
Aula 1.00: O que são investimentos?
ROTEIRO DA AULA
O que é o Investimento? Segundo o BKM (2015), investimento é o comprometimento de dinheiro ou de outros recursos no presente com a expectativa de colher benefícios futuros. Você sacrifica algo de valor agora com a expetativa de colher benefícios mais adiante.
Por isso, investimento é considerado um sacrifício. Nesta aula, estamos falando de sacrifício financeiros, abrir mão de gastar em troca de comprar algum produto financeiro.
É preciso sacrificar na medida do retorno desejado. Dosar o sacrifício é a chave para gerar uma melhora qualidade de vida. Segundo Thaler e Sunstein no livro Nudge (2019), presume-se que as pessoas calculem quanto vão ganhar pelo resto da vida e de quanto vão precisar quando se aposentarem, depois poupem apenas o suficiente para desfrutar de uma aposentadoria confortável sem se sacrificar demais durante os anos de trabalho.
Por isso, é necessário pensar de forma sensata a necessidade de guardar dinheiro: sacrificar de mais agora, é perder qualidade de vida no presente; sacrificar de menos agora, é perder qualidade de vida no futuro.
“O Sacrifício feito por pessoas mais jovens é menos doloroso do que aquele feito por pessoas mais velhas.”
E, você? O quanto está disposto a sacrificar? Dificuldade em responder essa pergunta? Se quiser ajuda, clique no link abaixo para ajudar você a tomar essa decisão.
Lembre-se que investir não pode ser um fim em si mesmo. Um sacrifício sem sentido é algo sem propósito e feito simplesmente para sua própria vaidade, isso, amigo, é masoquismo. Sacrifício pelo prazer de sacrificar.
“Sacrifique na medida da dor que você precisa sofrer para que o resultado no futuro seja tão benéfico ou mais do que a dor sofrida.”
Defina seu objetivos: comprar um carro, aposentadoria, viagens, estudo dos filhos, novos carros, pagar contas.
LEITURA RECOMENDADA
A Parte do texto da aula pode ser consultada no Capítulo 1 do Ebook, parte 1.01
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA
Nudge: Como tomar melhores decisões sobre saúde, dinheiro e felicidade. Richard Thaler e Cass R. Sunstein. Disponível na Amazon. *Nível Básico*
Investimentos. por Zvi Bodie (Autor), A. Kane (Autor), A. Marcus (Autor). Disponível na Amazon. *Nível Avançado*
Investimentos. por Zvi Bodie (Autor), A. Kane (Autor), A. Marcus (Autor). Disponível na Amazon. *Nível Avançado*
Aula 1.01: Sobre produtos financeiros
ROTEIRO DA AULA
A Parte do texto da aula pode ser consultada no Capítulo 1 do Ebook, parte 1.01
Quanto você está disposto a sacrificar da sua renda para receber mais no futuro? Você já descobriu isso na aula anterior, agora você precisa saber como vai investir esse dinheiro.
Nesta aula, falamos sobre os produtos financeiros.
O que são produtos financeiros? São produtos negociados dentro do mercado financeiro. É uma analogia relativa ao mercado. Se em um mercado tradicional você compra produtos, no mercado financeiro não é diferente.
Em termos técnicos, produtos financeiros são instrumentos criados pelas instituições financeiras e corporações para realizarem a captação de recursos, isto é, são de fato o coração do investimento.
Ativos reais vs. Ativo Financeiros
Ativos financeiros são elementos que geram por si benefícios econômicos futuros e, por isso, considera-se os produtos financeiros, de maneira técnica, como ativos financeiros.
BKM (2016) coloca que há uma diferença entre ativos reais e ativos financeiros. Enquanto ativos reais são a riqueza material gerada por uma sociedade como, terrenos, prédios e equipamentos; os ativos financeiros são papéis que geram direito sobre a renda gerada pelos ativos reais. Enquanto os ativos reais geram renda líquida para a economia, os ativos financeiros simplesmente definem a alocação de renda ou riqueza entre investidores.
Há três tipos de ativos financeiros (ou produtos financeiros): títulos de renda fixa ou de dívida, fundos de investimentos (conjunto de títulos), títulos de propriedade como ações, contratos de derivativos.
Para este curso, entenda produto financeiro como o instrumento em que o dinheiro fica posicionado.
Um produto financeiro é aquilo que você investe. Assim, investir é comprar produtos financeiros. Fazer uma cesta de investimentos é colocar diversos produtos financeiros em uma cesta de mercado.
Produtos financeiros pagam juros e outras rendas variáveis ou fixas.
Produto financeiro é o elemento central do investimento.
LEITURA RECOMENDADA
A Parte do texto da aula pode ser consultada no Capítulo 1 do Ebook, parte 1.01
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA
Aula 1.02: Sistema Financeiro Nacional
ROTEIRO DA AULA
Investir é usar parte do seu sacrifício para receber um valor no futuro, por isso, não recomendamos investir fora do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Investir fora do SFN é investir fora do arcabouço legal, da proteção do estado e das leis aplicáveis ao mercado financeiro.
Isto é, bang-bang. “Lembre-se a última trincheira da proteção de uma família é a justiça”.
O Sistema Financeiro Nacional (SFN) é formado por um conjunto de entidades e instituições que promovem a intermediação financeira, isto é, o encontro entre credores e tomadores de recursos. É por meio do sistema financeiro que as pessoas, as empresas e o governo circulam a maior parte dos seus ativos, pagam suas dívidas e realizam seus investimentos.
O SFN é organizado por agentes normativos, supervisores e operadores. Os órgãos normativos determinam regras gerais para o bom funcionamento do sistema. As entidades supervisoras trabalham para que os integrantes do sistema financeiro sigam as regras definidas pelos órgãos normativos. Os operadores são as instituições que ofertam serviços financeiros, no papel de intermediários.
O principal agente supervisor no mercado financeiro é a Comissão de Valores Mobiliários. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) foi criada em 07/12/1976 pela Lei 6.385/76, com o objetivo de fiscalizar, normatizar, disciplinar e desenvolver o mercado de valores mobiliários no Brasil.
A CVM é uma entidade autárquica em regime especial, vinculada ao Ministério da Economia, com personalidade jurídica e patrimônio próprios, dotada de autoridade administrativa independente, ausência de subordinação hierárquica, mandato fixo e estabilidade de seus dirigentes, e autonomia financeira e orçamentária.
Acesse o site da CVM e saiba mais: http://www.cvm.gov.br/index.html
A CVM atua para alertar o Cidadão contra fraudes, acesse: http://www.cvm.gov.br/menu/investidor/alertas/aler...
Este conteúdo é mais avançado. Destinado a quem deseja tirar as certificações CPA10/CPA20/ANCORD. Se quiser saber mais acesse, a próxima aula. Nossa aula avançada é destinada a quem quer tirar as Certificações Anbima ou ser um Agente Autônomo de Investimentos. Além disso, o material é suficiente para quem deseja estudar para concursos públicos da carreira bancária.
A aula avançada conta com esquemas de resumos para impressão, aulas mais avançadas e resolução de exercícios.
Aula 1.03 – O Mercado Financeiro
Uma das formas de se entender o mercado financeiro é fazendo uma analogia com um supermercado tradicional. Em um supermercado, há diversos setores: açougue, padaria, farmácia. No mercado financeiro, também!
Nesta aula, fazemos uma comparação entre um supermercado e um mercado financeiro com o objetivo de você enxergar os diversos segmentos de atuação dentro do mercado e como você pode selecionar os seus produtos financeiros dentro de cada seção.
Lembre-se que essa é uma aula introdutória e cada uma das seções do mercado financeiro tem um módulo específico, indo do básico ao avançado.
Há cinco segmentos principais no mercado financeiro: mercado de títulos e dívida (ou crédito); mercado de fundos de investimentos, mercado de fundos (de investimento) imobiliários, mercado de ações e mercado futuro.
O mercado de fundos de investimentos e o mercado de fundos imobiliários( fii) poderia ser considerado o mesmo, porém o mercado dos fii cresceu tanto nos últimos 5 anos que é importante criar um setor só para ele.
A porta de entrada do mercado financeiro é o mercado de títulos. Isso porque o início da vida financeira passa, necessariamente, com a abertura de uma conta bancária (ou financeira) em uma instituição financeira (seja um banco tradicional ou um banco digital).
Após abrir uma conta, o investidor passa a ter acesso ao mercado de títulos, recebendo diversos informativos sobre CDB’s, LCA’s, LCI’s, poupança e muitos outros produtos financeiros. Esse mercado é o tradicional mercado de renda fixa.
Ao sair desse mercado, o investidor se depara com o mercado de fundos. O mercado de fundo é um segmento em que se formam empresas em formato de condômino especializadas em ganhar dinheiro na bolsa. Cobram uma taxa variada de administração e performance, mas buscam ganhar o máximo de dinheiro possível com as variações do mercado.
Em seguida o investidor pode se deslocar para o mercado de ações ou mercado de fii. Em termos operacionais, esses dois mercados têm grande similaridade, isto é, os dois são negociados através de ordens em mercado aberto, é preciso analisar o comportamento econômico e financeiro do produto financeiro que está sendo comprado, sofre com o risco de mercado.
DIFERENÇAS
FUNDOS DE INVESTIMENTO
FUNDOS DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO
Analisa-se o perfil dos Gestores e o mandato de atuação de cada fundo.
O perfil da gestora do fundo é importante, mas não é essencial.
A estratégia de atuação é importante: long only, long biased e long&short,
A estratégia de atuação varia de acordo com o setor do fundo: agências bancárias, hospitais, educação, logística, comerciais, shopping, residência.
Tipo de fundo: multimercado, ações ou renda fixa.
Tipo de fundo: tijolo, papel, fundo de fundo, desemvlvimento ou misto
Não é negociado em mercado de bolsa. Não sofre com as variações de mercado decorrente do spread entre vendedores e compradores
É formato de condomínio fechado e negociado em bolsa. Sofre com o risco de mercado das negociações entre compradores e vendedores.
Não há análise fundamentalista (ou contábil) nas demonstrações do fundo.
Análises fundamentalistas são essenciais.
(para mais, consultar o ebook)
MERCADO DE TÍTULOS E CRÉDITO
PRODUTOS FINANCEIROS COMUNS
CERTIFICADO DE DEPÓSITO BANCÁRIO
CERTIFICADO DE RECEB. IMOBILIÁRIOS
LETRA DE CRÉDITO DO AGRONEGÓCIO
CERTIFICADO DE RECEB. AGRONEGÓCIO
LETRA DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO
DEBÊNTURES
LETRA DE CÂMBIO
TESOURO DIRETO
LETRA FINANCEIRA
DIFERENÇAS
MERCADO DE FII
MERCADO DE AÇÕES
Compra-se Quotas
Compra-se Ações
Uma das principais análises é sobre os contratos e papéis com a finalidade de determinadas o dividendo do ano. Os ganhos de capitais são secundários.
Uma das principais análises é sobre o plano de negócio de longo prazo da empresa. A finalidade é entender as perspectivas de melhora das métricas de resultado. Os ganhos de capitais são essenciais.
São menos voláteis, em razão da baixa liquidez das quotas e também devido a previsibilidade dos recebíveis ao longo do período, isto é, você sabe os prazos de recebimentos do alugueis e juros de papéis do fundo.
São mais voláteis, em razão da alta liquidez das ações (relativizado) e também devido ao grau de especulação sobre os resultados da empresa. Efeitos econômicos impactam como um todo o desempenho operacional corporativo.
Por último, o mercado mais arriscado, o mercado futuro. Esse mercado é utilizado para proteção, especulação e arbitragem, sendo considerado de difícil acesso e operação. Exige-se estudo e dedicação, pois o grau de risco é elevado. Este é o mercado ideal para os day-trades. Dentro desse mercado opera-se opções, contratos de dólar, juros e commodities.
Um investimento tem três elementos centrais: o risco, o retorno e a liquidez.
O risco de um investimento tem um lado subjetivo e outro objetivo. O lado subjetivo se relaciona com o perfil de risco de cada investidor, isto é, a sensibilidade ao risco e a forma como o investidor convive com esse elemento é pessoal, dependendo do seu perfil.
Existem pessoas com perfil agressivo, ou seja, perdas elevadas no patrimônio não alteram seu modo de agir, pensar ou investir, enquanto outras são conservadores e não admitem perder nenhum centavo.
Saber ponderar o lado subjetivo é o primeiro passo para conviver com o lado objetivo do risco. De outra maneira, se você é agressivo está tudo bem sofrer uma perda de 10% a 15% do seu patrimônio.
Para analisar o perfil de risco do investidor, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) exige que cada investidor ao desejar sair do mercado de renda fixa (o mercado de títulos) e entrar no mercado de renda variável faça uma “análise de perfil do investidor” (a API). A API pode ser um questionário ou uma entrevista e vai depender da instituição financeira a qual o investidor está operando.
Nesta aula, buscamos relacionar os elementos de risco, retorno e liquidez aos perfis de risco sugeridos por mim.
Há 5 níveis de perfis. Cada um deles, impõe um nível de rentabilidade, grau de liquidez e perdas objetivas de patrimônio (risco objetivo).
AULA 1.05 Bolsa de Valores
Diferente do que muita gente pensa, a Bolsa de Valores não é uma instituição. É um mecanismo de negociação de valores mobiliários, sendo o termo correto “mercado organizado de bolsa”. O mecanismo de negociação por meio de bolsa tem sua origem (no atual sistema jurídico) pela Lei 6.385 de 1976, operacionalizado pela ICVM 461/2007.
