
Bem vindos ao curso de como montar um currículo para vagas fora do Brasil, me chamo José e serei seu professor durante este curso. Atualmente sou analista de produtos e gerente de projetos em uma empresa desenvolvedor de software, trago com base em meus conhecimentos e estudos realizados, informações para que ao fim do curso vocês saiam aptos a criarem ou melhorarem seu currículo para vagas fora do pais.
Recrutamento e Seleção é a disciplina de Recursos Humanos responsável pela atração dos melhores candidatos para ocuparem as vagas de emprego em uma empresa.
Este setor vem sendo um dos mais impactados por novas tendências e, assim como as áreas de vendas e marketing já passaram, está passando por uma grande transformação em termos de papéis dentro das companhias.
Um novo RH pede passagem e, pensando nisso, listamos a seguir algumas das tendências que envolvem a área para que você se planeje e, até mesmo, exercite e antecipe-as dentro da sua companhia.
A transição, de operacional para estratégico, que vem sendo muito falada ao decorrer desse ano, será ainda mais evidente conforme o passar do tempo.
O fluxo de informações aumenta a cada dia, e saber gerenciá-las e utilizá-las para a tomada de decisões será fundamental para o sucesso da área de Recursos Humanos.
No recrutamento online, a internet é a principal ferramenta para tornar os recrutamentos externos ou internos mais eficientes.
O ideal é contar com o auxílio de plataformas especializadas. Tais softwares, ao mesmo tempo, alcançam um número incontável de candidatos e automatizam processos.
Os benefícios desse modelo são os seguintes:
divulgação dos anúncios em meios digitais;
facilitação da comunicação com os candidatos;
ampliação do alcance do processo;
possibilidade de filtragem automática de currículos;
tradução das informações em elementos visuais (gráficos, tabelas, quadros e afins);
automatização de um grande número de tarefas;
No Recrutamento Externo e Online, é preciso, ainda, pensar cautelosamente na forma como as vagas serão divulgadas.
A palavra Headhunter significa, em inglês, – literalmente – “caçador de cabeças”.
Ou seja, ele é um profissional contratado para encontrar um talento e localizar indivíduos específicos, que atendam aos pré-requisitos solicitados pela empresa.
Talvez a coisa mais comum que as contratações dizem que estão procurando é "em forma". Mas "ajuste" é um termo vago que não tem a especificidade que a maioria dos candidatos a emprego procura. Então, o que "se encaixa" realmente implica? Algumas delas exigem adicionar uma perspectiva única e habilidades definidas a uma organização. O entusiasmo por um papel de perspectiva e organização certamente se relaciona com "ajuste". Outro elemento de "ajuste" requer alinhamento de personalidade com a equipe ou organização que você planeja participar.
Mas há mais elementos para caber que podem ser difíceis de quantificar. No entanto, independentemente de cada cultura corporativa única de cada organização, existem certas qualidades - preparação completa, profissionalismo, pontualidade, etc.- que se alinham com a concepção de "ajuste" de qualquer empresa.
A internet está cheia de artigos e posts em blogs oferecendo listas de coisas que os gerentes de contratação desejam que os candidatos soubessem antes de sua entrevista. Aqui está uma lista das coisas mais comuns dessas publicações:
As organizações já pesquisaram você antes da entrevista.
Preste atenção aos detalhes, eles importam.
As organizações procuram por "bandeiras vermelhas". Por exemplo, as equipes de contratação verificam suas contas de mídia social.
Fazendo as perguntas certas para mostrar que entende a empresa.
Guarde as negociações para a carta de oferta, não mais cedo.
Os gerentes de contratação verificam as referências.
- Procure informações sobre o seu destino
Primeiramente, antes de escolher o seu destino, pesquise bem sobre a situação atual dele, não apenas economicamente, mas também humanitária. Sabemos que a Espanha passou por uma crise de empregos recente, já a Grécia além da crise econômica, sofre com a questão do elevado número de refugiados e a China tem alguns problemas com as questões de condições de trabalho. Então, pesquise! Busque informações nos sites locais, nas redes sociais, blogs e, principalmente, fontes do governo.
