
As emoções ativam áreas cerebrais mesiais, as mesmas ativadas quando exercemos o autocontrole e memorizamos ou lembramos de algo.
Então, os estados de humor alterados, como a depressão e a ansiedade, confundem-se com alterações na atenção e na memória, por exemplo. Entretanto, as falhas observadas nestas funções intelectuais, quando associadas a desânimo e angústia, por exemplo, representam mudanças transitórias e reversíveis, melhoradas com a recuperação do estado de ânimo.
Assim, ao cuidar com esmero as próprias emoções, as pessoas obtêm uma melhor ativação das suas funções intelectuais preservadas, dependentes primordialmente das mesmas bases neurais.
Identificar os aspectos centrais do Ser.
Atitude de aceitação de si: dar valor a si e às próprias condições.
Atitude de abertura e disposição amorosa para o mundo.
A atenção seletiva é a capacidade de alocar mais recursos para algo considerado como relevante. A relevância dos aspectos é definida em grande medida por nossos valores e prioridades.
Aumentar o encontro favorável com o presente, através do estabelecimento do que é prioritário e relevante (valores) para si, o que deve orientar de dentro para fora sua interação com o mundo.
Sintonizar com o belo, bom e agradável.
Sentir a alegria daquele momento: aumentar a expressão de afeto positivo. Júbilo e contentamento em substituição à amargura.
Aumentar a representação de características centrais e elementos do momento presente em si.
Diminuir a projeção de frustrações prévias ou expectativas futuras no contato com o presente.
Evitar antecipações com conclusões ou reações não contextualizadas.
Atribua valor e disposição afetiva positiva ao que pretende memorizar.
Dê valor ao processo (às tentativas e erros), além dos resultados.
Situações que requerem a aprendizagem de grandes volumes de informação costumam ser vistas como um desafio. A atitude diante do desafio exerce um grande impacto no desempenho.
Conhecer os próprios recursos, através do aumento da percepção dos próprios recursos e conquistas.
Confiar na própria capacidade, amparando-se nos recursos valorosos como o empenho e a vontade.
Muitas pessoas otimizam seu desempenho ao permitir-se um pouco mais de tempo na tentativa de memorização.
Ao permitir-se respirar profundamente, promove-se uma tentativa de renovação em si e no contato com a situação.
Respire e concentre-se no contato com a informação nova.
Respire na recuperação da informação aprendida.
Após um período prolongado de sofrimento, é comum a acomodação em comportamentos passivos e tendências pessimistas.
Identifique este posicionamento como uma escolha e valorize o estado de satisfação, com a contemplação do estado de paz. Passe, assim, a buscar meios de sentir-se melhor, com novas escolhas, que te conduzam a momentos realizadores.
Em momentos de dor, não se entregue à prolongação do lamento. Vigia-te e supera esta sensação com alguma iniciativa transformadora.
Na busca de recursos à tua disposição, identifica o que tem valor para ti.
Busca ativamente os recursos que renovem o teu ser.
Através da compreensão do seu papel ativo na determinação e consolidação do seu bem estar a cada instante, assuma a linha de frente da sua vida e perceba as inúmeras mudanças e escolhas que você pode fazer na sua vida.
Diante de uma situação percebida como negativa, treine a indulgência, com o reconhecimento de que todos compartilhamos dores e limitações (a humanidade comum).
Assim, pode-se identificar a situação como desfavorável, porém sem maldizê-la. A partir desta perspectiva, consegue-se um contato com a situação direto e renovador.
Identificar e discriminar as próprias emoções é um boa ferramenta para perceber a adequação do nosso contato com o mundo.
Atribuir relevância ao bem-estar permite fazer escolhas ajustadas a um pertencimento harmônico no grupo social.
Nas relações sociais, a comunicação está permeada por atitudes em relação a si e aos demais.
Outorgar justo valor a si e às próprias capacidades favorece as oportunidades de expressão, com diversidade, espontaneidade e criatividade.
Reconhecer a condição de fragilidade e imperfeição humana, compartilhada por todos nós, conduz a uma compreensão mais aproximada do que os outros são e nos apresentam.
Atribuir valor positivo aos demais e relativizar os aspectos negativos otimiza a compreensão das diferenças.
O perdão é uma expressão de reconhecimento das limitações e uma oportunidade para a renovação da própria posição diante da pessoa-situação perdoada ou de similares, com o desatar dos nós e a criação de futuros e diferentes laços.
O contato com o diferente, com o novo, com o inesperado pode ser vivenciado com atitude de acolhida, com os braços abertos e com firmeza em si: sem se antecipar nem se recuar.
Assim, evitam-se as antecipações negativas ou ilusórias, que geram evitações e negações ou precipitações e iniciativas desproporcionadas.
Quando sua interação com o contexto ou com as pessoas estiver te causando sofrimento, reconheça que a fonte do sentimento está em ti e que este sofrimento expressa o seu contato com o contexto ou pessoas desafiadores.
