom em uma região) podemos verificar um aspecto quadriculado, é o que chamamos de pixel. Por causa da existência desses pixels, as imagens em bitmaps tem uma limitação no que diz respeito ao fato de aumentar o seu tamanho: quanto mais ela for esticada, menor será a qualidade da resolução.
[imagem: https://centraldasublimacao.com.br/wp-content/uploads/2017/09/bitmap-1024x689.png]
Em arquivos impressos costuma-se usar a resolução de 300 DPI para garantir uma boa qualidade e nitidez ao material. O software mais popular para edições de imagens bitmaps é o Adobe Photoshop.
Vetores: matemática para criar.
Gráficos elaborados em vetor não contam com a presença de pixels; são representações gráficas de arcos, círculos e retas para equações matemáticas. Essas equações matemáticas permitem que esta peça gráfica possa ser aumentada para um número infinitamente maior sem a perda de resolução.
[imagem: https://centraldasublimacao.com.br/wp-content/uploads/2017/09/vetor.png]
Dessa forma, ao não utilizar pixel, não há a aparência quadriculada ao dar zoom ou aumentar o tamanho da peça gráfica. Imagens em vetor são mais comumente utilizadas na elaboração de logotipos, ícones e imagens que não necessitem de um nível de detalhe ou transições de cores muito reais ou detalhadas. O programa mais comum para se trabalhar com vetores é o CorelDRAW, mas também pode-se usar o Adobe Illustrator.
Qual é melhor? Bitmap ou Vetor?
Com base nos conceitos que foram apresentados, não há uma definição de melhor ou pior, mas sim o mais ou menos adequado para uma determinada situação.
Recomenda-se o uso de imagens em bitmaps quando é necessário um realismo muito grande, a impressão de uma foto, complexidade de cores, transições, transparências e degradês. Neste caso, o software mais popular para tal tarefa é o Adobe Photoshop.
Já, para a aplicação de logotipos, ícones, símbolos ou desenhos é mais indicado o uso de imagens em vetores. Como comentado, os softwares mais comuns são o CorelDRAW e o Adobe Illustrator.
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