
Primeira aula da nossa série sobre Contabilidade Social: uma introdução à macroeconomia. Nesta aula, faremos uma breve introdução, fazendo uma contextualização histórica do desenvolvimento da contabilidade social e do sistema de contas nacionais. Na próxima aula, abordaremos conceitos básicos da contabilidade social.
Referência Principal:
PAULANI, Leda Maria e BRAGA, Márcio Bobik. A nova contabilidade social: uma introdução à macroeconomia - 4. ed. - São Paulo: Saraiva, 2013.
Referências Secundárias:
KEYNES, John Maynard. A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda. Editora Nova Cultural, 1996.
Notas:
[1] Na verdade, as críticas à “Lei de Say” já vinham sendo feitas por vários autores de diversas correntes teóricas como a corrente subconsumista, a marxista, os kaleckianos e os pós-keynesianos em geral, a nova economia política crítica, etc. Talvez o primeiro crítico tenha sido Thomas Malthus. Dizia Malthus: “De todas as opiniões que encontrei de homens capazes e inteligentes, a de Say, afirmando que un produit consommé ou détruit est un débouché fermé (I. i, cap. 15), parece-me ser a mais diretamente contrária à teoria certa e a mais uniformemente em desacordo com a experiência. Mesmo assim, ela é uma conseqüência direta da nova doutrina de que os bens só devem considerar-se em suas relações diretas mútuas, e não com os consumidores. O que, pergunto eu, seria da procura de bens, se todo o consumo, excetuando o do pão e o da água, fosse suspenso durante a próxima metade de ano? Que acumulação de mercadorias! Quels débouchés! Que prodigioso mercado faria surgir esse evento!” (Malthus apud Keynes, A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, 1996, p. 333). Sobre a “Lei de Say”, diz Keynes: “Acredito que a economia em toda parte, até recentemente, tenha sido dominada, muito mais do que compreendida, pelas doutrinas associadas ao nome de J.-B. Say. É verdade que a “lei dos mercados” dele já foi abandonada há tempo pela maioria dos economistas, mas eles não se livraram de seus postulados básicos, particularmente de sua idéia errônea de que a demanda é criada pela oferta. Say estava supondo implicitamente que o sistema econômico está sempre operando com sua capacidade máxima, de forma que uma atividade nova apareceria sempre em substituição e não em suplementação a alguma outra atividade. Quase toda a teoria econômica subseqüente tem defendido, no sentido de que ela tem exigido, esse mesmo pressuposto. No entanto, uma teoria com essa base é claramente incompetente para enfrentar os problemas do desemprego e do ciclo econômico”. (Keynes, A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, 1996, p. 40).
[2] Os fisiocratas tiveram grande influência na política e na economia francesa na segunda metade do século XVIII. Uma introdução ao pensamentos dos fisiocratas pode ser encontrada em: https://www.youtube.com/watch?v=90e13sfUAEY
[3] O economista russo Nikolai Bukharin fez duras críticas à economia marginalista em seu livro “La Economía Política del Rentista - Crítica da Economía Marginalista” (Cuadernos del Pasado y Presente/57, 1974). Em português, o artigo “A crítica de Bukhárin à Economia Política do rentista” do Prof. Aparecido Francisco Bertochi faz uma análise da crítica de Bukhárin à economia marginalista. A tese de doutorado do Prof. Aparecido Francisco Bertochi “A Formação Teórica de Bukhárin e a Transição na URSS: 1906 -1921” também traz grandes contribuições para compreender o pensamento de Bukhárin.
Tese de doutorado (Aparecido Francisco Bertochi): http://diversitas.fflch.usp.br/taxonomy/term/634 Artigo: https://www.unicamp.br/cemarx/ANAIS%20IV%20COLOQUIO/comunica%e7%f5es/GT1/gt1m4c1.pdf
[4] Como apontam Leda e Braga (2013, p. 5, nota 11), os sistemas de contas nacionais vem buscando, de certa forma integrar a matriz insumo-produto, compatibilizando as informações geradas pelas contas nacionais com as geradas pela matriz.
Segunda aula da nossa série sobre Contabilidade Social: uma introdução à macroeconomia. Nesta aula, vamos falar sobre conceitos básicos como produto, renda e despesa agregada.
Referência Principal:
PAULANI, Leda Maria e BRAGA, Márcio Bobik. A nova contabilidade social: uma introdução à macroeconomia - 4. ed. - São Paulo: Saraiva, 2013.
Referências Secundárias:
SANDRONI, Paulo. Dicionário de Economia do Século XXI. Editora Record, 2016.
Notas: [1] Esse assunto é discutido mais profundamente no nosso curso Macroeconomia Keynesiana e Modelo IS-LM - Teoria e Exercícios (disponível na Udemy).
Terceira aula do nosso curso de contabilidade social: uma introdução à macroeconomia. Nessa aula falaremos sobre a identidade macroeconômica fundamental e as óticas do PIB.
Referência Principal:
PAULANI, Leda Maria e BRAGA, Márcio Bobik. A nova contabilidade social: uma introdução à macroeconomia - 3. ed. - São Paulo: Saraiva, 2007.