Humildemente, esforce-se para conhecer as próprias reações e condições e assim proponha uma mudança em si para gerar transformações no seu sofrimento e certamente impactar as condições de fora, que não dependem diretamente de suas escolhas.
Abra-se ao contato com o diferente, o imprevisto e o inesperado. Quando se assume que estes fatores também determinam os acontecimentos da vida, há menos sentimento de culpa e maior flexibilidade quando as coisas não ocorrem conforme previsto.
Validar que o diferente existe nos permite ter escolhas mais vantajosas diante dos imprevistos e das frustrações.
Antes de entregar-se à frustração porque as coisas não saíram como você previa, ou porque surgiu algum inconveniente, considere as outras possibilidades existentes ou potenciais.
Treine a criação de alternativas e observe que elas te trazem novas experiências, com maior leque de possibilidades e felizes surpresas na sua vida.
A noção da própria capacidade e a atribuição de valor positivo a ela é essencial para enfrentar situações novas com serenidade e êxito.
Evitar o pessimismo com o ajuste amoroso do autoconceito a cada nova tentativa amplia as possibilidades de superação dos desafios.
Com autoternura, perceba seus pequenos avanços e atualize a confiança em sua capacidade potencial!
É comum acreditar que o que nos faz bem são as coisas ou pessoas e sofremos com a ameaça de perda. Quando percebemos que o bem que sentimos é a sensação que temos em nós quando estamos em contato com algo realizador neles, aprendemos a dar valor ao contato com outras manifestações de luz e amor, na ausência das conquistadas anteriormente.
Mudar o foco da manifestação para a essência nos conduz a relações menos possessivas e a permitir a fluidez característica da vida.
A coerência entre o pensar, sentir e agir manifesta-se na espontaneidade no dia a dia.
A coerência entre nossos atos e nossos objetivos é essencial para uma otimização da nossa relação com o mundo. Favorece a integridade e diminui os conflitos internos nas interações sociais.
Faça escolhas tendo em conta (sem impôr) seus princípios, interesses e valores. Estas são mais ajustadas ao alcance dos objetivos, com maior possibilidade de serem bem sucedidas.
Seja autêntico ao permitir-se vivenciar seus valores e suas características únicas.
Reconcilie-se com suas dificuldades através do respeito a si e da autoternura.
A partir de então, sinta-se confortado para buscar e tentar formas de superação.
Aprenda a dissociar o que cabe a ti do que cabe aos demais. Quando entendemos que há fatores em nossa vida que não estão sujeitos à nossa deliberação, aprendemos a adaptar nossa interação com eles, sem querer controlá-los. Assim, reduzimos bastante frustração, culpa ou sofrimentos desnecessários.
A vontade firme te impulsionará a resistir diante dos obstáculos e a ter uma atitude ativa, de busca de soluções.
Tenha clareza sobre o que é prioritário para seu bem estar e consolide sua vontade, com determinação.
Para além do autoconhecimento, a autocompreensão estimula a coerência entre a opinião e a ação. Igualmente, favorece a autenticidade, com maior facilidade e propriedade na tomada de decisão.
Ampliar a consciência envolve apropriar-se de conhecimentos renovadores, de forma que eles provoquem genuínas e estáveis transformações em si.
Vencerás a ti mesmo! Com toda a força, empenho e confiança que você desenvolverá!
Apenas na vivência das situações colocamos nossas habilidades e atitudes à prova. Ressignifique os desafios e agradeça as novas oportunidades que a vida te trará para renovar-se, com formas mais resistentes e amorosas para enfrentar os obstáculos!
Abre-te para a renovação de si, através do processo ativo promovido pelo amor.
Em minha prática profissional como neuropsicóloga clínica, diversas pessoas me alcançam com marcadas queixas de atenção e memória que, após avaliação neuropsicológica, não são atribuíveis a doenças neurológicas. Estas pessoas costumam apresentar quadros de intensa angústia e atitudes desadaptativas quanto à integração social, como a precipitação ou evitação diante de desafios. Este curso foi, então, motivado pela necessidade de dar relevância a fatores psicossociais, como a autoconfiança e a ternura, que parecem interferir no desempenho intelectual e, assim, promover sua otimização. Sentir-se bem é condição necessária para uma eficaz ativação dos recursos cerebrais e neuropsicológicos preservados.
Em paz com o cérebro é uma proposta de reflexão conjunta, com vídeos e exercícios que convidam os participantes a assumir uma perspectiva autônoma na interação com os estímulos do meio, promovendo melhorias no uso da atenção, memória e outras habilidades intelectuais. Em linguagem acessível, o curso está estruturado em seções que fazem uma analogia aos pontos em comum entre processos cognitivos, emocionais e sociais. Com duração determinada pelo ritmo do participante, levará entre 6 e 8 semanas para ser concluído.