
Esse aqui é o tema mais báaaasico de todos. Não dá pra falar de finanças pessoais sem antes saber fazer o seu orçamento.
É mais do que um exercício de finanças, é um exercício de autoconhecimento. De priorizar o que você gosta e de pensar nos seus sonhos.
E a boa notícia é que você pode começar com um orçamento super simples, todo zoado, o importante mesmo é você começar.
Com ele, você vai tirar a fotografia do seu momento e começar a planejar o filme do seu futuro.
Em resumo: você vai enxergar de onde o dinheiro tá entrando e para onde ele tá saindo. E depois, vai ver onde pode melhorar e como fazer pra alcançar os seus sonhos.
Então é isso aí, vamos pra prática!
Onde fazer o Orçamento?
Primeiro de tudo: que ferramenta usar pra fazer o orçamento?
Eu uso as Planilhas do Google pra fazer o orçamento da minha família e recomendo muito. Dá pra acompanhar tudo do seu navegador, é fácil de alterar, de fazer contas, enfim.
Mas eu me amarro em planilhas, acho super fácil.
Tem gente… que odeia.
E se você é desse tipo que odeia planilha… TUDO BEM.
Relax, você vai fazer seu orçamento e poupar dinheiro do mesmo jeito.
Como? Usando uma folha de papel. Um caderninho, qualquer coisa dessas. A vantagem é que ainda dá pra fazer uns desenhos maneiros, usar umas canetas coloridas, enfim.
Seja numa planilha no computador ou numa folha de papel, a cara de um orçamento é mais ou menos essa: colunas com meses (ou semanas), e linhas com os nomes dos gastos. [ilustração no vídeo acima]
Ferramentas que podem ajudar a reconhecer os gastos
Uma coisa difícil é saber no que realmente você tá gastando. Pra nossa sorte, existem uns aplicativos bem legais que te ajudam a visualizar os seus gastos.
Dois deles são o Guia Bolso e o Organizze. Eles se conectam à sua conta bancária e unificam os extratos das suas contas e cartões.
Por essas e outras, use o seu cartão de débito sempre que possível. Ainda que você ganhe em dinheiro vivo, deposite na sua conta bancária e gaste por lá. Assim você vai ter maior controle sobre o que tá acontecendo com a sua grana.
E ah, falando nisso, você não precisa pagar nada pra ter uma conta corrente! A gente inclusive fez um vídeo sobre contas gratuitas, que você também vai ver aqui no curso.
Agora sim, vamos começar com o passo a passo do orçamento. Mãos à obra!
Receita
O quanto você ganha por mês? Essa é fácil pra quem é assalariado.
Quem é autônomo ou freelancer costuma ter mais dificuldade, e pra esses, às vezes a boa é anotar de semana em semana.
Aqui nesse ponto o esforço vai ser como fazer pra aumentar isso aí. Existem vários jeitos de complementar a sua renda, e a gente tá fazendo uma playlist no canal só sobre isso. Enquanto ela não sai, este link aqui vai te dar umas boas ideias.
Gastos
Agora vem o filé do orçamento. Parece difícil, mas indo por partes fica fácil. Eu gosto de uma divisão em 5 partes:
A gente começa com os Gastos essenciais,
depois vai pra Reserva para Emergências,
Gastos financeiros
Investimentos
e por fim os Gastos não essenciais.
Ao longo dos próximos vídeos dessa playlist vou detalhar esses gastos e dar dicas valiosas sobre cada um eles.
Conclusão
O orçamento é uma coisa viva – não é pra ficar engavetado. É um ciclo.
Você começa tirando a fotografia do momento, pra se conhecer e saber onde você tá.
Depois você sonha com o futuro e planeja os próximos meses
Aí chega a parte onde só os fortes sobrevivem: executar o plano. O que nesse caso, é simplesmente viver o seu dia-a-dia cumprindo o que você prometeu pra si mesmo.
Por fim, todo mês (ou toda semana, especialmente no início), você vai monitorar se o plano tá dando certo, ver o que aprendeu de novo e vai fazer os ajustes necessários.
