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Escrevendo para Deus: cartas terapêuticas
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113 students

Escrevendo para Deus: cartas terapêuticas

Acesse sua voz interior e alivie dores e angústias
Created byKarina rocha
Last updated 2/2020
Portuguese

What you'll learn

  • Escrever cartas para fins terapêuticos; buscar respostas através da reflexão interna

Course content

3 sections26 lectures36m total length
  • "Entregando para Deus"6:16

    Se você está aqui, é porque acredita que existe ALGO maior que você, e esse algo — essa força divina, que você pode chamar de diversos nomes — possa se comunicar com você. Por acreditar nisso, rezamos, oramos, meditamos e cantamos mantras todos os dias. Outros se conectam nadando no mar, ou passeando por uma floresta. Para estes, a natureza provê o refúgio de paz e entrega as respostas para as suas dúvidas internas. Muitos apenas fazem silêncio, e se encontram em seus templos internos. De qualquer forma, seja lá a forma com que você se conecta, há uma comunicação envolvida nessa relação. Você fecha os olhos e se aproxima. Muitas dessas vezes, o Sagrado responde às suas súplicas trazendo calma e sabedoria.

    Esse curso acredita nisso, e afirma: essa comunicação também pode acontecer através da escrita.

    Quando fazemos nossas preces ou meditamos, estamos em busca de respostas. Essas respostas podem ser simples ou complexas, podem sequer parecer respostas, e são geralmente íntimas. Elas chegam em forma de paz interior, alívio ou calma. Você estendeu sua dor adiante, e a sua divindade a recebeu. Nesse curso, colocaremos nossas dores no papel, endereçando as cartas a quem acreditamos.

    Essas cartas são tentativas de alcançar o nosso íntimo. De lançar luz sobre o desconhecido. De tirar, dessa reflexão, alguma resposta.

    As perguntas que você se faz são variações das eternas perguntas que nos fazemos todos os dias:

    Por que eu não estou me movendo adiante?

    Como fazer para que isso não me afete?

    Como posso mudar o rumo da minha vida?

    Como posso me livrar desse problema?

    Como posso conseguir o que tanto sonho?

    À medida que você vai escrevendo, você vai sentindo que há uma parte dentro de nós disposta a responder essas perguntas. Essas respostas minam de dentro, como água de uma fonte vinda do interior da terra. E você se pergunta: como você não viu aquilo antes? Aquela era a resposta que você procurava!


  • Minha história6:12

    Um exemplo de como nossa intuição pode nos tirar de situações difíceis (e travar diálogos com ela pode nos trazer benefícios)


    Minha história: escrever como forma de obter respostas


    Quem escreve muito, e se dedica a escrever, verdadeiramente mergulhada na escrita, sabe que, em algum momento, o inconsciente toma conta da caneta e você acaba escrevendo coisas que nem sabia ser capaz de escrever. Eu sabia que minhas incursões pela escrita estavam abrindo portas que nunca tinham sido abertas, e que deveria haver uma explicação psicológica para a escrita mexer com a nossa psique.

    Então eu vou contar aqui, rapidinho, como essa escrita me ajudou a entender algo que eu não tava conseguindo entender, aliviou minhas angustias na época e me ajudou, inclusive, a montar o caminho interior.

    Eu vinha escrevendo, diariamente, pela manha. Ia falando sobre a vida, tocando em assuntos delicados, escavando o interior.
    E aí, no dia 17 de fevereiro de 2017, aconteceu algo engraçado. Eu estava na cozinha fazendo o almoço. Tinha sido uma semana difícil – a crise no Brasil estava esvaziando os consultórios de psicologia, eu estava tentando me firmar na área depois de anos morando fora. As coisas simplesmente não estavam rolando. Eu queria fazer algo, uma “ coisa “ que não tinha forma nem nome, e a situação inteira parecia inviável. Eu sabia que essa coisa precisaria unir a escrita à psicologia. Mas como casar esses dois? (eu não conseguia abrir mão de nenhum). Foi então que nesse dia, enquanto cozinhava e ouvia um podcast com uma professora de escrita, tive o primeiro vislumbre. A entrevistadora tinha acabado de fazer uma pergunta para a professora e, enquanto a professora pensava, uma parte minha que eu nem sabia que estava prestando atenção respondeu por mim. A resposta me assustou porque eu não estava preparada para ouvi-la. Saiu de mim, mas não era eu, sabe? (Embora seja eu de muitas maneiras, mas não um eu-consciente).

    Minha resposta foi muito melhor que a resposta da entrevistada, que enrolou demais para dizer o óbvio. Mas a minha resposta foi tão revolucionária que a partir dela eu criei o meu curso de escrita terapêutica.

