
A escola dos 5 elementos na Medicina Tradicional Chinesa: relação entre emoções, natureza e corpo humano
A Medicina Tradicional Chinesa (MTC) trata o corpo humano na sua totalidade, com um sistema de circulação de energia e considera as doenças como resultado de desequilíbrios energéticos. Essa tradição milenar indica que emoções e pensamentos têm papel fundamental nisso e podem reduzir, aumentar ou até mesmo bloquear a energia.
Se você bloqueia uma emoção, gera um desequilíbrio. Emoções possuem um fluxo natural. Ao se permitir senti-las, vivenciá-las, elas fluem entre uma e outra. Um processo natural, os ciclos. Uma emoção se transforma em outra. Assim como uma estação do ano: ela se inicia, chega ao auge e começa a se transformar em outra.
Na MTC, são 5 os elementos da natureza, que se relacionam com as emoções, nosso corpo físico e aspectos do nosso planeta, como as fases da lua e estações do ano.
E é sobre isso que vamos falar.
Pessoas com inteligência emocional compreendem que os seus estados emocionais afetam os outros
Gerenciando emoções…
O primeiro elemento é o fogo
A cor relacionada a ele é a vermelha e o sabor é o amargo. Refere-se ao Verão e à Lua Cheia. Relaciona-se com o Coração e o Intestino Delgado. A emoção é a alegria.
Quando em equilíbrio, é o que nos dá motivação, o encantamento pela vida. Em desequilíbrio, é a euforia, excitação excessiva. Entre os sintomas físicos, podemos citar: esquecimento e insônia.
O segundo elemento é a Madeira
Sua cor é a verde e o sabor é o azedo. Primavera é a estação do ano e a fase da lua é a crescente. Relaciona-se ao fígado e a vesícula biliar. A emoção é a raiva.
Em harmonia, é o que nos coloca em movimento e nos impulsiona. Representa a agressividade, quando em desarmonia. Exemplos de sintomas físicos: gastrite, dor de cabeça.
O terceiro elemento é a Terra
Amarela é a cor e doce o sabor. É importante ressaltar que o elemento terra é um elemento de transição. Refere-se ao período de transição entre as estações do ano e as fases da lua. Os órgãos do corpo são estômago, baço e pâncreas. A emoção é a preocupação.
Em equilíbrio nos dá clareza de pensamento, capacidade de decisão. É o centramento. Quando em desequilíbrio, causa pensamentos repetitivos ou acelerados. Dentre os sintomas físicos, encontramos a falta de apetite.
Metal é o quarto elemento
Branco e azul suas cores e o sabor, picante. Outono é a estação do ano e minguante a fase da lua. Pulmão e intestino grosso são os órgãos. A emoção é a tristeza.
É o momento de fechar os ciclos, luto, recolhimento, o retorno para dentro. Quando em desarmonia, pode causar depressão e falta de perspectiva na vida. A falta de ar é um dos sintomas físicos.
O quinto e último elemento é a Água
As cores são preto e azul. O Sabor é o salgado. Relaciona-se com o Inverno e a Lua Nova. Os órgãos são os rins e a bexiga. A emoção é o medo.
Essa emoção é aquela que protege a vida. Como antigamente, quando o homem das cavernas precisava ter medo de determinados animais, por exemplo, para manter sua integridade física. É o instinto de sobrevivência. Em desarmonia, o medo nos tira a capacidade de pensamento, já que elimina a ideia de movimento que o elemento água tem. Falta de vontade e desânimo também são indicações do desequilíbrio. Dentre os sintomas físicos, podemos citar: cálculos renais, queda de libido, afeta a medula óssea e até mesmo nosso dentes e ossos podem se tornar fragilizados.
As emoções são da natureza humana. Permitir-se senti-las e deixar que elas fluam no seu curso natural é importante para nossa saúde integral. Julgar-se impróprio ou inadequado por sentir algo considerado “ruim” pela sociedade nos faz muito mal.
As emoções têm papel importante na nossa evolução espiritual, pois nos indicam no que precisamos buscar melhorar. É preciso aprender a lidar com elas, não sermos seus escravos. Permita-se!
Existem pontos especiais de recolhimento e emissão de Qi, sendo destacados os cinco mais importantes.
Dois estão nos pés, um em cada planta, e são chamados de Pontos Yongguan (R1), ou Fontes Borbulhantes. Outros dois se localizam no centro das mãos, um em cada palma, e são chamados de Pontos Laogong (PC8), ou Palácios do Trabalho (o centro da palma da mão é Yin enquanto a ponta dos dedos são Yang) e o quinto é no topo da cabeça e é chamado de Ponto Baihui (VG20), ou Centenas de Convergências ou, ainda, Cinco Encontro dos Três Yang. Estes pontos podem ser utilizados como pontos iniciais ou finais de outros caminhos por onde o Qi pode percorrer o corpo.
Inspirar através do nariz, ao inspirar expandir o abdomên ao expirar contrair o abdomên
sempre tentando sincronizar a inspiração com a expiração
está respiração e atenção nos pontos é a que iremos utilizar na prática dos 5 elementos
assim como no curso anterior dos 8 brocados.
A teoria dos cinco elementos (ou movimentos) (五行, wŭ xíng: "cinco" [Wu] e "andar" [Hsing/Xíng])[1], [2] afirma que o fogo (火), a água (水), a madeira (木), o metal (金) e a terra (土), são os elementos básicos que formam o mundo material. Existiria uma interação e controle recíproco entre eles que determinaria seu estado de constante movimento e mudança. [3] Nessa teoria que estabelece um conjunto de matrizes, todas as coisas podem ser classificadas de acordo (em analogia) a estes elementos ou relações entre eles.
De acordo com Ronan,[4] historiador da ciência da Universidade de Cambridge, a teoria dos cinco elementos foi estabelecida e sistematizada pelo naturalista Tsou Yen (Zou Yan) entre 350 e 270 a.C. Ele era o mais destacado membro da Academia Chin Hsia (Zhi-Xia) do príncipe Hsuan (Xuan), e por vezes chamado "fundador do pensamento científico chinês".
A medicina tradicional chinesa pode e deve ser considerada como um complexo sistema etnomédico com milhares de anos de experiências práticas, com uma descrição narrativa própria (a exemplo do "Livro do Imperador Amarelo") organizada em escolas com relações mestre - discípulo instituídas formalmente. Observe-se também como propôs o antropólogo Claude Lévi-Strauss (1908-2009), que o conhecimento mítico/empírico diverge das teorias científicas ocidentais por privilegiar a analogia em vez da identificação de contradições como na lógica formal