O que todos conhecem como B3 ou antiga BM&F/BOVESPA é uma entidade administradora do mercado de bolsa. Como entidade administradora da única bolsa brasileira em funcionamento, acabou por confundir os termos em um fenômeno parecido de “marca/produto”.
Assim, mercado de bolsa é um meio de negociação de valores mobiliários. Na verdade, é o meio mais transparente, seguro e rápido de transacionar valores mobiliários. Mas o que são os valores mobiliários?
Valores mobiliários são contratos ou títulos de investimento coletivo em que o retorno financeiro desse investimento dependa do esforço do empreendimento. Por exemplo, ação é um título de propriedade em que se espera que no futuro pague ao comprador, dividendos que é a fatia do lucro empresarial, isto é, esforço dos empreendedores.
A entidade administradora da bolsa de valores (B3) pode ser associação ou sociedade anônima tem autonomia em suas decisões financeira, operacionais e patrimoniais e é fiscalizada pelo Comissão de Valores Mobiliários.
A B3, exercendo esta função, é responsável por autorizar quem deve operar no mercado de bolsa administrado por ela. Assim, as corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários devem solicitar autorização e elegibilidade para operar valores mobiliários para seus clientes e, na verdade, somente estas instituições estão autorizadas a operar títulos e valores mobiliários[1].
Além disso, a B3, como entidade administradora, deve criar rígidos sistemas de auto-regulação, pois por ser responsável por esse meio de negociação, deve ser capaz de fiscalizar e supervisionar as operações realizadas nesse mercado, tendo como objetivo prevenir fraudes, manipulações, assegurar a igualdade, evitar ou coibir práticas não-equitativas de oportunidades.
Para alcançar esse objetivo, a B3 criou a BSM Supervisão de Mercados, uma empresa a parte em relação a B3, encarregada da fiscalização e supervisão das operações realizadas nos mercados de bolsa operados pela B3.
Dentre as funções desse Departamento de Auto-Regulação da B3 está o Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos (MRP). Esse mecanismo tem como finalidade exclusiva de assegurar aos investidores o ressarcimento de prejuízos decorrentes da ação ou omissão de pessoa autorizada a operar, ou de seus administradores, empregados ou prepostos, em relação à intermediação de negociações realizadas na bolsa ou aos serviços de custódia, especialmente nas seguintes hipóteses:
inexecução ou infiel execução de ordens;
uso inadequado de numerário e de valores mobiliários ou outros ativos, inclusive em relação a operações de financiamento ou de empréstimo de valores mobiliários;
entrega ao investidor de valores mobiliários ou outros ativos ilegítimos ou de circulação restrita;
inautenticidade de endosso em valores mobiliários ou outros ativos, ou ilegitimidade de procuração ou documento necessário à sua transferência;
intervenção ou decretação de liquidação extrajudicial pelo Banco Central do Brasil;
encerramento das atividades.
Lembrando que o MRP só se aplica a valores mobiliários, isto é, títulos de crédito privado não estão cobertos por esse mecanismo.
FAQ – REGULAMENTO 2019
Quanto tempo tenho para solicitar o ressarcimento?
O Reclamante poderá pleitear o ressarcimento de seu Prejuízo ao MRP, independentemente de qualquer medida judicial ou extrajudicial, no prazo de dezoito meses, a contar da data da ocorrência da ação ou omissão, perpetrada pela Reclamada, que tenha dado origem ao Prejuízo.
Qual o valor máximo possível de Ressarcimento?
O valor máximo de ressarcimento de Prejuízos pelo MRP será de R$ 120.000,00 por Reclamante e por ocorrência, sendo que uma ocorrência é um conjunto de negócios de compra, venda ou empréstimo de valores mobiliários que componham uma mesma operação
estruturada, realizada em nome de um mesmo Reclamante.
Após deferido o processo quanto tempo receberei?
O MRP deverá providenciar o ressarcimento do Prejuízo sofrido pelo Reclamante no prazo máximo de três dias úteis, para reposição em dinheiro, atualizado pelo IPCA ou pelo índice que o substituir e juros simples de seis por cento ao ano, calculados pro rata die; e quinze dias úteis, para reposição em valores mobiliários.
Da onde vem o dinheiro para os ressarcimentos?
O dinheiro para formação do patrimônio da MRP foi formado pela contribuição mensal dos participantes do mercado de bolsa desde que atuem no mercado de renda variável. A contribuição mensal foi fixada em 0,0012% sobre o volume total negociado, deduzido das operações com a carteira própria da Corretora ( Ofício Circular BOVESPA 270/2003-SG - 19/12/2003 )
O mercado de bolsa é considerado um mercado regulamentado e organizado de valores, de mercadoria e de futuros, sendo conhecido pela legislação como simplesmente “bolsa de valores mobiliários”.
Considera-se mercado organizado de valores mobiliários um espaço físico ou sistema eletrônico destinado à negociação ou ao registro de operações com valores mobiliários em que todas as ofertas de um mesmo valor mobiliário são direcionadas a um mesmo canal de negociação, ficando expostas a aceitação e concorrência por todas as partes autorizadas a negociar no sistema.
A negociação por meio de bolsa tem algumas características únicas. Deve ter um sistema permanente e eficiente de formação de preços que possibilite uma pronta realização e visualização dos registros das operações realizadas e que os negócios fiquem à disposição do público com rapidez, amplitude e detalhamento suficiente.
A bolsa também faz parte do sistema de distribuição de valores mobiliários o qual compreende um conjunto de instituições e de agentes com capacidade de intermediar a distribuição de valores mobiliários, considerando que se entende por distribuição a venda, promessa de venda, oferta à venda ou subscrição, assim como a aceitação de pedido de venda ou subscrição de valores mobiliários, quando os pratiquem a companhia emissora, seus fundadores ou as pessoas a ela equiparadas.
As Bolsas de Valores, as Bolsas de Mercadorias e Futuros, as entidades do mercado de balcão organizado e as entidades de compensação e liquidação de operações com valores mobiliários terão autonomia administrativa, financeira e patrimonial, operando sob a supervisão da Comissão de Valores Mobiliários.
Às Bolsas de Valores, às Bolsas de Mercadorias e Futuros, às entidades do mercado de balcão organizado e às entidades de compensação e liquidação de operações são os principais mecanismos de funcionamento da negociação mobiliária. Atualmente, a B3 reúne todas essas funções (negociação por meio de bolsa, balcão e compensação e liquidação
[1] Bancos múltiplos, bancos comerciais, bancos de investimento e a Caixa Econômica Federal são elegíveis para requerer autorização de acesso para negociação exclusivamente no mercado de títulos de renda fixa privada, do grupo de mercados “Renda variável e renda fixa privada”;
Formas de Negociação
Existem duas formas de negociação a primeira ou secundária (mercado primário ou secundário). Na negociação primária, há captação de dinheiro por parte das empresas/fundos. Já negociação secundária, não há captação de dinheiro por parte das empresas/fundos, há somente troca de dinheiro entre investidores – um investidor vendendo sua quota ou ação para outro investidor.
Sobre o MRP
A B3 mantém Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos (MRP), que assegura aos investidores o ressarcimento de até R$ 120 mil por prejuízos causados por Participantes dos mercados administrados pela B3 (corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários), seus administradores ou prepostos, em relação à intermediação de operações de bolsa com valores mobiliários (como compra e venda de ações, derivativos e fundos listados) e serviços de custódia.
O MRP também cobre prejuízos decorrentes da intervenção ou decretação da liquidação extrajudicial de Participante pelo Banco Central Brasil. Nesse caso, é assegurado o ressarcimento do saldo em conta-corrente no encerramento do dia útil anterior à decretação da liquidação extrajudicial, desde que proveniente de operações realizadas no mercado de bolsa.
O investidor que se sentir lesado pela ação ou omissão de Participante da B3 na intermediação de negociações realizadas em bolsa ou serviços de custódia, pode apresentar pedido de ressarcimento para análise e julgamento pela BSM Supervisão de Mercados, responsável pela administração do MRP.
AULA 1.05 Segmentos da Bolsa
Os três principais segmentos de bolsa
Mercado de Ações dentro do Mercado Futuro
Mercado à Vista
Mercado Futuro
A aula 1.06 é apenas uma introdução de tópicos específicos que serão vistos em módulos mais avançados.
Os três principais segmentos de bolsa
Existem várias formas de se classificar as formas de negociação dos diversos ativos transacionados no mercado de bolsa de valores. Neste vídeo, dividimos os mercados em três: mercado de ações, mercado futuro e mercado de fundos.
O mercado de ações é o ambiente no qual empresas de capital aberto negociam frações de seu patrimônio, por outro lado, no mercado futuro são negociados contratos para liquidação em data futura, a preço fixado. O preço é função do valor do ativo no mercado à vista e da taxa de juros esperada para o período.
Por último, temos o mercado de fundos. Os fundos são uma espécie de condomínio de pessoas com o propósito de comprar ativos específicos – títulos de crédito, imóveis, ações e etc.
Mercado de Ações dentro do Mercado Futuro
As negociações de ações no mercado podem ser realizadas de duas formas: à vista e a prazo. As operações à vista são aquelas em que os negócios são realizados e liquidados à vista. As operações a prazo são aquelas realizadas para liquidação em data futura. As operações a prazo podem ser realizadas em três diferentes mercados: mercado a termo, futuro e de opções, conforme características específicas de cada um deles.
Mercado à Vista
No mercado à vista, o comprador realiza o pagamento e o vendedor entrega as ações objeto da transação em D+3, ou seja, no terceiro dia útil após a realização do negócio. Nesse mercado, os preços são formados em pregão em negociações realizadas no sistema eletrônico de negociação PUMA Trading System.
Mercado a termo
No mercado a termo são negociados contratos para compra ou venda de quantidade específica de um ativo ou derivativo, para liquidação em uma data futura, em prazo determinado, a um preço fixado. Geralmente, os prazos dos contratos a termo podem variar entre 16 e 999 dias corridos. Nesse mercado, os preços dependem do valor do ativo no mercado à vista e da taxa de juros esperada para o período do contrato.
Nos negócios a termo, o sistema de compensação e liquidação da bolsa exige um depósito de garantia, que pode ser oferecido na forma de cobertura ou margem. A cobertura é o depósito, pelo vendedor a termo, do ativo objeto da operação como garantia. Margem é um valor depositado, conforme regras do sistema de compensação, que procura reduzir os riscos de liquidação da operação.
Nesse mercado, a liquidação pode ser por decurso de prazo, ou seja, no vencimento do contrato, ou antecipada, antes da data do vencimento do contrato. Somente o comprador pode liquidar a operação antecipadamente, se assim desejar, em um modelo de contrato conhecido como “à vontade do comprador”. A liquidação pode ser somente financeira, podendo ser solicitada até V-3, terceiro dia útil anterior ao vencimento do contrato, mediante venda à vista, pelo comprador, das ações compradas a termo.
Mercado Futuro
Assim como no mercado a termo, no mercado futuro são negociados contratos para liquidação em data futura, a preço fixado. O preço é função do valor do ativo no mercado à vista e da taxa de juros esperada para o período. Porém, os dois mercados diferem em aspectos operacionais, especialmente no que diz respeito à garantia e à liquidação. Também no mercado futuro, há exigência de depósito de garantia, como cobertura ou margem. Porém, os contratos sujeitam-se ao ajuste diário de perdas e ganhos. Nesse processo, todas as posições em aberto são avaliadas diariamente em relação a um preço de referência, conhecido como preço de ajuste diário.
O preço de ajuste diário é calculado pelo preço médio dos negócios realizados com o papel no mercado futuro no período da tarde. Assim, a diferença, positiva ou negativa, entre os preços de ajuste diário de dois pregões consecutivos ou entre o preço de ajuste e o preço do contrato fechado no dia, será paga ou recebida pelos investidores com posição em aberto.
A liquidação dos contratos futuros é calculada pelo preço médio dos negócios realizados com o ativo objeto no mercado à vista na data de vencimento. Entretanto, o investidor que desejar pode sair de sua posição por meio de uma operação oposta envolvendo o mesmo ativo objeto e mês de vencimento. Com isso, o investidor “zera” a sua posição e não precisa ir para a liquidação física. Assim, a data de vencimento é a última data em que os negócios podem ser encerrados por meio da realização dessa operação inversa. Do contrário, a liquidação deverá ser obrigatoriamente física.
Os contratos têm vencimentos todos os meses, sempre na terceira segunda-feira. Contratos futuros são instrumentos muito versáteis e procurados pelos investidores, que podem negociar futuros de ações, índices, moedas, taxas de juros, commodities agrícolas, dentre outros. Para propiciar ainda maior versatilidade e torná-los acessíveis a mais investidores, a B3 oferece versões mini e micro de alguns contratos futuros. Por exemplo: O contrato futuro de índice Ibovespa pode ser negociado em versões padrão ou mini, o contrato futuro do índice S&P 500 pode ser negociado em versões padrão ou micro. Contratos padrão, mini ou micro diferem apenas nos lotes mínimos negociáveis ou no valor dos pontos em reais ou dólar.