E assim vai.
Agora sim, vamos lá pros vídeos sobre gastos! O próximo é sobre gastos essenciais.
Peguei esse conceito emprestado de um gringo chamado Dave Ramsey, que fala das “4 paredes” que sustentam a nossa casa e dei uma leve adaptada.
Aqui a gente tá falando da prioridade #1 da vida.
De satisfazer as necessidades básicas, de ter um teto pra viver, conseguir acordar e batalhar pro dia seguinte com um mínimo de tranquilidade. Não dá pra pensar em outros gastos – incluindo pagar dívidas – sem antes conseguir dar conta desses.
Casa – as linhas mais comuns aqui no orçamento são o aluguel ou financiamento, IPTU, condomínio, água, luz, gás e, se você depende de internet em casa ou celular pra trabalhar, então isso também é um gasto essencial.
Comida – basicamente supermercado e feira. Isso inclui fazer a sua marmita para levar para o trabalho, o que é muito mais barato e saudável. Restaurante definitivamente é supérfluo.
Transporte – Bilhete Único, Bicicleta, Carona. O importante é não deixar de ganhar dinheiro por falta de transporte.
Roupas – Roupa básica, pra conseguir se proteger do frio ou mover-se no calor. Essa compra claramente não precisa ser feita todo mês, pode ser feita uma vez ao ano até. E aí tem que ver também como vai lavar as roupas: se vai gastar sabão em pó e lavar em casa, ou se vai gastar com lavanderia, etc.
Higiene – Adicionei esse quinto ponto aqui que tem super a ver com o último. Itens de higiene pessoal que você compra na farmácia todo mês: sabonete, desodorante, pasta de dente.
Se você fizer uso constante de remédios, essa pode ser uma sexta categoria essencial. Enfim, você adapta pra focar no que for realmente essencial pra sobreviver e trabalhar
Recapitulando: Casa, Comida, Transporte, Roupa e Higiene.
Essas 5 categorias compõem os gastos essenciais. Se esses gastos superarem metade do que você ganha, é sinal que tem algo estruturalmente errado com as suas finanças. Você deve considerar morar num lugar mais barato ou dar um jeito de ganhar mais dinheiro urgentemente.
Agora vamos lá pro próximo vídeo, em que eu vou te contar sobre reserva de emergência, gastos financeiros e investimentos – e é claro, sobre como baratear esses custos.
Reserva para Emergência
52% dos brasileiros não tem reserva para Emergências!
Isso é terrível! E essa daqui é a prioridade 2 do seu orçamento.
Antes de pagar qualquer dívida ou pensar em qualquer outra coisa, você tem que pensar numa reserva para emergências.
Se você não tem reserva nenhuma, sua meta agora é guardar os primeiros R$1.000.
Depois suba essa meta para 3 meses do seu custo de vida.
Pra ver na prática como fazer essa reserva é só clicar aqui e ver o nosso vídeo sobre Reserva de Emergências.
E quanto poupar por mês? Quanto mais, melhor. Mas isso daí com certeza vai depender do restante do seu orçamento: vamos continuar.
Gastos Financeiros
Aqui você tem chance de baratear as coisas! E são principalmente duas categorias:
Taxas de banco – Se você ainda paga taxa da manutenção de conta, taxa pra transferência ou anuidade de cartão de crédito, você pode zerar isso! É só dar uma olhada em nosso vídeo sobre conta corrente gratuita (clique aqui).
Dívidas – Aqui é a hora de listar todas as dívidas: familiares, bancos, cartão de crédito, tudo. Se a sua situação estiver muito apertada, você vai ter que escolher quais dívidas pagar, e quais deixar pra depois.
Ao deixar de pagar uma dívida, a consequência é clara: você vai ser negativado, e vai ter dificuldades de conseguir crédito depois.
Já se você estiver pagando tudo em dia, você tem grandes chances de conseguir baratear essas dívidas. E pra te ajudar nessa decisão, eu preparei um vídeo especial sobre como trocar dívidas caras por uma dívida barata, que você confere aqui neste link.
