
quem eu sou e como posso te ajudar
Bora aprender a fotografar arquitetura? Aproveite ao máximo esse conteúdo! Ele foi criado com muito carinho para você =)
Saber um pouco de história é sempre bom! Mas aqui ela não é chata e nem longa. O objetivo é que você entre no clima para as próximas aulas.
Nessa breve apresentação de slides você saberá quais os 3 pilares da fotografia (ISO, Velocidade e Abertura), profundidade de campo e os modos fotográficos de sua câmera.
Em arquitetura praticamente utilizamos o modo M, no entanto, julgo importante que você, como fotógrafo, tenha conhecimento dos demais modos. Em relação aos pilares da fotografia, é fundamental que você conheça e passe a dominar essas três variáveis, pois elas são a base técnica para qualquer tipo de fotografia. Com o tempo isso fluirá normalmente por você e dessa forma você poderá se concentrar apenas na composição do ambiente.
A fotografia de arquitetura, assim como qualquer outro tipo de fotografia, conta com fórmulas matemáticas para definir a profundidade de campo ideal, a abertura , o ISO, etc. Para efeitos práticos e de resultado isso não importa. O que importa é o que você vê no espaço, qual característica você deseja acentuar ou esconder, e porque algo chamou a sua atenção mas não a de outro fotógrafo. Eu falo de subjetividade nessa aula.
Na sequência da aula sobre subjetividade, falo sobre o bom senso na fotografia. Nem tudo se aplica às regras de composição e muitas vezes o seu feeling fará toda a diferença.
A fotografia de arquitetura clássica é como chamamos de forma mais genérica a representação da estrutura arquitetônica sob o olhar de quem se dispõe a registrar essa obra. O que mais importa na fotografia de arquitetura é trazer ao futuro espectador da imagem a mesma sensação de quem está no local.
O fotógrafo deve resumir em um clique todas as suas sensações, os aromas, as luzes e sombras, a sensação térmica. Seu dever é se aproximar o máximo possível da real sensação da localidade e ainda que essa impressão seja inexata, ela será o mais próximo possível da realidade.
A fotografia de interiores nos remete a decoração, ao design interno da arquitetura e tudo o que está em harmonia com a arquitetura. A busca pelas sensações transmitidas pela construção harmoniosa desse espaço continua. São móveis, cadeiras, estofados, tapeçaria, estantes, a iluminação, a cor da tinta na parede e sua textura. Tudo isso cria elementos para a composição da fotografia de interiores. É fato que a fotografia de interiores não existe sem a arquitetura, mas aqui, o foco não é a construção, mas sim o que alimenta toda essa estrutura.
Na fotografia documental as fotos podem ser encontradas em livros, revistas, brochuras e documentos. A fotografia arquitetônica assume a forma de múltiplas imagens seguidas de muitas explicações e desenhos que são projetados para mostrar os detalhes técnicos de cada edifício. É a área mais técnica dentro da fotografia de arquitetura, e assim deve ser para que se cumpra o seu propósito. Apesar de existir a preocupação estética, ela fica em segundo plano.
Na fotografia de férias os viajantes costumam ter intenções semelhantes ao fotografar igrejas, castelos e prédios. Essas fotos são recordações pessoais e embora a arquitetura seja parte do assunto, a localização geralmente é mais importante do que o tipo de construção arquitetônica.
A fotografia artística de arquitetura é sem dúvida a mais livre em relação aos aspectos técnicos. Nesse caso a fotografia assume o papel artístico e mostra a essência do fotógrafo quanto ao seu olhar arquitetônico, livre de qualquer tipo de expectativa quanto à construção dessa imagem. O fotógrafo é a principal estrela, não o arquiteto ou o edifício.
A fotografia urbana e de rua são as representações máximas das grandes cidades, da urbe e das malhas urbanas. Características das cidades podem ser mapeadas por esse tipo de fotografia que comporta edificações, ruas, casas, apartamentos, pessoas, animais e tudo o que forma uma cidade.
Em 99% dos casos você deve fotografar com uma DSLR (Digital Single Lens Reflex). Elas possuem melhor ergonomia, são resistentes e comportam maior leque de possibilidades em se tratando de lentes grande angulares, fundamentais para a fotografia de arquitetura, no entanto, existem algumas opções além da DSLR que, eventualmente, podem ser utilizadas para fotografar arquitetura, mas enfatizo, sempre prefira utilizar DSLR para suas fotos arquitetônicas.