Mercado de Opções
No mercado de opções são negociados contratos que garantem o direito de compra ou de venda de um determinado ativo dentro de um prazo estipulado, a um valor prefixado. Esse valor prefixado é conhecido como preço de exercício ou, na sua expressão em inglês, de strike price. Já o valor do contrato negociado entre as partes, ou seja, o preço para fechamento do contrato, é chamado de prêmio. Então, prêmio é o preço pago pelo comprador da opção para ter o direito de comprar ou vender determinada quantidade de ativos ao preço estipulado em contrato (preço de exercício) durante um certo período de tempo (até o vencimento da opção) ou em uma data específica.
Os compradores dos contratos de opção são conhecidos como titulares da opção. Em uma opção de compra (call), ele adquire o direito de comprar e em uma opção de venda (put) ele tem o direito de vender, conforme as demais características do contrato e, para isso, pagam o prêmio. Por outro lado, os vendedores dos contratos recebem esse prêmio e assumem a obrigação de, caso o comprador exerça o seu direito, vender ou comprar o ativo nas condições previamente estipuladas.
Quando negociadas em bolsa as opções são padronizadas e têm data de vencimento estipuladas pela B3. Por exemplo, as opções sobre ações têm vencimento na terceira segunda-feira de cada mês, as opções mensais sobre o dólar vencem no primeiro dia útil do mês e as semanais nas sextas feiras. Há ainda contratos de opções não padronizadas, negociadas no mercado de balcão. Caso em que as partes definem livremente os termos do contrato e o registram na B3. Tais contratos podem ou não prever necessidade de depósito de margem de garantia e ajustes, caberá a B3 fazer cumprir o que as partes acordarem. Já os contratos padronizados, aqueles negociados na B3, demandarão garantias do lançador, conforme os padrões estabelecidos pela bolsa, que podem ser depositadas na forma de cobertura ou margem.
AULA 1.07 Como escolher a melhor Corretora?
Sumário
AULA 1.07 Como escolher a melhor Corretora?. 1
Um grande amigo uma vez me perguntou: você está investindo em bolsa ou em corretora?. 1
Qual a diferença entre DTVM/CTVM?. 2
Como escolher a sua corretora?. 3
1º - Tem cadastro na b3?. 3
2º - Tem qualidade no serviço?. 3
3º Verificar os preços. 5
Veja algumas análises sobre as corretoras:7
Um grande amigo uma vez me perguntou: você está investindo em bolsa ou em corretora?
Ele está certo, em parte! Bolsa e Corretora não são a mesma coisa.
Bolsa, como falamos na aula anterior, é o meio de negociação, um modo de compra e venda, de valores mobiliários de maneira transparente, rápida e que promova a formação de preço dos ativos sem intervenção e de modo mais isonômico e imparcial possível.
Esse modelo de negociação é administrado por uma entidade administradora que no caso brasileiro, é a B3. O principal objetivo da B3 é zelar pela boa formação de preços - e isso já envolve um infinidade de processos de conformidade.
Mas e a corretora? O que é uma corretora? A corretora é uma empresa que fornece um sistema para que você possa operar no modelo de negociação por bolsa, tendo em vista que a entidade administradora não presta esse tipo de serviços. Aliás, além das corretoras, as distribuidoras de títulos e valores mobiliários também prestam o serviço de intermediação na bolsa.
Na verdade, a B3, por ser a entidade administradora, é responsável diretamente por todas as negociações do mercado de bolsa e, por isso, deve autorizar individualmente todos que desejam operar na bolsa que ela administra: a BOVESPA. Isto é, uma corretora é criada por autorização da Comissão de Valores Mobiliários, mas só pode operar na BOVESPA se a B3 permitir.
Assim, nesse complexo sistema de negociação, para evitar fraudes e manipulações no processo de formação de preços (principal característica de negociação por bolsa), temos o mercado de bolsa, uma entidade administradora e as corretoras.
No Brasil, só temos uma bolsa e uma entidade administradora, mas temos 66 Corretoras e 92 Distribuidoras, dessas 88 autorizadas a funcionar na B3. Diante de tantas opções, como escolher a corretora mais adequada para você?
Antes da gente falar dos procedimentos para escolher a corretora mais adequada, é preciso falar que não é só as corretoras que fazem a intermediação entre o investidor e a B3.
Podem fazer essa intermediação as distribuidoras.
Tanto as Sociedades Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários (CTVM) quanto as Sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM) são supervisionadas pelo Banco Central do Brasil (Bacen), dependem da autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para operar com valores mobiliários e de cadastro na B3 para operar na BOVESPA, lembrando que para efetivar o cadastro é preciso atender alguns requisitos financeiros e operacionais que estão determinados no programa “participante de negociação pleno”.
As corretoras e distribuidoras, na atividade de intermediação, oferecem serviços como plataformas de investimento pela internet (home broker), consultoria financeira, clubes de investimentos, financiamento para compra de ações (conta margem) e administração e custódia de títulos e valores mobiliários dos clientes. Na remuneração pelos serviços, essas instituições podem cobrar comissões e taxas. As corretoras e distribuidoras normalmente oferecem aos seus clientes:
Suporte para entender o funcionamento da Bolsa e para definição do perfil do investidor;
Fornecimento de informativos sobre o mercado e relatórios de recomendação de ações, como forma de auxiliar na escolha de ações ou de tipos de investimentos;
Disponibilização de ferramentas e serviços facilitadores, como o home broker (investimento via Internet) e ferramentas de análise gráfica;
Assessoria de especialistas;
Aviso sobre novos produtos no mercado, possibilitando a diversificação de seus investimentos; . Informação sobre o recebimento de dividendos e outros valores que as empresas pagam aos acionistas.
Corretoras e Distribuidoras
As corretoras são instituições financeiras com múltiplas funções. Sua principal atividade é a execução de ordens de compra e de venda de ativos para seus clientes, mas podem também auxiliar o investidor por meio da disponibilização de informações de análise de investimentos, provenientes de seus departamentos técnicos ou de terceiros. Outra atividade que as Corretoras e Distribuidoras podem realizar é a administração de Fundos de Investimentos. Elas são remuneradas através da cobrança de taxas pelos serviços prestados.
Qual a diferença entre DTVM/CTVM?
Por meio de Decisão Conjunta BACEN/CVM 17 de 2009, que autorizou as distribuidoras a operar diretamente nos ambientes e sistemas de negociação dos mercados organizados de bolsa de valores, eliminou-se a principal diferença entre as corretoras e as distribuidoras de títulos e valores mobiliários, que hoje podem realizar praticamente as mesmas operações.
E então acabou a diferença entre elas? Sim. De modo prático, as distribuidoras são vinculadas a bancos comerciais e tem como ponto forte a distribuição de títulos de renda fixa ou fundos de investimento. Assim, sua principal fonte de renda vem da comissão na venda desses produtos.
Como escolher a sua corretora?
1º - Tem cadastro na b3?
O primeiro passo para escolher uma corretora é verificar quais corretoras estão inscritas na B3. Das 158 instituições intermediadoras, apenas 88 estão registrar na bolsa. Para facilitar, acesse ao link http://www.b3.com.br/pt_br/produtos-e-servicos/participantes/busca-de-participantes/busca-de-corretoras/
2º - Tem qualidade no serviço?
Como saber se aquela empresa tem um bom serviço? Listro duas formas de verificar: a primeira, através do selo PQO; a segunda, por meio do site reclameaqui.
O selo PQO ou certificação de qualidade decorrente do Programa de Qualificação Operacional da B3 funciona como selo de qualidade dos serviços prestados pelas corretoras que atuam nos mercados administrados pela B3.
Há quatro selos que atestam a qualidade dos serviços prestados pelas corretora ao investidores brasileiros (doméstico) no mercado da b3: o Execution Broker,o Retail Broker, o Agro Broker e o Carrying Broker.
Para fins de investimento de pessoa física, o selo mais importante é o Retail Broker. Esse selo identifica se o Participante de Negociação Pleno e o Participante de Negociação possuem estrutura organizacional e tecnológica especializada na prestação de serviços de atendimento consultivo e de assessoria financeira, prospecção de clientes e execução de ordens e distribuição de produtos da B3 para os investidores pessoas físicas e jurídicas não financeiras.
Esse selo mede a qualidade dos seguinte serviços:
Oferta de serviços de assessoria e plataforma eletrônica de negociação de produtos financeiros, especializados em investidores pessoas físicas.
Diversificação de produtos, conteúdo educacional e de alternativas de investimento.
Oferta de ferramentas de negociação de tecnologia móvel e plataformas eletrônicas voltadas a investidores.
As seguintes corretoras possuem o selo de qualidade RETAIL BROKER:
AGORA CTVM S.A.
ATIVA INVESTIMENTOS S.A. CTCV
BANRISUL S/A CVMC
BRADESCO S/A CTVM
BRASIL PLURAL CCTVM S/A
BTG PACTUAL CTVM S.A.
C6 CTVM LTDA
CITIGROUP GMB CCTVM S.A.
CLEAR CTVM LTDA
CREDIT SUISSE BRASIL S.A. CTVM
EASYNVEST - TITULO CV S.A.
ELITE CCVM LTDA. *
FATOR S.A. CV
GERAÇÃO FUTURO CV S.A.
GUIDE INVESTIMENTOS S.A. CV
H.COMMCOR DTVM LTDA
ICAP DO BRASIL CTVM LTDA
INTER DTVM LTDA
ITAÚ CV S/A
J.SAFRA CVC LTDA.
MERC. DO BRASIL COR. S.A. CTVM
MIRAE ASSET WEALTH MANAGEMENT (BRAZIL) CCTVM LTDA.
MODAL DTVM LTDA.
NECTON INVESTIMENTOS S.A. CVMC
NOVA FUTURA CTVM LTDA
PLANNER CV S.A
SANTANDER CCVM S/A
SOCOPA SC PAULISTA S.A.
TERRA INVESTIMENTOS CM S.A.
TULLETT PREBON BRASIL S.A. CVC
UBS BRASIL CCTVM S.A.
Votorantim Asset Management DTVM
XP INVESTIMENTOS CCTVM S.A.
Este selo garante qualidade dos serviços? Claro que não! A certificação de qualidade da B3 não é um determinante de qualidade dos serviços. Por exemplo, a Agora Investimentos tem selo de qualidade Retail, mas ao verificar a nota da corretora no site reclameAQUI, sua nota é de 6.6, já a corretora RICO Investimentos tem nota de 8.1. Ótimo.
Veja nossa lista de comparação com a nota do RECLAMEAQUI e selo PQO:
3º Verificar os preços
Após esses passos, sugere-se analisar: os preços (Taxa de corretagem, Taxa de Saque/TED, Taxa de custódia mensal e Taxa para Tesouro Direto). Depois avalie o atendimento da corretora, na hora do problema é que você vê de fato o nível de qualidade desse importante sistema, sugere-se ligar na corretora e deixar agendado as formas de resolução dos problemas (como liberar de ordem, cancelamento e etc).
Corretora/Distribuidora
Taxa de corretagem
(SWING/POSITION)
Taxa de corretagem
(DAYTRADE)
Taxa de corretagem
(FUTURO/OPÇÕES)
Taxa de custódia
Banco Inter
R$ 0
R$ 0
R$ 0
Não cobra
Clear
R$ 0
R$ 0
R$ 0
Não cobra
Modalmais
R$ 2
R$ 2
R$ 2
Não cobra
Órama
R$ 5
R$ 5
R$ 5
Não cobra
Rico
R$ 10
R$ 8
R$ 8
Não cobra
Caixa
0,1% a 0,25%
0,1% a 0,25%
0,1% a 0,25%
Não cobra
Easynvest
de R$ 2,49 e R$ 4,99
de R$ 2,49 e R$ 4,99
de R$ 2,49 e R$ 4,99
Não cobra
Toro Investimentos
R$ 15,90 ou 10% lucro
R$ 8,90 ou 10% lucro
R$ 8,90 ou 10% lucro
Não cobra
BTG Pactual
R$ 7,90 a R$ 0,50
R$ 7,90 a R$ 0,50
R$ 7,90 a R$ 0,50
Não cobra
Corretora/Distribuidora
Taxa de corretagem
(SWING/POSITION)
Taxa de corretagem
(DAYTRADE)
Taxa de corretagem
(FUTURO/OPÇÕES)
Taxa de custódia
Guide
R$ 14
R$ 14
R$ 14
R$ 17 por mês
Itaú Corretora
R$ 10 + 0,3%
R$ 8 + 0,2%
R$ 8 + 0,2%
R$ 15,80 a R$ 21,60
BB BI
R$ 20 a 0,02%
R$ 20 a 0,02%
R$ 20 a 0,02%
R$ 15 por mês
Bradesco Corretora
0,1% a 0,2%
0,1% a 0,2%
0,1% a 0,2%
R$ 14,99 por mês
Geração Futuro
R$ 17
R$ 17
R$ 17
R$ 11 fixo + taxa variável
Socopa
A partir de 2,1
A partir de 2,1
A partir de 2,1
R$ 10 por mês
Ativa
R$ 15
R$ 10
R$ 8
R$ 10 por mês
Santander Corretora
R$ 10 + 0,25%
R$ 10 + 0,25%
R$ 10 + 0,25%
A partir de R$ 8,88 por mês
Concórdia
R$ 2,49 + 0,5% a 2%
R$ 2,49 + 0,5% a 2%
R$ 2,49 + 0,5% a 2%
A partir de R$ 8,40
Nova Futura
R$ 7
R$ 3
R$ 3
A partir de R$ 10
XP Investimentos
R$ 19
R$ 8 a R$ 12
R$ 8 a R$ 12
3,9% sobre o valor da taxa de corretagem
Depois desses dois passos, verifique os benefícios oferecidos pela corretora como as ferramentas de home broker, simuladores e plataformas de negociação em desktop.