    Eu procurava aquela resposta há tempos, e essa parte minha sabia. De alguma forma a pergunta que eu me fazia (como juntar as duas coisas que mais amo? como trabalhar com uma sem abrir mão de outra?) estava cozinhando dentro de mim. Quando a resposta veio, ela roubou o meu chão.

    O que eu não sabia é que, uma vez reconhecida (ou ouvida, ou revelada) a Voz não fazia questão de voltar para o lugar de onde veio.

    Com medo, resolvi não agir sobre as conclusões a que cheguei depois daquele 17 de fevereiro. Eu estava morrendo de medo de tentar. De falhar, de gastar dinheiro, de me arriscar na crise, etc, etc, etc.

    Foi então que eu passei a ter sonhos muito estranhos.

    Sonhei que estava em uma ilha e que tinha muito medo de mergulhar no mar escuro que a envolvia. Que uma voz – essa mesma voz – sussurrava no meu ouvido: “salte”. Enquanto ouvia o “salte”, eu via imensas enguias marinhas levantarem a água da superfície. Se eram enguias, cobras imensas, dragões – eu não fazia ideia – só sei que naquela água eu não mergulharia de jeito nenhum. Pular aí? Nem morta!

    Mas o sonho não teve a menor piedade de mim: colocou a seguir, a cerca de cem metros de onde eu estava, minha filha de cinco anos debatendo-se na água, como se estivesse se afogando. Tudo aconteceu muito rápido depois dessa cena: o medo das enguias, o pavor de ver a filha pequena na água, o sussurro “salte”.

    No próximo segundo estou olhando para a menina e franzindo a cara. Espera aí: aquela não é a minha filha.

    Aquela ali se afogando sou eu.

    Acordei na mesma hora.

    Depois desse sonho seguiram-se outros – todos estranhos, todos ao redor da água, eu sempre em segurança na areia. Como em toda virada da vida, nessa mesma época eu colocava as mãos no livro O caminho do artista, da maravilhosa Julia Cameron. Nele, a autora falava sobre as páginas matinais, o que ela chamava de “ponte até o outro lado”.

    Que outro lado, você se pergunta?


  • A escrita como terapia3:38

    Escrever é terapêutico. Nossos pensamentos não seguem uma ordem, uma linha clara e precisa. Eles são uma mistura de lembranças, recortes do dia, pulos no passado, sentimentos sem nome, ansiedades diversas. Mas quando escrevemos, algo muda: nossas ideias se organizam em fila. A escrita ajuda a rastrear os pensamentos e acalmar os sentimentos, e com isso ganhamos foco e clareza sobre o que estamos passando. É por isso que escrever nos ajuda a chegar perto das respostas para os conflitos do dia a dia.

    Por que escrever? Não existe outra maneira de acessar a nossa voz interior?

    Existe, claro. Escrever não é o único meio de contato com a Voz. Podemos rezar e conversar com o divino; podemos meditar e sentir-nos conectados (as) ao divino, podemos até mesmo caminhar e nos sentir conectados ao divino. São muitos os caminhos que levam a Deus.

    Mas podemos também escrever, e esse é um meio bastante eficiente.

    Como pode uma coisa tão corriqueira, costumeira, diária, como escrever, nos colocar em contato com o divino? As respostas são simples:

    • escrever aquieta os pensamentos

    • nos faz submergir em nós mesmos

    • silencia a mente.

    Essas são características conhecidas por aqueles que se conectam-se com o divino (através de reza, meditação ou danças xamânicas, por exemplo.)

    Além disso, escrever também:

    • Oferece a chance de exploração interna

    • De autoconhecimento

    • Nos ajuda na recuperação de memórias

    • Melhora o foco e a organização de ideias

    • Incentiva o relacionamento entre você com você mesmo(a).

    Que são, reconhecidamente, pontos positivos da escrita terapêutica.

    Para quem ainda não conhece a escrita terapêutica, ela é um tipo de terapia que se utiliza da escrita como forma de cura e autodesenvolvimento. Por ser um ato introspectivo, pessoal e emocional, acaba funcionando como uma descarga de sentimentos e emoções, aliviando mente e alma de maneira segura e íntima. Quando escrevemos nos acalmamos, afastamos a mente racional do processo e permitimos, assim, que essa conexão íntima com o Sagrado se estabeleça.

    Se deseja saber mais sobre escrita terapêutica, clique em www.ocaminhointerior.com.br. Lá você pode aprender mais sobre esse tipo de terapia, e conhecer os benefícios da escrita para a saúde.