O objetivo dessa aula é mostrar que outros formatos de camera existem, portanto, não vou entrar em detalhes técnicos de cada formato e nem discutir as diferenças entre eles. Esse não é o objetivo do curso. Caso seja de seu interesse se aprofundar nos aspectos técnicos e compara-los entre si, sugiro o site www.dpreview.com. Ele comporta uma quantidade imensurável de informações técnicas e comentários de usuários não apenas sobre diversos formatos de equipamentos, mas também sobre lentes.
Vale uma checada! \o/
Existem vários tipos de sensores: de grande formato, médio formato, full frame, cropados, m4/3, etc. A título educacional escolhi os comercialmente mais populares tanto entre os profissionais como entre os iniciantes, que são as máquinas com sensores full frame e máquinas com sensores cropados (do inglês crop, ou cortado se comparado em tamanho ao full frame - quadro cheio)
O padrão de fotografia profissional de arquitetura é máquina full frame, que traduzindo ao pé da letra significa "quadro cheio". Esse "quadro" é utilizado para indicar que uma câmera digital possui um sensor com o mesmo tamanho de um filme de 35mm. Isso! O formato daqueles filmes analógicos das SLRs antigas. Essa medida é usada como base.
Atualmente a grande maioria das câmeras utilizam sensores menores do que o full frame, pelo simples motivo de serem mais baratos e sua fabricação mais simples, ou seja, por uma questão mercadológica.
O sensor full frame tem um tamanho de 36 x 24mm e o APS-C (cropado) tem 22 x 15 mm.
Devido ao sensor maior as câmeras full frame aproveitam mais o espaço desse sensor e possuem melhor performance, mais nitidez e menos ruídos. Mas isso não significa que um sensor APS-C seja ruim! Longe disso!
A grande realidade é que, na prática, analisando as fotos, não existe tanta diferença entre full frame para o sensor cropado. Se você é iniciante provavelmente verá zero diferença entre o resultado final desses dois sensores.
Pensando nisso, porque comprar uma full frame que custa 4x mais do que uma cropada se você não souber como aproveitar ao máximo esse equipamento? Características como a distância focal, profundidade de campo e distorções não serão alteradas se você comparar os dois sensores, portanto, pense bastante antes de qualquer aquisição.
Vale lembrar que o preço das lentes full frames também são mais caras do que as lentes cropadas
Sua única preocupação com um tripé deve ser quanto a sua estabilidade. Todas as outras características se tornam irrelevantes perto da essência de um tripé que é manter a sua máquina estável. No mercado existe muita porcaria disfarçada, portanto, cuidado pois o barato sai caro. Prefira marcas consagradas como Manfrotto e Benro que são mais caros, mas são tripés para uma vida! (Literalmente).
Atente para a altura máxima que deve atingir pelo menos 1.60m. Se o bolso permitir, opte por modelos em fibra de carbono, mais leves e resistentes. Apesar de muitos modelos serem vendidos com a cabeça, esse não é o padrão. Cabeça é o que sustenta a câmera e que estará conectada ao tripé. Não é incomum fotógrafos manterem os tripés e trocarem as cabeças. Opte por cabeças de permitam o máximo de movimento, como as ballheads que eu mostro no vídeo. Evite as cabeças de plástico "com empunhaduras" como o outro modelo que citado no vídeo. O alcançe em termos de movimentos desse tipo de cabeça é menor se comparado ao ballhead.
Enfatizo: Se você quiser esquecer tudo o que eu disse, tudo bem, foque apenas na estabilidade.
Mantenha sua estrutura de periféricos simples e prática! De início o que você vai precisar é de 2 cartões e uma conta no Gmail. Acompanhe o vídeo!
Saiba do que você precisa para montar uma estação de trabalho adequada para fotografia de arquitetura
A razão de ser da excelência na fotografia de arquitetura é a criatividade.
Procure, sempre, ser criativo(a) nos seus cliques por mais banais que eles inicialmente pareçam. Tenha uma postura criativa, esteja de bem com o seu ambiente... Procure conhecer o espaço antes de fotografar, sinta o local. Ideias e composições se formarão em sua mente. Esse processo será mais fluido se você estiver totalmente focado(a) nesse tarefa e, acima de tudo, de bem consigo mesmo(a). Ao entrar no ambiente que irá fotografar, deixe seus medos e preocupações do lado de fora e aproveite a viagem.
