
É preciso muita atenção no entendimento sobre o Espiritismo, pois quando falamos de choque anímico estamos tratando de um ambiente de comunicação com um Espírito, na interação de perispírito com perispírito, devemos ter o conhecimento mínimo sobre fluídos e perispírito. Nós devemos nos atentar também que na interação entre um Espírito encarnado consciente da Doutrina Espírita e um outro Espírito desencarnado, que pode não estar consciente do que lhe esteja acontecendo, muito menos saberá que desencarnou e este Espírito pode não ser conhecedor dos postulados espíritas, então o Espírito ouvinte possivelmente não entenderá e, portanto, não sairá daquele estado mental. É aí que se beneficia com o choque anímico, com o intuito de se colher resultados futuros, o Espírito passa a sentir e experimentar sensações que se desacostumou pelo estado de perturbação a que se encontra. Assim o mergulho nesses fluídos salutares do médium fará com que o Espírito passe por uma rápida desintoxicação modificando a sua psicosfera densa naquele instante. Como possuímos livre arbítrio, nosso pensamento interfere na mensagem recebida, seja ela por visão, audição ou outro meio. Essa interferência é influenciada por nossa moral, cultura e inteligência. Hermínio de Miranda disse que “... o pensamento ... acaba retocado com um tom mais leve ou mais carregado de seu próprio colorido pessoal”.