Investimentos
Essa daqui é uma seções mais sensíveis. Poupar para o futuro é naturalmente doloroso: você deixa de consumir hoje para consumir só daqui a alguns anos.
Então a gente tem que dar um jeito desse processo ser menos doloroso.
E pra isso, essa seção tem duas grandes dicas:
Nunca invista o que sobra – porque dinheiro nunca sobra. É fundamental se comprometer com um valor fixo todo mês. O ideal é guardar uns 20% do que você ganha. Mas se essa não for uma meta realista para o seu orçamento, não tem problema: começa com menos – o importante é começar.
E a segunda dica é: viva um degrau abaixo. Se você ganha R$1000, então bota na cabeça que ganha R$800. Nem pensa no mil, e já tira a grana pra investir assim que receber o salário. Nem vê a cor do dinheiro pra não ficar tentado.
Essas duas dicas são atalhos mentais que têm a ver com hábito, com estabilidade.
A mesma coisa funciona perfeitamente com atividade física, com alimentação. Você vai construindo de pouquinho em pouquinho, perseverando, pra conseguir cumprir um objetivo que tá lá na frente. Se tiver paciência e persistência, você consegue.
Agora vamos lá pro próximo vídeo, que eu vou te contar sobre os gastos não-essenciais!
Chamei essa parte aqui de “outros gastos” ou “não-essenciais” mas isso não quer dizer que não são importantes! Pelo contrário, são super importantes! É aqui que grande parte do seu estilo de vida está.
O ponto é que agora nós já passamos das coisas mais fixas, das coisas mais travadas, e estamos entrando numa região mais maleável do orçamento.
Nessa parte aqui, os aplicativos de orçamento e o extrato do banco vão te ajudar muito a identificar o que você gasta hoje em dia e a ver nos meses seguintes se você realmente está cumprindo com o seu planejamento.
Essa daqui é a parte que você mais vai poder pensar, e justamente por isso você tem grandes chances de cortar assinaturas desnecessárias, rever hábitos de consumo que não te deixam feliz e priorizar o que realmente te faz bem e que faz sentido com seu padrão de vida.
É aqui que você pode, por exemplo, cortar um gasto por um ou dois meses pra conseguir dar uma ajeitada no orçamento.
Enfim, na prática, as linhas mais comuns nos gastos não essenciais são:
Plano de Saúde
Educação
Assinaturas mensais (Academia, Netflix, Spotify, …)
Lanches
Restaurantes
Bares
Lazer
Imprevistos
Seja realista e coloque meta para lazer e imprevistos
Especialmente quanto a esses últimos itens, você tem que ser suuuuper realista. Não adianta colocar um número super bonito sendo que você, na real, não vai conseguir cumprir.
Se você vai falar que vai gastar zero em lazer, zero em lanche, provavelmente vão chegar alguns dias em que você vai gastar “só um pouquinho”. Ou vai falar “f***-se, a vida é muito curta pra não ir pro bar!!” e quando vê “ué, pra onde foi o dinheiro?”.
E aí pronto, seu planejamento vai por água abaixo. Então coloca uma meta pro lazer, coloca uma meta pra cerveja. Coloca uma meta pra “imprevisto”. Não dá pra prever tudo que vai acontecer no mês.
E o grande pulo do gato aqui são as… METAS SEMANAIS.
Metas Semanais
Normalmente um orçamento considera metas mensais. Faz sentido, quem ganha salário ganha mensalmente, conta de luz é mensal, enfim. Mas pros gastos não essenciais… um mês é muita coisa e é fácil de se perder.
Então se você colocou uma meta de 400 no mês pra lazer, divida por semanas. Você pode gastar 100 por semana. Ou decidir não fazer nada por duas semanas e gastar 200 em casa semana. Eu por exemplo prefiro essa última opção.
Você tem alguma dica infalível? Quero te ouvir!