Nessa aula eu falo sobre composição fotográfica: padrões, diagonais, ponto ouro, perspectiva, ponto de fuga. Apresento também dois vídeos onde a composição da cena faz toda a diferença. Como forma de inspiração e exercício mental, você pode observar qualquer foto ou filme e procurar identificar os padrões presentes. Esse tipo de exercício não deve ser feito apenas com objetos de arquitetura e decoração, mas com qualquer imagem.
Os vídeos apresentados são uma releitura do cineasta Kogonada sobre as obras de Wes Anderson e Stanley Kubric e estão disponíveis no youtube.
Em fotografia não existem configurações ideais, mas ao fotografar arquitetura você estará em uma das áreas mais técnicas da fotografia, portanto, seguir alguns padrões básicos podem auxiliar bastante. O simples funciona!
Configurações sugeridas:
Abertura entre 7.1 e 10 - Assim você coloca todo o seu campo em foco. Evite as aberturas extremas de sua lente (22 e 1.8, por exemplo). As extremidades de abertura tendem a uma qualidade inferior de imagem
Velocidade - Com o tripé a velocidade pode ser alterada conforme sua necessidade, já com a câmera em punho procure fotografar com velocidade em pelo menos 60.
ISO - Sempre entre 100 e 200, no entanto, não deixe de fazer a foto se precisar subir o seu ISO para 400, 800 ou 1600. Apenas saiba que a qualidade da imagem não será a mesma se comparada a ISOs menores.
Cada fotógrafo deve criar sua própria metodologia de trabalho, no entanto, principalmente para os iniciantes, essa tarefa pode ser complicada.
Nessa aula eu apresento a metodologia que eu utilizo para fotografar. Se você não utiliza nenhum método, você pode e deve utilizar o que eu mostro no vídeo. Com ela você terá melhor desempenho, ou seja, fará mais em menos tempo. Ela te ajudará a não ficar perdido(a) no ambiente e trará foco ao seu objetivo que é entregar uma excelente leitura do ambiente.
Você pode ou não utilizar o que eu apresento aqui, mas tenha um método! Se não tem, desenvolva um e siga-o. Depois disso me conta o quanto o seu desempenho melhorou =)
Uma breve explicação do que você verá nas próximas duas aulas
Em termos técnicos uma sessão fotográfica externa não tem muita diferença se comparada à uma sessão interna. Se considerarmos as diferenças obvias como o diferente tipo de iluminação (natural x artificial), as regras para as áreas externas podem ser aplicadas as áreas internas.
Apesar disso eu preferi fazer dois vídeos, uma externa e outro interno. O método que mais se aproximou do meu desejo para esse curso, foi filmar os ambientes enquanto eu caminhava. Nesse meio tempo eu converso com você sobre como identificar as composições no ambiente, e a partir disso gerar uma imagem.
Repare como o andar é natural pelo ambiente! Você deve controlar o ambiente mas ao mesmo tempo deixar se levar. Os anônimos que transitam pelo local são ótimas referências e servem como "ponto de ancoragem" para o olhar.
Espero que gostem!
Aqui continuo com a análise do espaço, no entanto, em ambiente interno. Notem que o pensar o espaço, a forma de ver os planos e as linhas praticamente são os mesmos da fotografia de arquitetura externa, a não ser pela questão da iluminação, onde a fotografia de interiores deve trabalhar com mais esse elemento a favor de sua composição e para destacar o projeto de iluminação do local. Muitas vezes o projeto conta com profissionais específicos para a função.
Vamos abrir algumas fotografia de arquitetura e interiores e analisar juntos o que torna uma fotografia interessante e porque você deve cuidar da composição antes do clique.
Fazer a curadoria das fotos é uma arte à parte.
Procure selecionar imagens que representam o seu projeto por completo!
Todos os ambientes devem fazer parte dessa história, por mais "sem graça" que eles possam parecer. Tenha uma meta em termos de quantidade de fotos que você irá separar, por exemplo, se você fez 300 fotos, 20% é um bom número para você manter, logo, as 60 fotos escolhidas devem contemplar na totalidade o ambiente que você fotografou.
Esse número é muito subjetivo e vai depender do que você acordou com o seu cliente. Meu histórico diz que raramente serão necessárias mais do que 40 fotos para representar um projeto, independente do seu tamanho.