Quinta aula da nossa série sobre Contabilidade Social: uma introdução à macroeconomia. Nessa aula, vamos falar sobre a estrutura das contas nacionais em uma economia fechada e sem governo, segundo o SNA 68.
Referência Principal:
PAULANI, Leda Maria e BRAGA, Márcio Bobik. A nova contabilidade social: uma introdução à macroeconomia - 4. ed. - São Paulo: Saraiva, 2013.
Sexta aula da nossa série sobre Contabilidade Social: uma introdução à macroeconomia. Nesta aula, vamos falar sobre a estrutura das contas nacionais em uma economia aberta e sem governo, segundo o SNA 68.
Referência Principal:
Paulani, Leda Maria e Braga, Márcio Bobik. A nova contabilidade social: uma introdução à macroeconomia - 4. ed. - São Paulo: Saraiva, 2013.
Sétima aula da nossa série sobre Contabilidade Social: uma introdução à macroeconomia. Nesta aula, vamos falar sobre a estrutura das contas nacionais em uma economia aberta e com governo, segundo o SNA 68.
Referência Principal:
Paulani, Leda Maria e Braga, Márcio Bobik. A nova contabilidade social: uma introdução à macroeconomia - 4. ed. - São Paulo: Saraiva, 2013. #ContabilidadeSocial #Macroeconomia
Oitava aula da nossa série sobre Contabilidade Social: uma introdução à macroeconomia. Nesta aula, vamos falar sobre as contas nacionais no Brasil até 1996.
Referência Principal:
Paulani, Leda Maria e Braga, Márcio Bobik. A nova contabilidade social: uma introdução à macroeconomia - 4. ed. - São Paulo: Saraiva, 2013.
Nona aula da nossa série sobre contabilidade social. Na aula de hoje, veremos a relação entre a contabilidade nacional e a macroeconomia, mais especificamente a teoria keynesiana.
Referência Principal:
PAULANI, Leda Maria e BRAGA, Márcio Bobik. A nova contabilidade social: uma introdução à macroeconomia - 5. ed. - São Paulo: Saraiva, 2020.
Notas:
[1] Paulani e Braga, 2020, p. 78.
[2] Para um estudo um pouco mais aprofundado (Macroeconomia Keynesiana): https://www.youtube.com/playlist?list=PLd-SQfjF9QxUZAdQ3kZw0q3rZ6dTRzOVc
[3] Dizem os autores: “[...] a nova escola tinha abandonado a teoria do valor-trabalho da economia clássica original…” (Paulani e Braga, 2020, p. 79, nota 01).
[4] Como apontam os autores, não há divergência em relação ao chamado “desemprego friccional", ou seja, o desemprego temporário, que ocorreriam quando as pessoas mudam de emprego até encontrar outro, ou quando mudam de cidade, por exemplo. Esse tipo de desemprego não faz parte do conceito de desemprego voluntário dos neoclássicos, nem do “desemprego involuntário” de Keynes (Paulani e Braga, 2020, p. 79, nota 02).
[5] Além de Keynes, economista russo Nikolai Bukharin fez duras críticas à economia neoclássica em seu livro “La Economía Política del Rentista - Crítica da Economía Marginalista” (Cuadernos del Pasado y Presente/57, 1974). Em português, o artigo “A crítica de Bukhárin à Economia Política do rentista” do Prof. Aparecido Francisco Bertochi faz uma análise da crítica de Bukhárin à economia neoclássica. O artigo do pode ser encontrado em: https://www.unicamp.br/cemarx/ANAIS%20IV%20COLOQUIO/comunica%e7%f5es/GT1/gt1m4c1.pdf
[6] Paulani e Braga, 2020, p. 81.
[7] Ver: Macroeconomia Keynesiana: https://www.youtube.com/playlist?list=PLd-SQfjF9QxUZAdQ3kZw0q3rZ6dTRzOVc
[8] Preferência pela liquidez: a demanda por dinheiro é uma demanda por liquidez. Segundo Keynes, há basicamente três motivos para explicar a preferência pela liquidez: transações, precaução e especulação, sendo a última a mais importante para a teoria keynesiana da taxa de juros (Dillard, 1986, p. 154).
[9] Cap. 18 - Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda.
[10] Paulani e Braga, 2020, p. 83.
[11] Paulani e Braga, 2020, p. 83.
[12] Nota dos autores: “vale lembrar que as letras minúsculas a e b, com seus respectivos subscritos numéricos, referem-se às categorias de rendimento que os valores adicionados pela geração do produto nacional bruto produziram, a saber: salários, lucros, aluguéis e juros” (Paulani e Braga, 2020, p. 85, nota 4).
[13] Em vez de 1/(1 - b), o multiplicador passará a ser 1/(1 - b + bt1) se incluirmos uma alíquota do imposto de renda.
[14] Como bem apontam os autores: “Boa parte do estupendo crescimento…" (Paulani e Braga, 2020, p. 86, nota 6).
[15] Paulani e Braga, 2020, p. 86.
[16] Paulani e Braga, 2020, p. 86.
[17] Paulani e Braga, 2020, p. 87.
