
A razão de ser do curso.
Alguns protocolos de diagnóstico - introdução
O tratamento envolve equipe multiprofissional.
Histórico e diagnóstico
O aumento dos TEA no mundo.
A relação entre a síndrome do ovário policístico nas mães e o autismo nas crianças. Descrição do tratamento dietético.
Introdução à destoxificação e nutrientes envolvidos na fase 1.
Compostos que dão suporte à fase 2.
Um intestino inflamado contribui para a neuroinflamação. Por isso, manter o intestino funcionando muito bem e a digestão perfeita é um dos pilares da boa saúde física e mental. Alguns estudos ligam os desequilíbrios na microbiota (disbiose intestinal) ao TEA. Um dos motivos é que a disbiose pode prejudicar os processos de poda sináptica.
Vários estudos apoiam o transtorno do espectro autista como resultado da conectividade neural alterada no primeiro ano de vida, com aumento da substância branca em algumas áreas, agrupamento de fibras axonais no "cérebro social", anormalidades microestruturais em feixes de fibras relacionadas à capacidade de desligar a atenção e à orientação visual e até 50% de redução da poda sináptica em comparação com a observada em indivíduos não diagnosticados com TEA. A superconectividade regional e a falta de poda também estão potencialmente relacionadas ao aumento do risco de convulsões no TEA.
Desequilíbrios imunes levam a aumento da permeabilidade intestinal. Células enterocromafínicas, linfócitos, mastócitos e células dendríticas secretam fatores neuroimunes que estimulam nervos entéricos. Citocinas chegam à circulação e atravessam a barreira hematoencefálica, aumentando a neuroinflamação e desequilibrando a homeostasia cerebral. A suplementação de probióticos tem sido uma opção de tratamento, reduzindo a hiperpermeabilidade intestinal e restaurando a microbiota (Critchfield et al., 2011; Gilbert et al., 2013; Reide et al., 2011).
Alguns alimentos podem perpetuar a inflamação intestinal. Alergias alimentares parecem ser mais comuns em pessoas com TEA. Estudos mostram que a exclusão do gluten e de laticínios melhora a permeabilidade intestinal e reduz a inflamação (Elder et al., 2006; Lau et al., 2013).
Introdução à disbiose.
Questionários e introdução ao tratamento.
Material extra sobre a microbiota.
Definição.
Causas.
Diagnóstico e suplementação.
Razões para a maior vulnerabilidade nutricional.
Continuação à integração sensorial.
Suplementação.
Importância da individualização e interações nutricionais comuns, com seus efeitos colaterais.
Modificações dietéticas.
Resultado das intervenções terapêuticas.
Correção metabólica.
Neste módulo finalizo o conteúdo sobre suplementação.
O autismo é um transtorno complexo e seu tratamento envolve terapias (a mais indicada costuma ser a ABA), acompanhamento com fonoaudiólogo, integração sensorial com terapeuta ocupacional, neurologista para avaliação da necessidade de medicação, psicólogo, educadores e nutricionistas. Muitas pessoas procuram-me para conversar sobre a suplementação. Veja, qualquer pessoa, autista ou não, com carências nutricionais beneficia-se de suplementação. Qualquer pessoa, autista ou não, com alergias ou intolerâncias alimentares beneficia-se da exclusão do que o corpo não aceita. Tratamos então, dentro da nutrição, a pessoa e sua individualidade e não o autismo. Agora, o acompanhamento nutricional não cura o autismo e nem substitui as outras intervenções. Dito isso, podemos começar.
O autismo tem causa predominantemente poligênica. Ou seja, este transtorno do desenvolvimento é influenciada pelo funcionamento de vários genes que causam um neurodesenvolvimento diferente do padrão. Precisamos pensar em como apoiar um cérebro em desenvolvimento. A aprendizagem, a mielinização dos neurônios, a produção hormonal e de neurotransmissores dependem de nutrientes obtidos da dieta. Todas as pessoas beneficiam-se de uma alimentação saudável e uma pessoa no espectro do autismo também.
Este curso discute temas importantes como desequilíbrios metabólicos, polimorfismos genéticos e carências nutricionais. A manipulação da alimentação e da suplementação são abordadas e são apresentados estudos científicos e a opinião de pesquisadores acerca destas temáticas. Você terá acesso a videoaulas, eBook e artigos científicos. Também poderá utilizar a plataforma para esclarecer suas dúvidas.