    O benefício das Cartas:

    Cartas (como muitos outros documentos escritos) podem:

    • potencializar em até quatro vezes o impacto da terapia sobre os pacientes (White, 1995)

    • servir de desabafo e exercício imaginativo

    • servir como um registro da época e de sua melhora

    • podem ser destinadas a pessoas que se foram, ou aquelas que não conseguimos alcançar

    • ajudar a começar um diálogo difícil que você precisa travar

    • dizer o que a boca não consegue e para dar conselhos a nós mesmos

    • são ferramentas poderosas no nosso processo de arqueologia interna

    • dão vozes a histórias que nos foram roubadas, silenciadas, proibidas ou esquecidas

    • são um meio seguro de expressar angústias

    Além disso, elas encorpam nossas narrativas definidoras, aquelas que flutuam sem linhas firmes, no aguardo de uma caneta disposta a eternizá-las.

  • Afaste a mente do processo3:14

    Da mesma maneira que na terapia “soltamos” verdades entre as falas (chamadas de lapsos de linguagem), na escrita pode ocorrer o mesmo. É na "brecha" da mente que se infiltra a alma.

    Afastar a mente do processo da escrita não é algo novo. A técnica foi sugerida ainda na década de 30 por Dorothea Brande, escritora e professora de escrita criativa (professora de Ray Bradbury, entre outros famosos). No decorrer dos anos ela foi sendo disseminada por seus pupilos e mundialmente espalhada por duas escritoras sensacionais: Natalie Golberg, de Escrevendo com a Alma, e Julia Cameron, do Caminho do Artista.

    Nessas páginas (que Julia Cameron chama de páginas matinais) você começa escrevendo sobre qualquer coisa, desde que sua mão não pare de se mover um só instante. O segredo dessa escrita está no efeito que ela causa em nossa psique. Ela tira o nosso cérebro do palco e deixa emergir o nosso "lado artístico”, o inconsciente. E é através desse lugar que surgirá a voz.

    As páginas matinais costumam fazer milagres na nossa psique. Eu sei porque as faço.

    No início você não escreverá nada que preste. Vai escrever sobre seu aborrecimento, suas inseguranças, sobre assuntos irrelevantes, até que, mais ou menos na metade do exercício, sua letra irá mudar. Você não será mais você, ou sentirá um sutil deslocamento no tópico. A energia das palavras vai oscilar entre aborrecida/sonolenta, até mesmo chata para uma escrita enérgica, positiva e destemida, que é uma característica da nossa mente selvagem. Mas então algo vai acontecer.

    É normal que você não consiga estabelecer a rotina de escrita de primeira. Eu tentei por uns dias e desisti, porque minha resistência e meu censor fizeram um bom trabalho. Eu disse que gostava demais de dormir para isso. Só que gosto mais de criar do que de dormir (bem, talvez não, mas posso ceder meia hora de sono para a manhã por minha criação), então retornei.

    Com o tempo algo mudou. Ao invés de escrever sobre qualquer coisa, passei a dialogar com o outro lado. Passei a escrever “Querida Voz” no início e a me despedir no final. As páginas viraram cartas. Eu comecei a escrever perguntas. E as respostas não tardaram.

    Existe diferença entre as páginas matinais de Julia Cameron e as cartas que escreveremos para Deus?

    Embora ambas visem acesso ao veio interior — às imagens e mensagens que só sobem à consciência através de sonhos crípticos (ou lapsos de linguagem) —, as cartas para Deus são profundamente pessoais.

    Ela não visa a criatividade para aplicação posterior em um projeto, ou apenas autoconhecimento para satisfazer qualquer demanda do ego ou do mundo externo. As cartas são um apelo. Elas tem carga emocional, e a intenção clara de ouvir Dele o que está acontecendo com a nossa vida.

    Para onde vamos agora?

    O que fazer nessa situação?

    As cartas são, além disso, profundamente verdadeiras.

    Não que a outra escrita não seja - é que as cartas são mais. Elas falam sobre a suas verdades mais secretas. Nelas trataremos de nós, de nossos sentimentos, emoções, sensações, receios, anseios. Nela pedimos ajuda. E pelo fato de as endereçarmos para Deus, ou para o Sagrado (essencialmene bom), teremos respostas boas e positivas como resposta. A resposta sugerirá que perdoemos quem não queremos perdoar. Que esqueçamos quem não queremos esquecer. Ela oferecerá verdades, e dessa troca você pode esperar redenção e perdão - com o mundo e consigo mesmo.


  • Escrever substitui terapia?0:49

    Escrever substitui a terapia?

    Não. Escrever é um ato seguro, escrever as cartas será extremamente seguro, mas é importante frisar que escrever não substitui o tratamento presencial se você batalha contra algum tipo de condição psicológica. Procure apoio profissional (médico e/ou psicológico) e nunca enfrente uma situação difícil sozinho(a).


  • Onde, quando, como, por que.4:45

    Existe o local perfeito ou ideal para escrever? Um caderno especial? Escrever à mão ou à caneta? E qual seria o melhor horário?