Além disso, é interesse conferir as carteiras recomendadas, os relatórios de investimentos, a sugestões de operações, informativos matutinos e etc.
Ao final de tudo, verifique a situação econômica da Corretora atráves do site Banco data (www.bancodata.com.br). O site oferece um grande serviço de utilidade pública ao listar, de forma organizada, muitas informações sobre bancos, financeiras, corretoras e cooperativas de crédito. São todas informações públicas que aparecem nos balanços que os bancos são obrigados a divulgar regularmente.
Observe que existe um botão chamado “Menu” no topo do site Banco Data. Clique nele e depois selecione “Relatórios e Balanços”. Você vai encontrar as categorias: Bancos Comerciais, Financeiras, Mercado de Capitais, Cooperativas de Crédito, Bancos de Investimento e Bancos de Desenvolvimento.
Para acessar a situação das corretoras basta clicar no menu -> relatórios e balanços -> mercado de capitais. O link direto é este aqui. É importante lembrar que corretoras não emitem títulos próprios de CDB, LCI ou LCA. Elas apenas vendem o título dos outros como uma intermediadora entre o investidor e o emissor do título. Também não fazem empréstimos. Quando você investe através de uma corretora, você não está emprestando dinheiro para a corretora.
Mesmo assim é importante acompanhar a situação financeira da corretora que você pretende utilizar para investir. Nada mais desagradável do que acordar e ler nos jornais que a corretora por onde você investia seu dinheiro fechou as portas. Você terá que mudar de corretora para continuar acessando seus investimentos. Se estiver com dinheiro parado na conta da corretora terá que verificar como eles vão devolver esse dinheiro.
Veja algumas análises sobre as corretoras:
XP Investimentos
A XP Investimento foi uma das corretoras mais comentadas entre os leitores, que destacaram muitos pontos positivos da instituição, incluindo qualidade de atendimento, assessoria especializada, produtos e conteúdos que ajudam os investidores a tomar suas decisões.
Contudo, a maior parte dos clientes da XP acredita que os preços são um pouco elevados, e que podem melhorar.
Pontos fortes:
Excelentes opções de produtos financeiros
Ótimo atendimento
Assessoria especializada
Interfaces do site e da plataforma simples e intuitivas
Pontos que podem ser melhorados:
Pontos fracos
Taxas altas para compra de ações
“Uso a XP Investimentos e tive uma excelente experiência com a corretora, mas as taxas são muito altas, não compensa para investidores pequenos”
“XP Investimentos tem um site simples e é bem fácil acessar os FIIs, que ficam divididos em categoria. Porém cobra corretagem muito alta no Home Broker”
“Assessor de investimentos sempre disponível e atento ao mercado com boas recomendações de investimentos, dentro do meu perfil e objetivos. A XP é uma plataforma simples e prática de usar, além de ter opções diversificadas de investimentos para todos os perfis de investidores.”
Clear
A clear se destacou entre os usuários, sobretudo pela taxa zero de corretagem. Alguns usuários, no entanto, acreditam que ainda há muito o que melhorar nas plataformas da corretora.
Pontos fortes:
Zero taxa de corretagem
Aplicativo simples e fácil, principalmente para iniciantes.
Pontos que podem ser melhorados:
Plataforma que fica lenta ou trava
Aplicativo ultrapassado
“Corretagem barata, mas a plataforma é bem lenta”
“Uso a Clear que é uma ótima corretora e tem taxa zero, porém, o sistema é instável”
Pontos Fracos:
Rico
Os clientes da Rico destacaram que a corretora possui uma gama bastante variada de produtos, o que é uma ótima vantagem da instituição. Além disso, a corretora também foi escolhida como uma das melhores opções para investimentos em renda fixa para pequenos valores.
Do lado negativo, os investidores destacaram que falta uma relação mais próxima da corretora com os clientes, além de uma acompanhamento mais efetivo das carteiras.
Pontos fortes:
Portfólio variado de produtos financeiros
Plataforma simples e fácil entender
Bom atendimento
Pontos Fracos:
Falta de acompanhamento da carteira por profissionais especializados
Preços da corretagem
“Invisto com a Risco em FII, já que a corretora possui zero corretagem para esse tipo de investimento, mas o aplicativo é bem limitado”
Easynvest
A easynvest se destacou entre os investidores, sobretudo pelos preços e qualidade de seus serviços relacionados a renda fixa, FIIs e ETFs.
Por outro lado, os investidores destacaram que os preços de corretagem para outros investimentos pode melhorar.
Pontos fortes:
Interface simples
Bons produtos de renda fixa
Pontos que podem ser melhorados:
Preço da corretagem
“Uso a Easynvest, e os prós da corretora, ao meu ver, são a plataforma fácil de usar e qualidade dos produtos. Do lado dos contras temos as taxas de corretagem que são bem carinhas”
Banco Inter
O Banco Inter entrou na seleção, sendo uma das instituições mais comentadas pelos usuários, que destacaram que o principal pró do banco é a taxa de corretagem zero.
Por outro lado, muitos investidores pensam que o atendimento e as plataformas do banco precisam melhorar.
Pontos fortes:
Taxa zero de corretagem
Pontos que podem ser melhorados:
Pontos Fracos:
Home Broker ultrapassado
Falta de suporte
Dificuldade de atendimento
“O Banco Inter é ótima opção, pois tem taxa zero para investimentos, porém o home broker é ultrapassado e resumido, com pouquíssimas opções”
“Corretagem zero do Banco Inter é a melhor coisa, porém se tiver algum problema, vai ter que resolver sozinho, pois o suporte é ruim e lento”
Modal
A Modal, destacou entre os usuários por seus baixos preços de corretagem para ações e pelo atendimento de qualidade.
No entanto, segundo os usuários ainda há muito o que ser melhorado.
Pontos fortes:
Corretagem baixa para ações
Atendimento bom
Pontos que podem ser melhorados:
Aplicativo ultrapassado
Plataforma mediana
O Mercado de Títulos de Crédito (ou de dívida) se resumem em três categorias de produtos: títulos emitido por empresas (títulos corporativos), títulos emitido pelos banco (títulos bancários) e os títulos emitidos pelo governo (títulos públicos).
Um título de crédito é um empréstimo invertido, isto é, se quando alguém pega um empréstimo no banco deve devolver os valores pagos mais um juros, em um título de crédito, você empresta o dinheiro para três tipos de pessoas: bancos, governos e empresas.
Essa relação negocial tem como característica o processo de remuneração fixada. Afinal, ninguém quer tomar um empréstimo sem saber seu fluxo de caixa futuro - ou por acaso, você gostaria de ir no banco e não saber o quanto vai pagar? A lógica é a mesma.
Os investimento de renda fixa envolvem uma programação determinada de pagamentos. Por isso, nesses investimentos os investidores conhecem antecipadamente os fluxos monetários que vão obter.
Em sua maioria, esses títulos representam obrigações de pagamentos futuros de valores específicos em datas estipuladas. Existem duas formas de pagamento dos juros: com cupom ou cupom zero. Os títulos com cupom pagam os juros de forma parcelada, geralmente, a cada semestre - este tipo de investimento é interessante para quem quer proteger o capital e, ao mesmo tempo, receber valores semestrais para complementar a renda.
Eu tenho um caso legal para contar: uma família recebeu uma herança de 5 milhões. Eles não queriam gastar o dinheiro, nem investir em itens de risco, porém, gostariam que o dinheiro ficasse protegido e, se possível, receber algum juros periodicamente - isto é, complementar o orçamento familiar.
A solução foi investir em um tesouro direto do tipo inflação de IPCA + 5% a.a pagando cupons. A família recebia sempre R$ 125.000 (2,5% x 5.000.000) corrigido pela inflação no semestre. Maravilha.
Por outro lado, no título com cupom zero, você recebe os juros somente no final do período. Essa não era a opção da família, pois os investimento atrelado à inflação, geralmente, tem prazo superior a 5 anos - ninguém queria ficar sem o dinheiro.
E os principais riscos apresentados por esses títulos são:
•risco de crédito;
•risco de liquidez;
•risco da taxa de juros;
•risco de inflação; e
•risco de planos econômicos.
Em resumo, ao fazer um investimento em renda fixa – que no Brasil tem como ponto de referência o CDI ou a SELIC –, você está comprando um título de dívida. Trata-se de um contrato por meio do qual você empresta dinheiro ao emissor do papel, que, em troca, lhe paga quantias fixas a intervalos regulares, que são o pagamento de juros, até uma data específica, a data do vencimento do papel, quando então é feito um pagamento final, o resgate do título.
Lembrando que das três categorias de renda fixa (corporativo, público e bancário), o mais arriscado é o do tipo título corporativo. Porquê? Os títulos públicos tem como emissor o Estado, portanto sempre que faltar dinheiro, o governo pode imprimir mais dinheiro e pagar seus credores. Já os títulos bancários contam com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito - FGC.
Esse fundo é uma associação civil sem fins lucrativos (portanto, não é do governo) que tem por objetivo dar garantia de crédito em nome de instituições financeiras e associações de poupança e empréstimo. A garantia é dada por investidor, até o valor de R$ 2500.000,00, controlado pelo número do CPF ou CNPJ, e os títulos garantidos são: depósitos a vista, em poupança e a prazo e letras de câmbio, imobiliárias e hipotecárias.
E os títulos corporativos? Tem proteção?
Não! Os títulos corporativos não tem proteção, portanto, é preciso muito cuidado na hora de investir nestes títulos (e, sim, eles pagam juros mais altos do que os outros dois).
Nesta aula, falamos sobre a rentabilidade dos títulos de crédito (ou de renda fixa). A rentabilidade dos investimentos de renda fixa pode ser prefixada, pós-fixada ou mista (parte da rentabilidade pós-fixada parte prefixada).
A taxa pós-fixada, geralmente, é atrelada ou a algum índice de preços da economia (inflação IPCA ou IGP-DI) ou em alguma taxa média de circulação de títulos (SELIC ou CDI).
Em certo livros, como o do Assaf Neto (2018), diz que o mercado de títulos de renda fixa no Brasil remunera os títulos de três formas:
Prefixada
Pós-fixada
Indexada à inflação
Porém, do meu ponto de vista, um indexador atrelado à inflação é um tipo de taxa pós-fixada, portanto, criar uma classificação adicional só gera confusão.
De toda forma, as remunerações prefixadas definem a taxa de juro prometida pelo título no momento da aplicação, revelando ao investidor exatamente qual será o seu retorno. É a mais simples de todas: demonstra o valor nominal do título, desconta a taxa oferecida. A taxa de juros de um título prefixado mantém-se inalterada mesmo diante de variações que venham a ocorrer nos juros de mercado, revelando-se mais atraente em momentos de tendência de redução das taxas de juros de mercado.
De maneira inversa, fique longe deste tipo de título quando houver pressão inflacionária ou pressão nos juros. Adquirir títulos prefixados no final de ciclos de baixa do juros pode ser uma tamanha enrascada.
A taxa pós-fixada expressa geralmente a remuneração do título como um percentual da Selic ou do CDI (Certificado de Depósito Interfinanceiro). Esta taxa acompanha o comportamento do mercado, sendo maior em cenários de alta dos juros e menor em períodos de redução das taxas de mercado. Lembre-se que podem existir a combinação de indexadores de movimentação com taxas pré-fixada.
A remuneração indexada à inflação, muitas vezes denominada taxa pré e pós-fixada, é formada por uma taxa de juro real (líquida da inflação) previamente definida e acrescida da variação da inflação verificada no período da aplicação. Essa correção da taxa de juro real é calculada geralmente pelo IPCA, IGPM ou INPC.
Essa remuneração é uma mistura de taxa pré e pós-fixada, atrelada a um índice de inflação. Uma vantagem desses títulos é que garantem ao investidor um ganho real prefixado, líquido da inflação, atuando como uma proteção contra a perda de poder de compra da moeda.
Importante falar dos indexadores CDI & SELIC.
Por definição, a taxa Selic representa a média ponderada das taxas de juros das operações compromissadas de compra e venda de títulos públicos com prazo de um dia. Operações compromissadas envolvem o compromisso de recompra (em caso de venda) ou de revenda (em caso de compra) de títulos no mercado financeiro. Essas operações podem ser entendidas como operações de crédito com garantia no lastro de títulos públicos oferecidos. A taxa Selic é divulgada pelo Banco Central diariamente.
A taxa DI (ou Depósito Interfinanceiro) é determinada pelas operações com títulos de crédito, emitidos por instituições financeiras e denominados de CDI (Certificados de Depósitos Interfinanceiros). Essa taxa é também expressa com base em um ano e prazo de um dia. Sua divulgação é feita todos os dias pela Cetip/B3.
Tanto a taxa Selic como a taxa DI são admitidas como livres de risco. Uma taxa livre de risco é considerada em aplicações com mínima (ou nenhuma) probabilidade de inadimplência (calote da dívida). A taxa Selic, por ser lastreada em operações com títulos públicos, deve apresentar menor risco de crédito que a taxa DI, que remunera títulos de créditos privados sem garantias.