O tratamento da imagem é tão importante quanto a captura. É através do tratamento no Photoshop (ou editor de sua preferência) que você verifica os ajustes finais. Balanço de brancos, brilho e contraste, nitidez, ajuste de aberrações cromáticas, cortes necessários e o principal, ajuste das perspectivas. Todos esses pontos devem ser considerados antes do fechamento do arquivo final. Nessa aula você aprenderá como proceder utilizando o Photoshop como ferramenta.
Muitas vezes esses apps quebram um baita galho!
O Snapseed (disponível para IOs e Android) é um app completo! Você não vai precisar de nenhum outro. Para arquitetura a função "perspectiva" é a que mais pode auxiliar no nosso caso.
Já o Sun Locator, como o nome diz, auxilia na posição solar. Importante para programar se o seu objeto de fotografia estará na face sol ou sombra e tirar proveito dessas situações. Outra informação importante no Sun Locator é mostrar a hora da alvorada e do crepúsculo diariamente.
Por fim o Photoshop para mobile que acompanha a assinatura da Adobe já no pacote básico de fotografia (com Photoshop, Bridge e Lightroom).
A fotografia de arquitetura é envolta em uma atmosfera de glamour e sofisticação. Não é para menos já que o Brasil é um país com renomados profissionais da arquitetura e do design de interiores. A nós, cabe fazemos a leitura dessas obras e sermos remunerados por isso. Mas será que apenas de glamour e projetos assinados por grandes arquitetos vivem os fotógrafos de arquitetura?
É fato que muitos, sim, vivem de fotografar para grandes escritórios e arquitetos, e, como qualquer profissão, eles estão no topo da pirâmide.
Na vida real, no dia a dia, a história é um pouco diferente. Nós, "mortais" precisamos pagar nossas contas e para isso não é possível ficar à espera de uma grande e magnífico projeto.
A realidade é que no dia a dia você deve fazer muitos contatos, falar com arquitetos, decoradores, incorporadores, imobiliárias, industrias e escritórios de profissionais liberais. Todas essas frentes são clientes em potencial.
Muitas vezes aquela pequena imobiliária de bairro gostaria de ter um portfólio apresentável de seus simples imóveis e tem interesse em fechar um pacote com um fotógrafo para isso. No entanto, o valor que ele pode pagar não será o mesmo que o valor de um grande escritório de arquitetura.
Minha sugestão é que você atenda essas pequenas demandas. No final, tudo é trabalho digno e você estará envolvido com o que realmente ama. Esteja disposto(a), principalmente no começo, a encarar todo tipo de projetos, seja ele novo, velho, chique ou não.
Faça o trabalho! Não gostou do imóvel? Não precisa divulgar no Instagram, mas o dinheiro que você receberá valerá tanto quanto ao daquele projeto que você almeja.
Você quer estudar a técnica de outros fotógrafos de arquitetura? Comece por esses: Julius Shuman, Ezra Stoler, Cristiano Mascaro, Nelson Kon, Iwan Baan e Fernando Guerra
Nesse e-book gratuito você conhecerá 15 dicas sobre como fotografar pelas ruas dos grandes.
e-book gratuito com técnicas de marketing, comunicação e redes sociais para escritórios de arquitetura e profissionais da construção civil. Material desenvolvido em conjunto com profissionais de marketing atuantes no mercado.
As paredes contam uma história
Em pouco mais de 20 aulas, rápidas e diretas ao ponto, você aprenderá a analisar visualmente um ambiente e tirar o máximo do que ele pode oferecer.
Até mesmo os ambientes menos atrativos se tornam mais interessantes com as técnicas fotográficas corretas. O inverso também acontece: por mais atrativo que ele seja, se você não souber fotografá-lo, não mostrará o seu melhor.
Se você aplicar parte do que será mostrado nesse curso a sua visão sobre o design de interiores e a arquitetura atingirá outro patamar.
Você aprenderá sobre:
Técnicas fotográficas
O melhor posicionamento antes do clique
Câmera fotográfica adequada
Lentes,
Tripés
Método de trabalho
Como montar uma estação de trabalho voltada para a fotografia de arquitetura e muito mais.
A Bauhaus de Gropius revolucionou o design moderno ao buscar formas e linhas simplificadas, definidas pela função do objeto através do visual clean e sofisticado. Essa visão de simplicidade e poder estético é possível também aos fotógrafos de arquitetura. Esse curso, acima de tudo, fala sobre a simplicidade do olhar.
Espero que você aproveite ao máximo esse curso. Ele foi feito com muito carinho para vocês.
Fiquem à vontade para entrar em contato
Vamos nessa...