E você, tem alguma outra dica de categoria aqui nos gastos variáveis? Tem alguma receita bizarra que você faz pra gerir melhor essa grana? Algum pulo do gato? Posta aqui nos comentários pra mais gente saber!
No vídeo de hoje eu vou te contar um jeito simples de parar de gastar dinheiro à toa com banco.
Não tem treta nem mistério:
é direito de todo brasileiro ter uma conta corrente gratuita.
Eu vou te falar agora do pacote de serviços essenciais do banco central.
Serviços Essenciais
O pacote de serviços essenciais é uma determinação do Banco Central, e todos os bancos são obrigados a fornecer esses serviços aos seus clientes.
Isso tem o objetivo de promover a inclusão financeira, que é um dos pilares do banco central.
Todo brasileiro tem direito - gratuitamente - a:
cartão de débito;
4 saques por mês; e
2 transferências por mês entre contas no mesmo banco
consultas de extratos e pagamentos de conta pela internet são gratuitos.
Transferências para outros bancos - como as TEDs - são cobradas à parte, cerca de R$9 na maioria dos bancos.
Se você já tem conta e tá pagando taxa, é muito simples resolver isso!
Na maioria dos bancos, no seu internet banking mesmo você consegue. É só ir lá em Tarifas > Pacotes de Serviços > Cancelamento.
Pronto.
Cancelando o pacote de serviços, você automaticamente tá aderindo aos serviços essenciais.
E caso você queira se deslocar até a agência, é só chegar lá e falar que quer
cancelar o seu pacote de serviços atual e aderir apenas ao pacote de serviços essenciais.
Mas esses serviços essenciais são muito limitados, eu preciso fazer transferências para outros bancos...
- Sem problema!
- Você pode fazer três coisas:
pagar por isso - a tarifa avulsa é de cerca de R$9 nos principais bancos
contratar um pacote de serviços que você ache mais vantajoso nesse banco
ou fazer uma conta digital
As contas digitais são aquelas que não tem agência, você faz tudo pelo celular, computador e caixa eletônico.
E tem conta digital por aí - que não cobra taxa nenhuma - e que te dá transferências ilimitadas para outros bancos, além de outros mimos.
E eu falo sobre elas nesse outro vídeo que tá aqui no card.
Então é isso!
A partir de agora, você só paga tarifa de banco se quiser. Não tem mais desculpa.
E para saber como organizar o seu orçamento, acabar com dívidas, investir e ficar rico é só se inscrever aqui no nosso canal, clica aqui no botãozinho vermelho, e se não for pedir muito, deixa aí o teu like.
E ah, tão rolando uns destaques lá no insta, segue a gente lá, @jurosbaixos.
Um abraço, até mais!
Ideias para ganhar dinheiro extra não surgem de primeira, mas uma rápida pesquisa no Google pode te revelar saídas bem simples e criativas! Junto com o pacote – infelizmente – você também verá um tanto de fraudes, sites de soluções milagrosas, correntes, esquemas de pirâmide… enfim. Mas não desanima!
Pra te facilitar a vida, vou te mostrar 7 ideias para gerar renda extra. Aproveita!
Renda Extra #1: Desapega! Venda o que você não usa.
Já pensou em vender alguma coisa que você não usa? Tem mercado pra tudo! Sites como Mercado Livre, OLX e Enjoei são exemplos de lugares onde você pode fazer isso, seja pelo computador ou mesmo pelo celular. Aquela traquitana ou roupa que você não usa pode ter bastante valor para alguém!
Renda Extra #2: Alugue suas coisas
E que tal aproveitar a onda da economia colaborativa? Se você não quer se desfazer de um objeto, talvez você possa emprestá-lo e ser remunerado por isso. Em sites como o Allugator, Rent for All, ou Spinlister você pode colocar seu skate, bike ou violão para aluguel. No Armário Compartilhado você pode alugar vestidos.
Renda Extra #3: Dê carona
Aplicativos como Uber e 99 são ótimos para corridas dentro de uma mesma cidade. Mas, se você for pegar a estrada, o blablacar é uma boa opção. Você preenche o seu perfil, anuncia o seu trajeto, número de assentos livres, e começa a receber contatos de passageiros interessados. E é claro, recebe pela carona.