    Não existe lugar perfeito, mas você pode montar o seu lugar especial. Uma mesa, um ambiente arejado, a oportunidade de olhar para fora, para o céu. Se de manhã ou à noite, só você saberá qual é o seu melhor horário.

    Necessário, entretanto, é que você sinta paz ao escrever. Que tenha persistência e insista no silêncio. Que mantenha o ouvido apurado para a voz de dentro.

    Chegue a esse local, seja de manhã ou de noite, com a intenção de ter a conversa mais significativa da sua vida. Feche os olhos e respire profundamente algumas vezes. Para mim, ajuda muito fazer uma meditação guiada. Essa, abaixo, é simples e rápida:


    “Inspire profundamente e tente ouvir a batida do seu coração. Quando encontrá-la, sincronize a batida com a sua respiração. Tente fazer os dois funcionarem no mesmo ritmo, como uma música. Inspira-batida-batida-batida-expira. Atente ao ritmo que eles formam. Quando ambos estiverem em harmonia, abra os olhos, pegue a caneta e escreva a carta.“

    Em seguida, escolha uma carta e pergunte o que quiser. Com o tempo você não precisará do guia que elas oferecem: passará a escrever sobre o que quiser.

    As cartas precisam ser escritas à mão?

    Sim, precisam. As cartas são um tipo “artesanal” de escrita. São íntimas, lápis no papel. Escrever é um treino na arte de perceber o mundo, e a escrita manual exercita a receptividade, que é essa capacidade de estar aberto para ver o que o mundo oferece.

    Lembre-se: a mão está conectada ao braço, o braço ao ombro, o ombro ao tronco, o tronco ao coração. Existe algo na escrita à mão intimamente poderoso. Ao escrevermos com a mão, as palavras parecem vir diretamente do coração. Se duvida, faça o teste!

    Estou pronto. Que material preciso para começar?

    Apenas de um caderno, uma caneta macia e tempo.

    Não desista. Não deixe-se convencer que amanhã você começa.

    Sente-se de olhos fechados na frente do caderno, com a caneta ao lado. Sinta a batida do seu coração e pergunte-se:

    Como me sinto?

    Não tente empurrar as palavras no papel, apenas reflita sobre o seu estado. Se conseguir, escreva algumas frases no caderno.

    Você começará a se ouvir: ouça-se. Siga a sua intuição. Siga a direção da voz sutil que sussurra no seu ouvido. O que virá vem de uma instancia antiga e autêntica, visceral. Você estará o tempo todo consciente do que está acontecendo, apenas mais liberto de amarras.

    Se tiver acesso a uma imagem interna, tente descrevê-la e seja fiel na descrição. Resista a qualquer pressão consciente para ajustá-la ou colocar um sentido definido. Estamos sendo instruídos por elas, mesmo que não saibamos o que elas significam – faça com que cheguem ao papel.

  • Uma última palavra4:04

    “Pergunte, e suas mãos lhe responderão.” - Julia Cameron


    Algumas últimas palavras antes de começar. Baixe o documento e leia sempre que precisar de apoio!

  • Aquecendo as mãos3:57

Requirements

  • saber escrever
  • refletir sobre si mesmo (a)

Description

As palavras escritas exercem uma poderosa influência sobre nós, e sempre causarão uma reação emocional tanto em quem as escreve quanto em quem as lê.

Algumas questões, no entanto, são difíceis de sair (seja pela fala ou através da escrita). Precisamos lidar com resistência, desânimo, descrença e dor. Na escrita terapêutica, escrevemos como modo de atravessar uma ponte. Como forma de alcançarmos uma nova perspectiva. Se as palavras carregam significados e representam experiências carregadas de emoções, escrever é uma forma de liberar energia e desembaraçar o que está embolado.

Cartas (como muitos outros documentos escritos) podem potencializar em até quatro vezes o impacto da terapia sobre os pacientes (White, 1995). Elas podem ser escritas para uma miríade de fins - e nunca enviadas. Podem servir de desabafo e exercício imaginativo, ou mesmo como um registro de melhora.

Cartas podem ser destinadas a pessoas que se foram. Para aquelas que não conseguimos alcançar. Para começar um diálogo difícil. Para dizer o que a boca não consegue. Para dar conselhos a nós mesmos.

E, também, podem ser direcionadas pra o divino.

Como um curso 'não denominacional', chame o destinatário de Deus, Anjos, voz Interior, ou qualquer outro nome. O importante é conversar com algo ou alguém maior que nós mesmos.

Se você está aqui, é porque acredita que o Sagrado pode se comunicar através de suas mãos.Que há um modo de acessar o divino, — como em um mantra, ou uma reza — e receber dele uma resposta.

Transforme a resposta em palavras escritas.


Who this course is for:

  • psicólogos, pessoas que sofrem de ansiedade, traumas; clientes dispostas a explorar seu mundo interior
  • pessoas que gostam de escrever