No entanto, essa relação risco-retorno das taxas não se verifica geralmente no mercado financeiro, permanecendo a taxa DI muitas vezes menor que a taxa Selic. As instituições financeiras costumam usar a taxa Dl com prazo de um dia, como taxa livre de risco (ou taxa de risco mínimo). Algumas razões podem explicar esse comportamento, como o excesso de liquidez do mercado Dl em relação ao mercado Selic, o mercado da taxa Selic é controlado pelo governo por meio do Bacen etc.
esta aula falamos sobre ágios e deságios em renda fixa.
Quando falamos de investimentos, muitas vezes esbarramos com diversos termos que acabam dificultando a clareza das ideias na hora de investir. Vamos tentar explicar um assunto muito complexo na renda fixa: o funcionamento do ágio e deságio.
Estamos falando seriamente do comportamento dinâmico dos preços dos títulos de crédito. Esse comportamento sobre o valor investido ocorre no títulos de dívida pré-fixados ou que possuem componentes pré-fixados
Um título de dívida pré-fixado e sem pagamento seriados/cupons são sempre negociados com um desconto. Isto é, você sabe quanto vai receber no futuro e o quanto deve desembolsar agora.
Por exemplo, o Tesouro Prefixado sempre paga, no final do período, um valor final de R$ 1.000,00. No caso do tesouro prefixado, as pessoas que quiserem comprar este título deverão desembolsar R$ 913,08 hoje e no dia 01/01/2022 irão receber R$ 1.000,00.
Se você dividir 913 por 1.000 você terá a rentabilidade acumulada de 9,76%. Como o período é de 2020 a 2022 (dois anos), dividimos 9,76% por 2: taxa aproximada de 4,9%.
O calculo não é tão simples, mas simplifiquei.
Em razão dessa fixação dos preços, estes títulos (prefixados) podem ser negociados a um deságio (valor do resgate maior do que o valor unitário), a um ágio (valor do resgate maior do que o valor unitário) ou ao par (valor de resgate igual ao valor unitário).
Ágio = Valor de Resgate MAIOR do que Valor do Preço Unitário
Deságio = Valor de Resgate MENOR do que o valor do preço unitário
Ao par = Valor de Resgate = Valor do Preço Unitário
Assim, se um título de dívida é negociado com um deságio, o investidor que está com o título tende a obter um retorno menor do que o valor projetado, perdendo dinheiro. Agora, se a situação é a inversa, o investidor receberá um retorno maior do que o projetado, recebendo uma remuneração acima da pactuada.
Negociação visando ágios e deságios em renda fixa é longe de ser uma aplicação conservadora, sendo considerada um investimento para quem tem um perfil um pouco mais apimentado.
Uma forma de se evitar isso é comprar os títulos que ofereçam pagamentos semestrais. Os pagamentos semestrais amenizam a incerta que afeta o preço de resgate, fazendo com que os títulos sejam negociados ao par em grande parte das vezes.
As principais causas de variação do preço do mercado são: as expectativas de mudança da taxa de juros, os resultados inflacionários e as oscilações abruptas e fortes no mercado de ações.
Dos três tipos de títulos disponíveis no mercado de títulos de crédito, sem dúvida, o mais seguro é o título público. Os títulos públicos são uma ferramenta utilizada pelos governos para captar recursos no Mercado Financeiro visando suprir suas necessidades de recursos de custeio e investimento.
Esses títulos constituem-se em alternativa de investimento para o mercado e são registrados como dívida mobiliária. Os títulos estaduais e municipais apresentam baixa liquidez no mercado, tendo uma circulação mais restrita. Por outro lado, os títulos públicos federais, ao contrário, têm maior aceitação e liquidez.
Esses títulos são muito interessantes, pois possibilitam uma remuneração interessante em relação ao seus pares no mercado de títulos.
Todas as pessoas residentes no Brasil que possuam Cadastro de Pessoa Física (CPF) podem investir diretamente em títulos públicos, através do programa conhecido por Tesouro Direto. Estão disponíveis para compra diversos títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, como: LTN (Letra do Tesouro Nacional), LFT (Letra Financeira do Tesouro), NTN (Notas do Tesouro Nacional), entre outros.
O Tesouro Direto é o investimento com menor risco de crédito do mercado e que, ao mesmo tempo, fornece opções que possibilitam uma rentabilidade muito maior que outras aplicações mais tradicionais, como a poupança. Apesar de ser considerado um títulos de renda fixa, os títulos públicos remuneram o investidor de duas maneiras: juros e ganhos/perdas de capital.
JUROS DOS TÍTULOS PÚBLICOS
Os juros dos títulos públicos são remunerados pelo modelo de Renda Fixa, isto é, a sua regra de rendimento já é predeterminada e conhecida de antemão. Quando você investe em um ativo de Renda Fixa, a sua rentabilidade pode ser definida como uma taxa de juros flutuante do mercado, uma correção monetária pela inflação (esses dois últimos são os juros pós fixados) ou até mesmo uma taxa de juros fixa (pré-fixado).
RENDIMENTOS
Os títulos da dívida pública podem oferecer rendimentos prefixados, ou pós-fixados, atrelados a algum indexador, como inflação, taxa Selic ou variação cambial.
O título prefixado tem a rentabilidade definida no momento da compra, sendo garantida ao investidor desde que permaneça com o papel até o seu vencimento (não realiza venda antecipada).
O título pós-fixado tem a rentabilidade atrelada à variação de algum índice de preços previamente selecionado ou taxa de juros.
Tesouro Prefixado (LTN): possuem valor nominal múltiplo de R$ 1.000,00 e são negociados com deságio sobre o valor nominal no mercado (desconto), pagando o investidor uma quantia inferior a seu valor de face. A diferença entre o valor recebido e o valor pago representa a remuneração do título. O resgate se dá pelo valor nominal do título independentemente de seu prazo de emissão. As formas de emissão e colocação das LTNs se dão por: (a) oferta pública, com a realização de leilões, podendo ser ao par, com ágio ou deságio; (b) forma direta, mediante expressa autorização do Ministério da Fazenda, não podendo nesse caso ser colocadas por valor inferior ao par. O prazo das LTNs é definido no momento de sua emissão.
Tesouro flutuante a taxa Selic (LFT): são títulos pós-fixados com rendimentos definidos pela média da taxa Selic, garantindo uma rentabilidade de mercado ao investidor. O resgate se dá pelo valor nominal acrescido do respectivo rendimento (taxa Selic) acumulado desde a data-base do título. São papéis atraentes, e seus prazos de resgate são definidos por ocasião de sua emissão. As formas de emissão e colocação desses papéis são semelhantes às descritas para as LTNs: oferta pública e direta. São emitidas diversas séries de Letras Financeiras do Tesouro, alterando-se basicamente a forma de remuneração.
Notas do Tesouro Nacional (NTN) vinculado a inflação: oferecem rendimentos pós-fixados e atrelados a um indexador de preços da economia. Os juros são definidos na emissão e pagos periodicamente. São lançadas também diversas séries de NTN, pagando rendimentos diferenciados. Estes títulos apresentam opções de rendimentos e prazos diferentes de acordo com seu tipo de emissão. Esses títulos receberam novas denominações definidas pelo seu indexador.
GANHOS/PERDAS DE CAPITAL
O investidor não é obrigado a manter o título até o seu vencimento. Isso porque a negociação dos títulos públicos ocorre diariamente no mercado aberto sempre transacionado à taxa do dia, podendo ser diferente da taxa contratada na aquisição.
Assim, só há garantia de rentabilidade quando o investidor manter o título até o seu vencimento.
Embora a modalidade de investimentos do Tesouro Direto seja de renda fixa, os preços dos títulos variam no tempo de acordo com as taxas de juros praticadas no mercado. No entanto, ao se aproximar dos vencimentos dos títulos, a rentabilidade converge para a rentabilidade contratada.
Devido a essas características dos ativos de renda fixa, este tipo de investimento é considerado mais conservador, ou seja, de menor risco, quando comparados aos ativos de renda variável.
Títulos Corporativos
Título corporativos são títulos emitidos por empresas privadas visando a captação de recursos com prazo e um rendimento pré-determinado. Segundo a Anbima, em 2020, os títulos corporativos mais negociados no mercado e mais importantes são os seguintes: debêntures, notas promissórias (commercial papers), certificado de recebíveis imobiliários, certificado de recebíveis do agronegócio e letras financeiras.
Considerando todo o mercado financeiro (renda fixa e variável), veja o volume financeiro das emissões/captações.:
Observe que o vencedor de captações foram as debêntures com 184 bilhões em dinheiro captado, em seguida as ações em ofertas subsequentes com 79 bilhões, depois os FII com 41 bilhões, 36 bilhões em notas promissórias, 31 bilhões de Fundos de Investimento em direito creditório e, por fim, 28,7 bilhões em CRA's e CRI's.
Em termos de quantidade de negócios, isto é, quantas operações foram feitas? Veja o comportamento do mercado:
Observe que a quantidade de CRI fica bastante relevante e as de notas promissórias caem bastante. A explicação dessa distorção entre volume financeiro/quantidade de operações se dá em razão do tratamento legal entre as notas promissórias e os certificados de recebíveis.
Debêntures
A debênture é um título de dívida que gera um direito de crédito ao investidor. Ou seja, o mesmo terá direito a receber uma remuneração do emissor (geralmente juros) e periodicamente ou quando do vencimento do título receberá de volta o valor investido (principal). No Brasil, as debêntures constituem uma das formas mais antigas de captação de recursos por meio de títulos.
Certificados de Recebíveis Imobiliários
O Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) é um título que gera um direito de crédito ao investidor. Ou seja, o mesmo terá direito a receber uma remuneração (geralmente juros) do emissor e, periodicamente, ou quando do vencimento do título, receberá de volta o valor investido (principal).
Não há investimento mínimo, porém a maior parte dos CRIs possui valor unitário de R$300.000,00.
Do ponto de vista do emissor, o CRI é um instrumento de captação de recursos destinados a financiar transações do mercado imobiliário e é lastreado em créditos imobiliários, tais como: financiamentos residenciais, comerciais ou para construções, contratos de aluguéis de longo prazo etc.
Somente instituições específicas, denominadas securitizadoras, podem emitir o CRI. As companhias securitizadoras de créditos imobiliários são instituições não financeiras constituídas sob a forma de sociedade por ações, que têm por finalidade a aquisição e securitização desses créditos e a emissão e colocação, no mercado financeiro, de CRIs, podendo emitir outros títulos de crédito, realizar negócios e prestar serviços compatíveis com as suas atividades.
Os CRIs podem ter por remuneração:
taxa de juro prefixada; ou
uma das seguintes remunerações, ajustada para mais ou para menos, por taxa fixa:
Taxa Referencial (TR) ou Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP), observado o prazo mínimo de um mês para vencimento ou repactuação; ou
Taxas flutuantes que sejam regularmente calculadas e de conhecimento público e que sejam baseadas em operações contratadas a taxas de mercado prefixadas, com prazo não inferior ao período de reajuste estipulado contratualmente.
alternativamente, é permitida a emissão de CRIs com cláusula de correção monetária com base nos coeficientes fixados para correção de títulos públicos federais ou índice de preços, ajustada para mais ou para menos por taxa fixa.
É admitida a estipulação de cláusula de reajuste, com periodicidade mensal, por índices de preços setoriais ou gerais ou pelo índice de remuneração básica dos depósitos de poupança, se emitidos com prazo de vencimento mínimo de 36 meses.
O processo pelo qual os recebíveis imobiliários são vinculados ao CRI é conhecido como securitização e, para a sua realização, é necessário seguir uma série de procedimentos formais, incluindo a constituição do denominado Termo de Securitização, com os seguintes elementos:
identificação do devedor;
valor nominal de cada crédito que lastreie a emissão;
identificação dos títulos emitidos; e
indicação de outras garantias dos títulos, quando houver.
É comum que seja instituído o regime fiduciário, ou seja, os recebíveis: (i) são separados do patrimônio da securitizadora e destinados exclusivamente à liquidação dos CRIs, bem como ao pagamento dos respectivos custos de administração e de obrigações fiscais; (ii) estão isentos de qualquer ação ou execução pelos credores da securitizadora; e (iii) só responderão pelas obrigações inerentes aos CRIs. Desta forma, a securitizadora não pode utilizar tais recebíveis para outras finalidades que não as acima destacadas.
Vantagens do produto
Por tratar-se de um investimento em renda fixa, o investidor tem a previsão do fluxo de caixa das remunerações e amortizações do título.
Regime fiduciário garante segregação do risco do emissor, ou seja, caso a securitizadora tenha dificuldades financeiras, o fluxo de pagamento para os investidores não será afetado, uma vez que os recebíveis estão segregados do patrimônio da emissora.
Os rendimentos do CRI são isentos de Imposto de Renda para pessoa física.
Certificado de Recebíveis do Agronegócio
O produto
Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) são títulos de renda fixa lastreados em recebíveis originados de negócios entre produtores rurais, ou suas cooperativas, e terceiros, abrangendo financiamentos ou empréstimos relacionados à produção, à comercialização, ao beneficiamento ou à industrialização de produtos, insumos agropecuários ou máquinas e implementos utilizados na produção agropecuária.