Renda Extra #4: Você já deu carinho na barriga de um pug?
Se você ama animais – e tem tempo para cuidar deles -, sites como o DogHero podem te recompensar por cuidar dos cães enquanto os donos viajam, ou mesmo apenas passear com eles. A tarefa parece fácil, mas é um baita compromisso! Afinal de contas, você cuidará do quase-filho de alguém.
Renda Extra #5: Hospede um gringo
Já no Airbnb, você pode alugar um quartinho na sua casa e ganhar um troco hospedando viajantes (muitos gringos usam!). É possível também alugar o apartamento inteiro (por exemplo, se você for viajar ou ficar um tempo na casa de alguém). O site é bem fácil de usar e você pode bloquear as datas que não quiser disponibilizar para aluguel.
Considere fazer um investimento para deixar o quarto/apartamento bem legal e confortável. A sua reputação como anfitrião conta muito no site!
Renda Extra #6: Seja Freelancer
Você tem alguma aptidão que possa transformar em serviço? Sabe consertar uma tomada? Encanamento? Programa em Excel? PHP, Html? Manja webdesign? Fotógrafo? Instala a impressora pra vovó?
Esse é um jeito bem interessante de flexibilizar a sua renda. É como se fosse um segundo emprego: só que você trabalha quando quiser, e recebe por serviço. Sites como GetNinjas, Freelancer.com, Trampos.co, 99freelas e Upwork podem te ajudar na missão de divulgar esse seu serviço extra.
Renda Extra #7: Abra o próprio negócio
Se você se interessou pela possibilidade de ser freelancer, talvez você queira dar um passo adiante. Que tal abrir o próprio negócio e complementar a sua renda? Não é necessário que você se demita do seu atual emprego para vender uns doces maneiros, por exemplo.
E se você ver que a experiência está dando certo, talvez valha a pena legalizar o seu negócio. Apesar do Brasil ser um país intensamente burocrático, regularizar o seu próprio empreendimento é mais fácil do que parece, e a gente fala sobre isso em nosso próximo vídeo.
Talvez um empréstimo sirva para iniciar seu próprio negócio e realizar a sua ideia para ganhar dinheiro extra! Se esse for o caso, faça um bom planejamento: faça uma estimativa do que você deve ganhar e do que você deve gastar a cada mês, e veja se compensa. O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) pode te ajudar nessa orientação.
E para a maioria dos negócios, estar bem colocado na internet é essencial. Consultorias como a Markeninja podem te orientar sobre como aparecer da melhor forma no Google!
Pensamento Extra: Mudar de Carreira?
É nos momentos de crise que a mente se abre para novas possibilidades. Será que seu emprego corresponde às suas expectativas? Será que não é a hora de mudar de carreira? Sites como o NaPrática, por exemplo, oferecem testes vocacionais gratuitos.
Talvez mudar para um lugar menor e mais barato seja também uma opção a se considerar. Os custos de mudança compensam? Como fica a distância para o trabalho?
Pra fechar
As opções acima podem dar uma boa aliviada na crise ou, até mesmo, fazer com que você descubra novos rumos na sua vida. A evolução tecnológica de nossos tempos é impressionante, e o leque de oportunidades pra que você aproveite seus talentos (e encontre gente interessada em pagar por eles) só cresce!
Se você já começou a empreender, vendendo um produto ou prestando um serviço, talvez já esteja chegando a hora de se formalizar e se tornar um MEI – Microempreendedor Individual.
Entre as principais vantagens, estão:
a possibilidade de emitir notas fiscais (e assim poder vender para empresas),
contribuir para o INSS, e
ter acesso ao microcrédito, que tem taxas de juros bem baixas.
E a única desvantagem que eu vejo é que você terá de pagar uma taxa de aproximadamente R$50 todo mês, que cobre a sua contribuição para a previdência social e os seus impostos.