[18] Keynes, A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, 1996, p. 40.
[19] Paulani e Braga, 2020, p. 87.
Décima aula do curso Contabilidade Social. Na aula de hoje veremos as identidades contábeis presentes no sistema de contas nacionais.
Referência Principal:
PAULANI, Leda Maria e BRAGA, Márcio Bobik. A nova contabilidade social: uma introdução à macroeconomia - 5. ed. - São Paulo: Saraiva, 2020.
Notas:
[1] Disponível em: https://unstats.un.org/unsd/nationalaccount/docs/1993sna.pdf
[2] Disponível em: https://unstats.un.org/unsd/nationalaccount/docs/sna2008.pdf
[3] Que é "O cotejo entre receitas e despesas" (Paulani e Braga, 2020, p. 95).
A/V - 4
Referência Principal:
PAULANI, Leda Maria e BRAGA, Márcio Bobik. A nova contabilidade social: uma introdução à macroeconomia - 5. ed. - São Paulo: Saraiva, 2020.
Notas:
[1] Disponível em: https://unstats.un.org/unsd/nationalaccount/docs/1993sna.pdf
[2] Disponível em: https://unstats.un.org/unsd/nationalaccount/docs/sna2008.pdf
[3] Série Relatório Metodológico, n. 26, IBGE). Disponível em: encurtador.com.br/ehkF3
[4] Sobre a matriz de insumo-produto ver: https://youtube.com/playlist?list=PLd-SQfjF9QxWTNhSEyxS2Zl_08YAp4MEB
Referências:
PAULANI, Leda Maria e BRAGA, Márcio Bobik. A nova contabilidade social: uma introdução à macroeconomia - 5. ed. - São Paulo: Saraiva, 2020.
Notas:
[1] Em 2007, o IBGE divulga a série de Contas Nacionais com base no SNA 93 e com o ano de 2000 como referência.
[2] Ver: Economia Monetária e Financeira (Carvalho et al.).
[3] Setores institucionais: “Para o IBGE, uma unidade institucional caracteriza-se por ter autonomia de decisão, unidade patrimonial e capacidade de possuir ativos e contrair passivos” (Paulani e Braga, 2020, p. 126). São cintos os setores institucionais: I) empresas não financeiras, II) empresas financeiras, III) Governo geral, IV) instituições sem fins lucrativos a serviço das famílias (ISFLSF) e V) famílias.
[4] Disponível em: https://
[5] “A nova CNAE, além de muito mais desagregada que a anterior (são 68 setores e 128 produtos contra 56 setores e 110 produtos, na versão anterior), está muito mais próxima dos padrões internacionais de classificação” (Paulani e Braga, 2020, p. 110).
[6] Disponível em: https://
[7] Disponível em: https://
[8] Disponível em: https://
[9] Disponível em: https://
[10] Ver: Paulani e Braga, 2020, p. 111, nota 19.
[11] Como explicam os autores, esses elementos são fundamentais para o planejamento da produção: “De fato, um gasto com avaliação mineral de determinado terreno, uma vez efetuado, servirá indefinidamente para o planejamento da produção, independentemente de seu resultado ser positivo ou negativo do ponto de vista potencial de exploração econômica estimado pela referida avaliação. O mesmo se aplica aos gastos com P&D. Os bancos de dados também são ativos e muito valiosos para determinadas atividades e, ainda que tenham que ser continuamente atualizados, o estoque de informações já existente se enquadra na definição de ativo fixo” (Paulani e Braga, p. 111).
Sejam bem-vindos ao curso Contabilidade Social: Um Introdução - Teoria e Exercícios.
Neste curso faremos uma introdução à contabilidade social, mostrando as estruturas das contas nacionais, as identidades macroeconômicas fundamentais, além de compreender conceitos econômicos fundamentais. Além do mais, o curso conta com uma série de questões de concursos públicos, para aliar a teoria e a prática, para uma melhor compreensão do conteúdo.
O curso está dividido em quatro seções: I) Introdução e conceitos fundamentais; II) Estrutura Básica das Contas Nacionais (SNA 68); III) Contas Nacionais e Macroeconomia; IV) O Atual Formato das Contas Nacionais no Brasil.
No tópico I, abordamos questões fundamentais, fazendo uma introdução e mostrando o desenvolvimento histórico das contas nacionais. Também tratamos da identidade macroeconômica fundamental e das óticas do PIB.
No tópico II, tratamos da estrutura básica das contas nacionais (System of National Accounts 68), começando com uma economia fechada e sem governo, depois incorporando o comércio exterior (economia aberta) e, por fim, incluímos o Estado. Além disso, tratamos das contas nacionais no Brasil até 1996.
No tópico III, mostramos a relação próxima da contabilidade social com a macroeconomia, abordando um pouco do pensamento do economista britânico John Maynard Keynes.
No tópico IV, veremos o formato atual das contas nacionais no Brasil, abordando contas como a Tabela de Recursos e Usos (TRU), entre outras.
IMPORTANTE: com o passar do tempo, novas aulas serão incrementadas. Portanto, o curso ganhará ainda mais conteúdo e qualidade.
Espero que gostem do curso! Até mais.