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Microserviços em Produção: Comunicação Anti‑Caos
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16 students

Microserviços em Produção: Comunicação Anti‑Caos

Do caos ao controle: o que separa microserviços “bonitos” de microserviços de produção.
Created byCaio Santos
Last updated 2/2026
Portuguese

What you'll learn

  • Tomar decisões de comunicação com confiança (sync/async/tempo real/gRPC) e parar de “escolher no feeling”
  • Blindar integrações contra falhas reais: timeout, retry inteligente, backoff+jitter — sem cascata e sem estourar o sistema
  • Evitar duplicidade e efeitos repetidos com idempotência e dedupe (o “seguro‑vida” de microserviços em produção)
  • Detectar e resolver incidentes mais rápido com observabilidade mínima: correlationId, logs úteis, métricas e traces que contam a verdade
  • Reprocessar com segurança e dormir melhor no on-call: DLQ, runbook prático e controle de blast radius quando a fila cresce

Course content

22 sections42 lectures5h 50m total length
  • Introdução ao curso1:57

Requirements

  • Noções de HTTP e APIs (request/response, status codes, headers)
  • Experiência prática: já ter “colocado no ar” ou integrado sistemas e visto erros/instabilidade
  • Entender o básico de serviços/microserviços (mesmo que superficial)

Description

Você já viveu isso:


Você entrega. Passa no “funciona na minha máquina”. Sobe. Fica verde.


E aí chega a vida real.

  • Um serviço fica lento (nem cai).

  • O seu começa a acumular.

  • O p99 sobe.

  • O pool satura.

  • O retry “pra ajudar” vira metralhadora.

  • A fila cresce.

  • A DLQ enche.

  • Ninguém sabe onde começou.

  • Todo mundo acha que “a culpa é do Kafka / do gateway / da rede / do outro time”.

E aí vem o pior: o incidente que não parece bug. Parece “azar”. Parece “hoje tá estranho”.

Só que não é azar.

É falta de critério. Falta de limite. Falta de contrato. Falta de operação.

Você não precisa de mais uma aula “REST vs gRPC” com opinião. Nem de “Kafka do zero”.

Você precisa de uma coisa muito mais valiosa:


Um jeito de decidir e construir comunicação que aguenta produção.


Este curso é sobre isso: tirar você do “eu acho” e colocar você no “eu decido”.

Sem hype. Sem religião de ferramenta. Com o mínimo operável que separa “microserviço bonito” de “microserviço de produção”.

O que esse curso resolve (de verdade)

Se hoje você:

  • vive com medo de cascata quando uma dependência degrada

  • não tem clareza de quando usar sync vs async vs tempo real

  • já sofreu (ou vai sofrer) com duplicidade / out-of-order / reprocessamento

  • não consegue diagnosticar rápido onde está o tempo e onde está o erro

  • olha pra uma DLQ e só vê uma “lixeira que ninguém abre”

  • sente que produção é uma caixa‑preta: “funciona… até não funcionar”

…então você está no lugar certo.


O que você vai conseguir fazer ao final do curso

Você vai sair com repertório e artefatos pra:

  • Escolher sync/async/tempo real/gRPC com critérios claros (e defender a decisão)

  • Construir integrações com limites e comportamento sob falha

  • Evitar o anti‑pattern mais caro: “parece resiliência, vira incidente

  • Tratar duplicidade e reprocesso como realidade (sem prejuízo e sem pânico)

  • Ter observabilidade mínima que encontra a verdade (sem debate de opinião)

  • Operar com checklists e runbooks (pra não inventar processo no meio do fogo)


Qual o conteúdo (sem enrolação)

Você vai ver, com linguagem direta e foco em produção:

  • Modelo mental de latência, falhas e cascata

  • Sync vs Async (trade-offs reais e impacto em UX)

  • REST de produção (semântica, erros e contrato)

  • Timeout + retry (política, budget, backoff/jitter — sem DDoS acidental)

  • Idempotência (o seguro‑vida do seu dinheiro e do seu estoque)

  • At-least-once (duplicidade, out‑of‑order e reprocessamento seguro)

  • DLQ + runbooks (quando a fila vira incêndio)

  • Tempo real com critério (SSE vs WebSocket + limites e backpressure)

  • gRPC (quando vale e quando só complica)

  • Observabilidade mínima (logs, métricas, traces e correlação)


Materiais (pra você aplicar na segunda-feira)

Você não vai sair só com “entendi”. Você vai sair com artefatos.

Ao total são mais de 10 e aqui estão os principais:

  • Matriz de decisão (sync/async, SSE/WS, REST/gRPC)

  • Checklists de produção (o que revisar antes de ir pro ar)

  • Runbooks (o que fazer quando dá ruim)

  • Templates (contrato, envelope de evento, idempotência, SLO/SLI)

  • Plano de prática de 14 dias (pra virar hábito, não “PDF esquecido”)


Pra quem é (e pra quem não é)

É pra você se:

  • já construiu APIs/integrações e quer parar de sofrer com produção

  • é pleno/sênior e quer critério e padrão pra você (e pro time)

  • quer pensar como quem opera, não como quem só entrega feature


Não é pra você se:

  • quer “hello world” de ferramenta

  • quer copiar e colar sem pensar em comportamento sob falha

  • quer promessa mágica de “nunca mais ter incidente”


Honestidade final

Produção sempre vai ter falha.

A diferença é: você vai ser refém da falha… ou você vai projetar pra falhar com dignidade.

Se você quer ser o tipo de engenheiro que olha pra uma integração e enxerga — antes de quebrar — onde ela vai doer…

dá o play.

Who this course is for:

  • Devs júnior/pleno que já “fez funcionar”, mas ainda sofre com timeout, retry, instabilidade, cascata, duplicidade e fila crescendo
  • Devs pleno/sênior que quer um modelo mental e critérios de decisão (sync vs async, tempo real, gRPC/REST) pra desenhar integrações mais seguras e revisáveis
  • Tech leads/arquitetos que precisam padronizar decisões no time com checklists, matrizes e runbooks (pra reduzir incidentes previsíveis)
  • Quem participa de on-call (ou sente o impacto dele) e quer diagnosticar mais rápido com observabilidade mínima e práticas que “aguentam falha real”
  • Quem integra com serviços internos e/ou terceiros e quer um “mínimo de produção” replicável: contrato, limites, idempotência, reprocessamento e proteção contra abuso