Nessas operações, as empresas cedem seus recebíveis para uma securitizadora, que emitirá os CRAs e os disponibilizará para negociação no mercado de capitais, geralmente com o auxílio de uma instituição financeira. Por fim, essa securitizadora irá pagar a empresa pelos recebíveis cedidos. Desse modo, a empresa conseguirá antecipar o recebimento de seus recebíveis
Vantagens do produto
Por se tratar de um investimento em renda fixa, o investidor tem a previsão do fluxo de caixa das remunerações e amortizações do título.
O regime fiduciário garante a segregação do risco da emissora, ou seja, caso a securitizadora tenha dificuldades financeiras, o fluxo de pagamento para os investidores não será afetado, uma vez que os recebíveis estão segregados do patrimônio da emissora.
Os rendimentos do CRA são isentos de Imposto de Renda para pessoa física.
Existem três grandes produtos de renda fixa oferecidos por bancos e financeiras: o Certificado de Depósito Bancário, a Letra do Crédito do setor imobiliário ou agronegócio e as letras de câmbio.
Certificados/Recibos de Depósitos Bancários (CDB)
O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é uma obrigação de pagamento futura de um capital aplicado em depósito a prazo fixo em instituições financeiras (bancos comerciais ou múltiplos e bancos de investimento e desenvolvimento). Esses recursos destinam-se, basicamente, ao financiamento de capital de giro das empresas. As emissões desses títulos são feitas em função do volume de crédito demandado pelas empresas.
O CDB pode ser emitido com remuneração prefixada ou pós fixada. O título prefixado informa ao investidor, no momento da aplicação, quanto irá pagar em seu vencimento. A taxa de remuneração do título é estabelecida no ato da compra. Um CDB pós-fixado, ao contrário, tem seus rendimentos formados por um índice de preços de mercado (IGP-M, CDI etc.) mais uma taxa real de juro pactuada no momento da aplicação. Sobre os rendimentos produzidos pelo CDB incide Imposto de Renda na Fonte (IRRF), sendo atualmente calculado segundo uma tabela regressiva, devendo ser pago pelo investidor no resgate.
Esse título pode ser negociado antes de seu vencimento mediante uma consulta ao banco emissor. O preço de recompra negociado entre as partes é geralmente referenciado nas livres cotações de mercado no momento da transação.
O principal risco desses títulos é a insolvência da instituição financeira emitente. Nesse caso extremo, o investidor tem sua aplicação garantida até determinado valor, conforme previsto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Letra de Crédito do Agronegócio (LCA)
A LCA é um título emitido por uma instituição financeira. É utilizado para captar recursos para participantes da cadeia do agronegócio. Criados pela Lei nº 11.076, esses papéis têm como um de seus atrativos o fato de que os investidores pessoas físicas têm seus rendimentos isentos de Imposto de Renda. Outro diferencial é o fato de as LCAs emitidas a partir de 23 de maio de 2013 terem cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até o limite estabelecido pelo Fundo para recursos numa mesma instituição. O prazo mínimo varia de acordo com o indexador que possui. Para a Taxa DI é de 90 dias.
O risco primário da LCA é da instituição financeira. Na inadimplência do banco, o lastro está penhorado por lei ao investidor final que pode requisitar sua propriedade ao juiz quando o banco não pagar o ativo.
Letra de Crédito Imobiliário (LCA)
A LCI é um produto financeiro de renda Fixa bastante procurado pelo investidor pessoa física e um dos que mais cresceram nos últimos anos em razão do seu beneficio de isentar os rendimentos de Imposto de Renda. O dinheiro captado por este instrumento representa uma fonte de recursos para o setor imobiliário, pois possui como lastro créditos imobiliários.
Emitida por instituições financeiras – bancos comerciais, múltiplos e de investimento, além de sociedades de crédito imobiliário, associações de poupança e empréstimo e companhias hipotecárias – e regulamentada pela a Lei no 10.931/2004 e a Circular do Banco Central no. 3.614/12, pode ser remunerada por:
taxa pré fixada
taxa pós-fixada.
Ao optar pela LCI, o investidor assume o risco primário do emissor, porém conta com duas proteções: recursos ficam lastreados pela carteira de crédito imobiliário da instituição financeira & está cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
A LCI não pode ser resgatada a qualquer momento, mas é possível negociá-la no mercado secundário. O prazo mínimo de vencimento desse ativo varia de acordo com o indexador que possui. Se for lci vinculada a inflação serão 36 meses. Porém, se não utilizar índice de preços, 90 dias.
Apesar dos aplicativos facilitarem a vida do investidor não profissional é necessário entender como ocorre tributação dos investimentos de renda fixa. É importante ressaltar que a regra é trazer a taxa bruta de rendimento do investimento, isto é, a taxa sem os descontos do governo.
Mas... quais são os impostos cobrados pelo Governo sobre os rendimentos obtidos na renda fixa? Dois tributos são cobrados do investidor de renda fixa Imposto sobre Operações Financeiras (para operações de curto prazo) e o Imposto de Renda. Após os descontos desses impostos sobre a taxa bruta, o investidor consegue ver a taxa líquida do investimento.
Como disse no início, a bem verdade é que vários aplicativos já facilitam a vida do investidor e trazem o indicativo "renda líquida ou rendimentos líquidos" e etc.
O legal desses aplicativos é que eles convertem a aliquota para fins de comparação com investimentos livres de impostos como as LCI/LCAs. Veja o caso acima, os dois CDB's pré fixados pagam juros brutos de 10,20% ao ano, mas qual seria o juros líquidos, isto é, livre de impostos?
Simples! Só ver logo abaixo: 8,67%! Que é justamente a taxa que deve ser utilizada para comparar com os investimentos livres de tributos como são as LCI/LCA's.
Assim, o ideal é fazer uma projeção dos ganhos, subtraindo os tributos para conhecer a rentabilidade final da aplicação. Só assim será possível ter uma noção mais próxima de quanto renderá o seu investimento.
Para isso, o primeiro passo é conhecer os impostos que incidem sobre cada aplicação. Os principais são o Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), como veremos a seguir:
IMPOSTO DE RENDA
O Imposto de Renda (IR) é cobrado em alíquotas, isto é, um percentual que incide sobre os rendimentos obtidos com uma aplicação e que variam conforme o seu prazo. Em outras palavras, isso significa que o investidor não paga o IR sobre o valor total que foi aplicado, mas sim sobre os lucros que obteve a partir de seu investimento.
Imposto sobre Operações Financeiras (IOF)
O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) é cobrado em saques com menos de 30 dias de aplicação. Há casos em que o valor é fixo e outros em que o desconto ocorre sobre a rentabilidade, podendo variar proporcionalmente de acordo com o tempo da aplicação (veja a tabela a seguir).
Um dos instrumentos mais interessantes dos investidores de renda fixa é o FGC. O FGC é mecanismo de proteção do investidor, garantindo até 250 mil reais em caso de quebra insolvência da instituição financeira correspondente.
Veja algumas perguntas típicas sobre esse instrumento.
https://www.youtube.com/watch?v=DcetUfBalJo
O que é o FGC?
É uma entidade privada, sem fins lucrativos, que administra o mecanismo de proteção aos depositantes e investidores no âmbito do Sistema Financeiro Nacional, até os limites estabelecidos pela regulamentação, contra instituições financeiras a ele associadas, em caso de intervenção e liquidação extrajudicial e reconhecimento, pelo Banco Central do Brasil, do estado de insolvência de instituição associada. Integra também o objeto do FGC, consideradas a missão institucional de contribuir para a manutenção da estabilidade do Sistema Financeiro Nacional e para a prevenção de crise bancária sistêmica, a contratação de operações de assistência ou de suporte financeiro, incluindo operações de liquidez com as instituições associadas, diretamente ou por intermédio de empresas por estas indicadas, inclusive com seus acionistas controladores.
Quais instituições financeiras são associadas ao Fundo Garantidor de Créditos - FGC?
São instituições associadas ao FGC a Caixa Econômica Federal, os bancos múltiplos, os bancos comerciais, os bancos de investimento, os bancos de desenvolvimento, as sociedades de crédito, financiamento e investimento, as sociedades de crédito imobiliário, as companhias hipotecárias e as associações de poupança e empréstimo, em funcionamento no Brasil, que:
recebam depósitos à vista, em contas de poupança, ou depósitos prazo;
realizem aceite em letras de câmbio;
captem recursos mediante a emissão e a colocação de letras imobiliárias, letras hipotecárias, letras de crédito imobiliário e letras de crédito do agronegócio;
captem recursos por meio de operações compromissadas tendo como objeto títulos de emissão de empresa ligada.
A associação ao FGC é obrigatória conforme determina o Banco Central do Brasil.
Quais dos meus créditos são garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos - FGC?
São objeto de garantia ordinária os seguintes créditos
depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio;
depósitos de poupança;
depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado; (CDB, RDB)
depósitos mantidos em contas não movimentáveis por cheques destinadas ao registro e controle do fluxo de recursos referentes a prestação de serviços de pagamento de salários, vencimentos, aposentadorias, pensões e similares;
letras de câmbio; LC
letras hipotecárias; LH
letras de crédito imobiliário; LCI
letras de crédito do agronegócio; LCA
operações compromissadas que têm como objeto títulos emitidos, após 8 de março de 2012, por empresa ligada.
Não são cobertos pela garantia:
os depósitos, empréstimos ou quaisquer outros recursos captados ou levantados no exterior;
as operações relacionadas a programas de interesse governamental instituídos por lei;
os depósitos judiciais;
qualquer instrumento financeiro que contenha cláusula de subordinação, autorizado ou não pelo Banco Central do Brasil a integrar o patrimônio de referência das instituições financeiras e das demais instituições autorizadas a funcionar pela referida Autarquia.
Os créditos:
De titularidade de instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, de entidades de previdência complementar e de regimes próprios de previdência social instituídos pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, de sociedades seguradoras, de sociedades de capitalização, clubes de investimento e de fundos de investimento; e
Representados por cotas de fundos de investimento ou que representem quaisquer participações nas entidades referidas na alínea “a” ou nos instrumentos financeiros de sua titularidade.
Qual o valor máximo garantido pelo FGC?
O valor máximo de cada pessoa, física (CPF) ou jurídica (CNPJ), contra a mesma instituição associada, ou contra todas as instituições associadas do mesmo conglomerado financeiro será garantido até o valor de R$ 250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais).
Eu adoro investir em fundos de investimentos. Eles são essenciais para quem não tem tempo de acompanhar o mercado financeiro e quer se arriscar indo muito além da tradicional zona da renda fixa.
Os fundos de investimento são parte essencial do ecossistema financeiro do mundo. Eles são os famosos tubarões do mercado. No Brasil, o patrimônio líquido dos fundos de investimento é de impressionantes 5,5 Trilhões de reais.
Neste vídeo, eu vou te ensinar o básico sobre o mercado de fundos. As coisas essenciais:
[vinheta]
Os fundos de investimentos são regidos pela instrução CVM 555 - que dispõe sobre a constituição, a administração, o funcionamento e a divulgação das informações dos fundos de investimento - e têm na assembleia geral seu principal fórum de decisões.
Mas o que é um fundo de investimento?
O fundo de investimento é uma espécie de condomínio em que só participa desse condomínio quem tiver uma cota. Se você comprar uma cota, já está participando desse grupo fechado e poderá receber todos os benefícios de participar.
Em termos legais, um fundo de investimentos é uma comunhão de recursos, constituído sob a forma de condomínio, destinado à aplicação em ativos financeiros.
O objetivo é reunir o máximo de riqueza possível. Quando você tem um volume elevado de recursos, as propostas de remuneração ficam mais atrativas: melhor poder de barganhas, diminuição dos custos de pesquisa em empresas e diluição dos custos na hora de contratar equipe de pesquisa.
Um das primeiras coisas que você precisa saber é como é a estrutura de um fundo de investimento. Geralmente, um fundo é composto de:
um administrador
um gestor
um distribuidor
um custodiante
um auditor independente
e os cotistas.
O administrador é uma pessoa jurídica autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários para o exercício profissional de administração de carteiras de valores mobiliários e responsável pela administração do fundo.
Mas qual o papel da administração de um fundo? A administração do fundo compreende o conjunto de serviços relacionados direta ou indiretamente ao funcionamento e à manutenção do fundo, que podem ser prestados pelo próprio administrador ou por terceiros por ele contratados, por escrito, em nome do fundo.
A administração de carteira de valores mobiliários consiste na gestão profissional de recursos ou valores mobiliários, sujeitos à fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários, entregues ao administrador, com autorização para que este compre ou venda títulos e valores mobiliários por conta do investidor, o cotista.
O Administrador cobra pelo serviços e só pode cobrar taxa de administração, fixa e expressa em percentual anual do patrimônio líquido. Essa taxa representa o preço pago pelos cotistas pela prestação dos serviços do fundo. Ou seja, nesse custo já estão embutidos o pagamento do gestor, do administrador, custodiante, auditor e demais instituições ou custos implícitos da estrutura do fundo.
Apesar de ser sempre divulgada em valores anuais, Taxa de Administração é é provisionada diariamente e cobrada ao final de todo mês. Pro rata por dia na base de 252, descontado do valor da sua cota.
Assim, se você compra 12.000 em reais em cotas de um fundo e a taxa de administração é de 1% a.a, você paga 1.200 por ano pelo serviço. Pagos na base mensal de 1/12: 100 reais por mês.
O grande problema dessa taxa e o principal motivo da não recomendação por parte dos especialistas a respeito dela é que independente do resultado que o fundo apresentar, você terá que pagar pelos serviços prestados no período aplicado, sejam eles bons ou ruins.