E pra te orientar nessa jornada, eu fiz um passo a passo – desde a emissão do seu CNPJ até a emissão de nota fiscal. Fiz tudo aqui no Rio de Janeiro, mas na sua cidade provavelmente não vai ser muito diferente.
Vamos lá!
#1 – Emitir CNPJ no Portal do Empreendedor
No Portal do Empreendedor (portaldoempreendedor.gov.br), você consegue tirar o seu CNPJ na hora. Ele é um site do governo federal, então serve para o Brasil inteiro.
Não tem mistério, é só entrar lá, clicar em Formalize-se > Formalize-se (de novo) > e começar o seu cadastro com CPF e data de nascimento.
A partir daí é tudo intuitivo, e vale muito a pena ler os conteúdos do site para saber sobre os benefícios e as obrigações do MEI.
Ao fim, será emitido o CCMEI – Certificado da Condição de Microempreendedor Individual. Ele é o documento que serve como CNPJ e como alvará prévio.
Ou seja, caso você não armazene mercadoria, não atenda pessoas na sua casa e não queira emitir notas fiscais, você já pode vender tranquilamente. Aqui no site do Rio Mais Fácil você encontra algumas informações legais.
Já se você quiser emitir nota fiscal – que é o caso aqui – você tem que continuar para o próximo passo:
#2 – Tire o seu Alvará de funcionamento no site da Prefeitura
Agora se cadastre no site da Prefeitura: https://carioca.rio/
Faça a Consulta Prévia de Local e consiga o seu Alvará.
#3 – Cadastrar seu CNPJ no sistema de notas fiscais da prefeitura (Nota Carioca)
Como agora você tem CNPJ e Alvará, você já pode se cadastrar no site da Nota Carioca: https://notacarioca.rio.gov.br
Importante: é pra se cadastrar com o seu CNPJ, e não com seu CPF! O cadastro do CPF é para ganhar abatimento no IPTU quando você pede CPF na nota. E isso é outro esquema completamente diferente. Reforçando: para emitir nota fiscal, cadastre o seu CNPJ.
#4 – Solicitação de desbloqueio de SENHA WEB
Esse desbloqueio fará com que você finalmente consiga entrar no site da Nota Carioca e emita notas fiscais.
Você vai em Cadastramento de Senha, e o sistema gerará a “Solicitação de desbloqueio de SENHA WEB”.
Fonte: https://notacarioca.rio.gov.br/faq.aspx#faq0101
#5 – Vá até a prefeitura para desbloquear a senha
Com a sua solicitação de desbloqueio de senha em mãos, agora você deve ir lá na Gerência de Cadastro do ISS, à Rua Afonso Cavalcanti 455, prédio anexo, 2º sobreloja, sala 305.
Ou seja, aquele prédio gigante lá na estação Estácio do metrô. Chegando lá, no prédio anexo, eles te identificam e te orientam aonde ir.
#6 – Volte pra casa feliz (e com calor) – agora dá pra emitir nota fiscal!
É só entrar no site da nota carioca com a sua senha e tá lá.
É isso! Aproveita pra expandir seus negócios!
E se quiser dinheiro para expandir seus negócios, é só acessar a nossa página sobre microcrédito. Lá você vê algumas opções, vídeo e todas a informações que você tem que saber sobre o crédito para o microempreendedor.
Um abraço e até mais!
O objetivo deste curso é muito simples: aprender como fazer e corrigir o seu orçamento.
Vamos começar vendo que ferramentas usar, como medir a sua renda, e depois vamos percorrer todas as linhas de gastos, divididos em 5 grandes áreas:
gastos essenciais
reserva para emergências
gastos financeiros
investimentos
outros
Temos materiais simples e práticos para te ajudar (ex.: planilha do google e planilha física para imprimir), e te ajudamos a escolher a melhor conta bancária para você não dar dinheiro à toa para banco.
Além disso, dedicamos uma seção extra sobre como amentar a sua renda (afinal de contas, não adianta só cortar gastos).
Você vai hoje mesmo aprender a fazer o seu orçamento!