Mas ninguém trabalha de graça né?
Importante clarear o fato do Administrador ser uma pessoa jurídica responsável por conduzir as atividades de administração do fundo, mas ainda há a figura do gestor, diferente do administrador, seu papel é de exclusivamente cuidar das estratégias de transação.
Outro ponto importante: enquanto o administrador só pode ser pessoa jurídica, o Gestor pode ser pessoa natural (física) ou jurídica, desde que autorizada pela CVM para o exercício profissional de administração de carteiras de valores mobiliários e seja contratada pelo administrador em nome do fundo para realizar a gestão profissional de sua carteira.
O gestor da carteira é o profissional (pessoa física ou jurídica) responsável pelos investimentos realizados pelo fundo. É quem decide quais ativos financeiros irão compor a sua carteira, quando e quanto comprar ou vender de cada ativo, sempre observando as perspectivas de retorno, risco e liquidez, tendo em vista a política de investimento e os objetivos definidos no regulamento.
Alguns administradores, em razão de alguns gestores, cobram taxa de performance que é cobrada do fundo em função do resultado do fundo ou do cotista. Isto é, todo fundo tem que perseguir uma meta que a gente chama de benchmark. A taxa de performance é cobrada do cotista como um prêmio ao gestor do fundo quando a sua rentabilidade supera a de seu benchmark.
Em termos práticos, vamos supor que você invista em um fundo cobre taxa de performance de 20% e seu benchmark é o CDI. Neste ano o CDI rendeu 10% e seu fundo 15% no mesmo período. Nesse caso a taxa de performance incidirá apenas sobre os 5% excedentes, sendo que 20% (1% da rentabilidade excedente) ficarão com o gestor e os outros 80% (4% da rentabilidade excedente) ficarão com você.
Essa não é uma taxa cobrada por todos os fundos e geralmente é encontrada naqueles com uma gestão mais ativa, como os multimercado e de ações.
Assim como a taxa de administração, os fundos provisionam mensalmente a taxa de performance que será cobrada. Contudo, neste caso os fundos são obrigados a recolher essa taxa em períodos de pelo menos um semestre ou mais.
Ela é definida em valores percentuais e cobrada semestralmente do investidor, após a dedução de todas as despesas do fundo (inclusive a taxa de administração).
Outro detalhe pouco conhecido pelos investidores são:
O benchmark escolhido pelo fundo deve ser ser relacionado à sua categoria. Ou seja, fundos de baixa volatilidade como renda fixa e DI devem tentar superar o CDI ou outro índice de baixa volatilidade relacionado. Fundos de ações deverão buscar o Ibovespa ou qualquer outro índice ou indicador relacionado ao mercado de ações;
O objetivo do fundo deve ser superar no mínimo 100% desse benchmark. Afinal de contas, seria muito fácil (além de não fazer o menor sentido sentido), um fundo de ações que tivesse como objetivo superar 50% do CDI, não é?
Um último ponto importantíssimo e também praticamente desconhecido pelos investidores é a adoção da prática chamada de "linha d'água".
Já o distribuidor é o vendedor do fundo. Ele ator é intermediário contratado pelo administrador em nome do fundo para realizar a distribuição de suas cotas;
O custodiante é pessoa jurídica autorizada pela CVM como prestadora de serviço específico de custódia de valores mobiliários, ou seja, esta empresa detém a custódia (a guarda) de ações e ativos de fundos. Aqui pode exigir a chama da taxa de escrituração.
Por fim, os cotistas respondem por eventual patrimônio líquido negativo do fundo, sem prejuízo da responsabilidade do administrador e do gestor em caso de inobservância da política de investimento ou dos limites de concentração previstos no regulamento e nesta Instrução.
Então, os cotistas se unem e formam um fundo. A partir disso, surge o administrador para formalizar o fundo e contratar o gestor e o distribuidor para lidar com aspectos de comercialização de quotas e aumento de capital.
O interessante dessa estrutura é que os fundo buscam condições mais favoráveis do que as que seria possível se cada um dos seus participantes resolvessem operar por conta própria.
A Comissão de Valores Mobiliários diz que um fundo deve definir sua política de investimentos e que a partir dessa política, o fundo será classificado dentre uma lista de 4 opções, as quais são bastante regulamentadas.
Conceito
Os fundos de investimento são parte essencial do ecossistema financeiro e de capitais do mundo. Este tipo de instituição é formado através de uma espécie de condomínio, sendo constituído com o objetivo de promover a aplicação coletiva dos recursos de seus participantes.
Os fundos de investimentos são regidos pela instrução CVM 555 - que dispõe sobre a constituição, a administração, o funcionamento e a divulgação das informações dos fundos de investimento - e têm na assembleia geral seu principal fórum de decisões.
O fundo de investimento é uma comunhão de recursos, constituído sob a forma de condomínio, destinado à aplicação em ativos financeiros.
Entenda, um fundo de investimentos é uma união de agentes superavitários que tem o interesse de aplicar altos volumes de recursos em agentes deficitários. Quando você tem um volume elevado de recursos, as propostas de remuneração ficam mais atrativas: melhor poder de barganhas, diminuição dos custos de pesquisa em empresas e diluição dos custos na hora de contratar equipe de pesquisa.
Geralmente, um fundo é composto de um administrador, um gestor, distribuidor, custodiante e cotistas. O administrador é uma pessoa jurídica autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários para o exercício profissional de administração de carteiras de valores mobiliários e responsável pela administração do fundo.
Mas qual o papel da administração de um fundo? A administração do fundo compreende o conjunto de serviços relacionados direta ou indiretamente ao funcionamento e à manutenção do fundo, que podem ser prestados pelo próprio administrador ou por terceiros por ele contratados, por escrito, em nome do fundo.
A administração de carteira de valores mobiliários consiste na gestão profissional de recursos ou valores mobiliários, sujeitos à fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários, entregues ao administrador, com autorização para que este compre ou venda títulos e valores mobiliários por conta do investidor, o cotista.
Importante clarear o fato do Administrador ser uma pessoa jurídica responsável por conduzir as atividades de administração do fundo, mas ainda há a figura do gestor, diferente do administrador, seu papel é de exclusivamente cuidar das estratégias de transação.
Outro ponto importante: enquanto o administrador só pode ser pessoa jurídica, o Gestor pode ser pessoa natural (física) ou jurídica, desde que autorizada pela CVM para o exercício profissional de administração de carteiras de valores mobiliários e seja contratada pelo administrador em nome do fundo para realizar a gestão profissional de sua carteira.
O gestor da carteira é o profissional (pessoa física ou jurídica) responsável pelos investimentos realizados pelo fundo. É quem decide quais ativos financeiros irão compor a sua carteira, quando e quanto comprar ou vender de cada ativo, sempre observando as perspectivas de retorno, risco e liquidez, tendo em vista a política de investimento e os objetivos definidos no regulamento.
Já o distribuidor é o vendedor do fundo. Ele ator é intermediário contratado pelo administrador em nome do fundo para realizar a distribuição de suas cotas;
O custodiante é pessoa jurídica autorizada pela CVM como prestadora de serviço específico de custódia de valores mobiliários, ou seja, esta empresa detém a custódia (a guarda) de ações e ativos de fundos.
Por fim, os cotistas respondem por eventual patrimônio líquido negativo do fundo, sem prejuízo da responsabilidade do administrador e do gestor em caso de inobservância da política de investimento ou dos limites de concentração previstos no regulamento e nesta Instrução.
Então, os cotistas se unem e formam um fundo. A partir disso, surge o administrador para formalizar o fundo e contratar o gestor e o distribuidor para lidar com aspectos de comercialização de quotas e aumento de capital.
O interessante dessa estrutura é que os fundo buscam condições mais favoráveis do que as que seria possível se cada um dos seus participantes resolvessem operar por conta própria.
A Comissão de Valores Mobiliários diz que um fundo deve definir sua política de investimentos e que a partir dessa política, o fundo será classificado dentre uma lista de 4 opções, as quais são bastante regulamentadas.
Sugerimos a leitura da caderno de fundos imobiliários da CVM, disponível aqui: https://www.investidor.gov.br/portaldoinvestidor/export/sites/portaldoinvestidor/publicacao/Cadernos/CVM-Caderno-03-3ed.pdf
E, também, recomendamos a leitura da Instrução/CVM 555, disponível aqui: http://www.cvm.gov.br/legislacao/instrucoes/inst555.html
A estrutura orgânica de um fundo de investimento é composta por o Administrador, o Gestor e o Cotista . Além disso, são personagens importantes para o bom funcionamento do fundo o distribuidor, o custodiante e o auditor independente.
Quando falamos de estrutura orgânica estamos falando da estrutura administrativa de um fundo: isto é, quem faz um fundo funcionar? A relação administrador-gestor-cotista, sem dúvida, é a principal.
O administrador do fundo só pode ser uma pessoa jurídica autorizada pela CVM para o exercício profissional de administração de carteiras de valores mobiliários e responsável pela administração do fundo. Geralmente, essa pessoa é representada por um banco. Pelos relatórios da Anbima, o Banco do Brasil, o Itáu e a Itrag (do Itaú) administram 85% de todo o dinheiro investido em fundo.
O administrador de um fundo é responsável por atribuições burocráticas de um fundo, como por exemplo: ele é quem cria o fundo, aprova o regulamento, realiza o registro na CVM, supervisona as práticas legais, contrata o gestor, o distribuidor e o auditor. Além disso, o administrador é quem mantem contato com o cotista, enviando cartas e mantendo site com as informações do rendimento dos fundos.
Para realizar este serviço, o fundo estipula uma taxa de administração que é uma taxa cobrada do fundo para remunerar o administrador do fundo e os prestadores dos serviços previstos. A taxa de administração deve ser fixa e expressa em percentual anual do patrimônio líquido, calculada pro rata dia e paga mensalmente com base em 252 dias por ano.
Lembrando que quem define a taxa de administração são os cotistas a partir de assembleia geral ordinária convocada pelo Administrador/síndico. Isso posto, o cumpre enfatizar que compete ao administrador zelar para que as despesas com a contratação de terceiros prestadores de serviços não excedam o montante total da taxa de administração fixada no regulamento.
Lembrando que existe uma modalidade de investimento dos fundos a qual permite que os fundos investam em outros fundos, os chamados FoFs (Fund of Funds). Se um fundo investe em outro fundo, ele tem que pagar também a taxa de administração do outro fundo. Faz sentido, né?
Neste caso, pode-se a assembleia permitir um intervalo da taxa de administração. Assim, pode o regulamento estabelecer uma taxa de administração máxima, compreendendo a taxa de administração dos fundos em que invista, e uma taxa de administração mínima, que não inclua a taxa de administração dos fundos em que invista.
Apesar da existência da figura do administrador, quem faz o business do negócio acontecer, ou melhor quem faz gerar renda no mercado financeiro com o dinheiro dos cotistas é o gestor.
O gestor, diferente do administrador que só pode ser PJ, pode ser pessoa física (PF) ou jurídica (PJ) e deve ser autorizado pela CVM para o exercício profissional de administração de carteiras de valores mobiliários. Exige-se do gestor a realização da prova "Certificado de Gestores ANBIMA" para o exercício da profissão de gestor. O Gestor é contratado pelo administrador em nome do fundo para realizar a gestão profissional de sua carteira.
Alguns gestores exigem uma taxa de performance. Esta taxa é cobrada do fundo em função do resultado do fundo ou do cotista. Para realizar a cobrança da taxa de performance, o administrador no regulamento deve definir: vinculação a um índice de referência verificável (benchmark), só pode cobrar se o desempenho for superior a 100% do índice, a cobrança deve ser em períodos, mínimos, de semestres e a cobrança só deve ocorrer após a dedução de todas as despesas, inclusive da taxa de administração.
Lembrando, ainda, que existe a famosa regra da linha d'água. Segundo esta linha, é vedado a cobrança de taxa de performance quando o valor da cota do fundo for inferior ao seu valor por ocasião da última cobrança efetuada.
O cotista é aquele que detém cotas de um fundo de investimento, mediante sua inscrição no livro de cotistas do fundo, que pode se dar inclusive por meio de sistemas informatizados;
Distribuidor
Caracteriza-se como distribuição de Fundos de Investimento a oferta de cotas de Fundo de Investimento a investidor ou potencial investidor, de forma individual ou coletiva, resultando ou não em captação de recursos para o Fundo de Investimento.
O distribuidor é responsável pela captação de recursos junto aos investidores, ou seja, é o responsável pela venda das cotas do fundo de investimento, tornando-se o intermediário entre o gestor e o cotista. O distribuidor pode ser o próprio administrador ou terceiros contratados por ele.
Na hora da distribuição, os Fundos devem conter informar, no mínimo, o seguinte:
I. Política de investimento;
II. Classificação de risco do Fundo;
III. Condições de aplicação, amortização (se for o caso) e resgate (cotização);
IV. Limites mínimos e máximos de investimento e valores mínimos para movimentação e permanência no Fundo; V. Taxa de administração, de performance e demais taxas;
VI. Rentabilidade, observado o disposto nas regras de Publicidade previstas nos anexos do Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para Administração de Recursos de Terceiros, quando aplicável;
VII. Avisos obrigatórios, observado o disposto nas regras de Publicidade previstas nos anexos do Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para Administração de Recursos de Terceiros, quando aplicável; e
VIII. Referência ao local de acesso aos documentos do Fundo com explicitação do canal destinado ao atendimento a investidores.
Custodiante
A empresa custodiante é responsável por guardar os ativos que compõem a carteira fundo de investimentos. Além de fazer a guarda dos ativos do fundo, cabe ao custodiante enviar diariamente o inventário com dados para o gestor e o administrador do fundo.
Somado a isso, o custodiante também é o encarregado da liquidação física e financeira, isto é, o recebimento e pagamento de recursos e ativos.Para operarem, devem ter autorização da CVM, mas geralmente quem exerce a função de custodiante são grandes bancos.
Cotista/Investidor
Pessoa que detém cotas de um fundo de investimento, mediante sua inscrição no livro de cotistas do fundo, que pode se dar inclusive por meio de sistemas informatizados;
Hipótese dos Mercados Eficientes
Segundo a chamada hipótese dos mercados eficientes, todas as informações existentes de todos os níveis (político, financeira, econômicos, financeira, sanitária) são absorvidas nos preços das ações e dos títulos, por isso, não haveria qualquer chance de tentar observar erros estruturais no comportamento do preço de um investimento - tudo está no preço exato, como deveria estar.
Isto é, não importa se tem corona vírus, impeachment do presidente ou aumento dos lucros empresariais: o valor da ação ou daquele título é exatamente o que deveria ser. Acertar sua subida ou descida é mero acaso do destino.
Na sua formulação mais moderna, os teóricos dos mercados eficientes afirmam que a tendência dos preços é identificada com um “random walk”, significando que tais preços não podem ser previstos desde que sua variação média, isto é, sua oscilação em termos de um valor fundamental, não sugere um padrão diferente de variações puramente aleatórias" (LIMA,2003). Assim, se isto for verdade, isto é, “se a informação já está capitalizada no preço de uma ação, conhecê-la não fará de você um melhor investidor. Atirar dardos nas páginas financeiras do New York Times é uma estratégia de investimentos tão boa, como tentar acumular todas as informações disponíveis sobre qualquer ação, mesmo porque aquela não custa nada, enquanto a coleta de informações envolve um preço” (Thurow, 1984: 151) (trecho retirado de Auge e Declínio da Hipótese dos Mercados Eficientes, LIma, 2003)
Assim, uma hipótese se confirma ou se refuta: refutar essa hipótese é comprovar que os preços das ações estão distorcidos da realidade e que existe espaços para arbitragens, oportunidades e pechinchas. De toda forma, a hipótese dos mercados eficientes, diz que o preço de um ativo financeiro reflete todas as informações disponíveis, sendo a melhor estimativa de seu valor justo e que mesmo que o preço do ativo financeiro afasta-se do justo, surgiram oportunidades tão rápidas que os fundos e operadores rapidamente corrigiram tais distorções e o mercado voltaria ao seu equilíbrio.
Eugene Fama (1970) distinguiu três tipos de mercado eficiente: a fraca, a semiforte e a forte. A fraca estabelece que a tendência dos preços passados não permite a antecipação dos preços futuros. A semiforte estabelece que os preços dos títulos se ajustam quase imediatamente às informações significativas (lucros das empresas, distribuição de dividendos etc.). E a forma forte assinala que não existe algo, como um grupo especial de investidores, que goze de acesso privilegiado às informações que não se reflitam imediatamente nos preços de mercado.
De toda forma, e apesar dos teóricos, os fundos de investimento são classificados, inicialmente, a partir dessa teoria. Veja na próxima aula como esses fundos utilizam a hipótese dos mercados eficientes para se dividirem.
Veja um trecho do livro o andar do bêbado que tem relação com a vibração sobre a empresa VVAR3;
Trecho do livro o andar do bebado: Um fenômeno análogo tem lugar no mundo corporativo, onde se acredita que os diretores-gerais possuem um poder sobre-humano para fazer ou falir uma empresa. Ainda assim, em companhias como Kodak, Lucent, Xerox e outras, esse poder muitas vezes se mostrou ilusório. Nos anos 1990, por exemplo, quando dirigia a GE Capital Services sob o comando de Jack Welch, Gary Wendt era tido como um dos homens de negócios mais perspicazes dos Estados Unidos. Para Wendt, essa reputação se traduziu num bônus de US$45 milhões quando foi contratado para dirigir a companhia Conseco, que passava por dificuldades financeiras. Os investidores aparentemente concordaram com a ideia de que, com Wendt no leme, os problemas da Conseco estariam resolvidos: as ações da empresa triplicaram em um ano. No entanto, dois anos depois, Wendt se demitiu de repente, a Conseco faliu e as ações foram vendidas por centavos. Teria ele se deparado com uma tarefa impossível? Teria dormido no volante? Ou será que sua coroação se baseou em pressupostos questionáveis, como o de que um executivo tem capacidade quase absoluta de afetar o rumo de uma empresa, ou de que um único êxito passado serve como indicador confi ável da performance futura de alguém?
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Gestão Ativa e Passiva dos fundos
Em se falando de dinheiro, é pouco provável que você encontre uma oportunidade tremenda no mercado financeiro: o dinheiro fácil. Milhares de analistas bem preparados, bem remunerados e muito bem motivados (taxa de performance, lembre) esquadrinham, desmembram e esvisceram os mercados de títulos à procura das melhores oportunidades de compra ou venda.
Isto é, as chances de encontrarmos um título com preço tão barato do que realidade quase nula: não existe barganhas óbvias - nada é de graça! Se as pessoas estiverem pensando em investir no ativo que agora está com o preço mais alto considerarão esse investimento menos atraente ou tomaram um risco de ficar na posição de vendida: afinal se você resolver comprar por um preço mais alto, sua taxa de retorno esperada será mais baixa, isto é, se você acha que está caro a ação, então existe um preço barato.
E quando o preço do ativo será considerado atraente? Quando o preço do ativo voltar ao que VOCÊ considera barato contudo... é provável que muita gente também ache isso e force o preço a ficar caro novamente. Como ganhar dessa concorrência? Uma solução possível seria investir em análises de casas de investimentos, casa de notícias de investimentos ou técnicas estatísticas caras que poucos tem acesso.... mas... daí o pequeno investidor fique prejudicado... Afinal, vai gastar mais de dezenas de centenas de reais em técnicas e cursos para conseguir obter um retorno incremental sobre a média de 1% ou 2%.
Essas ilações refletem o comportamento diante da hipótese dos mercados eficientes: se o movimento dos preço de um ativo for exatamente o que deveria ser, desperdiçar dinheiro e esforços em estratégias e outros recursos tecnológicos para "ganhar do mercado" seria infrutífero".
Neste sentido, os fundos de investimentos - verdadeiras empresas que buscam rentabilizar o capital - tendem a se dividir em dois tipos de gestão: aqueles que acreditam que o mercado é eficiente e não precisa gastar recursos adicionais para ganhar do mercado e, portanto, decidem por um gestão passiva; e aqueles que acreditam que existem oportunidades e pechinchas e podem ganhar do mercado utilizando uma gestão ativa de recursos humanos e tecnológicos.
A gestão passiva requer que se mantenham carteiras extremamente diversificadas sem despender esforço ou outros recursos para tentar melhorar o desempenho do investimento por meio da análise de títulos. O objetivo da estratégia de investimento passiva é apenas estabelecer uma carteira de títulos bem diversificada sem tentar encontrar barganhas (ações abaixo ou acima do preço). A ideia central dessa gestão é comprar o ativo e manter, afinal não faria sentido comprar e vender títulos com frequência, pois os preços refletem a realidade e, também, comprar e vender os ativos em grandes quantidades gera altos custos de negociação e não aumenta o desempenho.
A estratégia mais comum e típica de uma fundo de gestão passiva é criar um fundo de índice - um fundo de investimento que busca reproduzir o desempenho de um índice amplo de ações: tipo os bova11. pibb11, smll11 e etc. O Bova11 reproduz o desempenho do índice ibovespa, já o pibb11, o desempenho do IBrx-50; o smll1, o desempenho do Small.
A consequência disso é que as taxas podem ser mantidas em um nível mínimo porque esses fundos não precisam pagar analistas ou robustos equipamentos de tecnologia para avaliar perspectivas e não incorre no custos de negociação decorrentes da alta rotatividade da carteira. Assim, é muito comum achar fundos de gestão passiva cobrando taxas inferiores a 1%.
ATENÇÃO: DICA: SE ENCONTRAR UM FUNDO DE GESTÃO PASSIVA COBRANDO MAIS DO QUE 1% É FRIA. VÁ DE ETF. FUNDOS DE ÍNDICES.
Alias, um ponto importante: se o mercado fosse eficiente, não seria interessante comprar ações aleatórias? De fato, mas é preciso se atentar que apesar da hipótese ser verdadeira ou não, as empresas, em si, tem riscos embutidos. Assim, mesmo que todas as ações tenham um preço justo, cada uma continua apresentando um risco específico à empresa que pode ser eliminado por meio da diversificação. Portanto, a escolha racional de títulos, mesmo em um mercado eficiente, requer a escolha de uma carteira bem diversificada que ofereça o nível de risco sistemático que o investidor deseja.
Já a gestão ativa é a tentativa de melhorar o desempenho identificando títulos com erro de apreçamento ou prevendo oportunidades de desempeno de classes amplas de ativos. A ideia central dessa estratégia é identificar empresas e títulos melhores e mais rápido do que todos os demais, ganhando tanto em termos de dividendos e juros quanto em termos de ganhos de capital.
Conforme ensinamentos do livro Investiments do BKM, página 10, "se os mercados forem eficientes e os preços refletirem todas as informações relevantes, o melhor talvez seja adotar estratégias passivas em vez de despender recursos em uma tentativa inútil de ser mais esperto que seus concorrentes nos mercados financeiros". Isto é, se os mercados forem eficientes, o melhor é investir em fundos com gestão passiva, por outro lado, se os mercados forem ineficientes e, portanto, existem oportunidades de ganhar dinheiro no mercado, o melhor é buscar fundos de gestão ativa.
Agora é com você: você acha que os mercados são eficientes? Essa decisão é importante para definir sua escolha de fundos. Por isso, deixamos dois link com gráficos e informações para você:
https://insight.economatica.com/fundos-que-bateram-o-ibovespa-em-janelas-moveis-de-tres-anos-de-dezembro-de-2010-ate-dezembro-de-2019/
Em pesquisa o aplicativo economatica, buscou o responder nos últimos 10 anos - dezembro de 2010 a dezembro de 2019 - quais fundos de gestão ativa superaram o ibovespa?
Existem 2425 fundos de ação de gestão ativa, sendo que apenas 12 fundos superaram o seu índice de referência. Isso representa 0,50% da amostra. Veja que os que ganharam do índice de referência ganharam muito bem! O primeiro lugar ganhou superou em 400% o índice! Um adicional de 15% além do IBOV.
Parabéns ao Gestor do Fundo Equitas Investimentos, o Senhor Luis Felipe Teixeira do Amaral.
https://insight.economatica.com/fundos-multimercados/
Nessa pesquisa a empresa economatica, fez a seguinte pergunta: no últimos 7 anos, quantos fundos multimercados de gestão ativa conseguiram superar o índice CDI?
Existem 9626 fundos multimercados, somente 27 fundos atenderam a metodologia acima, sendo que alguns fundos são feeders do mesmo fundo master, por exemplo, temos diversos fundos que são feeders do fundo Spx Nimitz.
Bom dia, boa tarde e boa noite! Muito obrigado por ter adquirido este curso de investimento!
Meu nome é Arthur Mesquita Camargo, sou mestre em Administração e especialista em investimentos, contabilidade e negócios. Atendendo a pedido dos meus diversos alunos, amigos e familiares abri esse curso com o propósito exclusivo de fazer uma educação financeira a um preço justo.
O que você vai encontrar nesse curso?
1. Introdução ao Curso
Neste primeiro conjunto de aulas, você aprenderá o básico sobre matemática financeira e sobre como se organizar financeiramente para começar a investir. Muito mais do que muito dinheiro, é preciso constância e organização financeira.
2. Mercado de Títulos (Renda Fixa)
Neste conjunto de aulas, você aprenderá sobre o mercado de renda fixa e sua utilidade. Além disso, aprenderá como selecionar um título de renda fixa e descobrirá como montar sua própria curva de juros, além de saber operar em alguns aplicativos.
3. Mercado de Fundos de Investimentos
Neste conjunto de aulas, você entenderá o que são fundos de investimentos e como seleciona-los. Além disso, você aprenderá a fazer estratégias interessantes de aumento da renda.
4. Mercado de ETF's
Neste conjunto de aulas, você verá o que são os ETF’s e quando você deve investir neles. Você vai descobrir a importância de selecionar fundos passivos.
5. Mercado de Fundos Imobiliários
Neste conjunto de aulas, você saberá o que são fundos imobiliários e para que servem. Além disso, aprenderá como selecionar um fundo imobiliários.
6. Mercado de Ações
Neste conjunto de aulas, você aprenderá não só o que são ações como também a fazer gatilhos específicos de compra e venda.
7. Mercado Futuro
Neste conjunto de aulas, você entenderá um pouco sobre opções e contratos futuros. Este é esquema inicial para quem quer começar a aprender daytrade e opções.
Ao final dessas seis aulas, você estará apto é a investir seu dinheiro da melhor forma possível e sem enganações.