Além disso, para que você não corra o risco de passar por dificuldades e ficar ilegal em qualquer lugar do mundo, é importante que você procure as informações sobre as leis que imperam no seu destino. Acesse o site da embaixada referente ao país que você deseja ir e leia atentamente as regras que você deve seguir para trabalhar legalmente, o que cada visto permite e quais os seus direitos. Só depois, faça a sua solicitação.
Atualmente, países como os Estados Unidos, Canadá, Irlanda, Austrália, Nova Zelândia, Uruguai e Argentina têm uma política de visto com abertura maior para que brasileiros busquem vagas de emprego.
- Deixe o preconceito de lado
A maioria das pessoas sonha em trabalhar na sua área de formação, mas nem sempre você vai conseguir logo de cara a sua vaga dos sonhos, portanto se permita avaliar outras posições no mercado de trabalho. O que no Brasil chamamos de “subemprego”, fora do país pode significar uma porta de entrada. Primeiramente, é ali que você pode começar a construir sua rede de contatos profissionais, além de ser uma ótima oportunidade para pegar o ritmo de trabalho e do idioma local.
Vagas para trabalhar em eventos, ginásios, estádios e hotéis como recepcionista ou garçom são muito frequentes. Existem inclusive empresas que trabalham apenas selecionando interessados nessa área de “hospitality”. Além de serem mais fáceis de serem conseguidas, essas posições ainda permitem uma flexibilidade boa de horário, facilitando que você tenha disponibilidade para buscar outro emprego quando desejar.
- Acesse sites de emprego
Assim como no Brasil, no exterior também existe uma vasta gama de site de empregos, então aproveite e explore-os. Esses sites além de serem uma forma de você achar a sua oportunidade, também servem como um expositor do mercado local. Através deles você consegue identificar em que área existe mais vagas e qual a média salarial praticada em cada setor.
Um dos principais sites no mundo é o Indeed. Ele está presente em mais de 60 países.
Outro site bastante usado na Europa devido aos seus recursos, é o EURES. Já o SEEK é comum na Austrália e na Nova Zelândia. E na África é o Careers in Africa que divulga vagas de todos os países do continente.
- Prepara-se para possíveis contatos
Após ter realizados suas pesquisas, ter feito um bom currículo e ter aplicado para as vagas disponíveis, esteja preparado para prováveis contatos e entrevistas. Mantenha-se sempre que possível conectado e disponível para tirar qualquer dúvida de seu potencial empregador.
Dependendo do setor de atuação e do perfil da empresa para qual você fez a sua aplicação, é provável que eles solicitem uma entrevista via vídeo e/ou a realização de testes on-line, inclusive teste de idioma. Portanto, se você está “enferrujado”, este é o momento de buscar maneiras de praticar o idioma para que você se sinta mais seguro e confortável quando for preciso manter contato.
Além do visto de trabalho, alguns países dão a oportunidade de imigrantes trabalharem também através de vistos de estudante. Neste caso, a carga horária tem um limite menor e está condicionada ao fato de você ter uma matrícula em um curso corrente. Esse visto pode ser uma boa porta de entrada para você conhecer o mercado local, antes de aplicar para uma vaga mais estável.
Para vagas de nível superior, procure saber se haverá necessidade de tradução dos seus documentos e/ou validação no país de destino. Lembrando que normalmente diplomas e histórico requerente tradução, e traduzir estes documentos ainda no Brasil sai bem mais barato. Basta você procurar a Junta Comercial da sua cidade e solicitar o serviço de tradução juramentada.
No Facebook existem muitos grupos de brasileiros que moram no exterior (Brasileiros em Dublin, Brasileiros em Sydney, etc.). Entrar nesses grupos para perguntar sobre o mercado e a oferta de empregos é um ótimo mecanismo de pesquisa.
Uma pesquisa divulgada no início deste ano pela companhia de recrutamento e seleção Talenses revelou que 91% dos brasileiros têm vontade de deixar o país para trabalhar no exterior.
As vagas de trabalho internacionais podem ser realmente tentadoras, mas para concorrer é necessário apresentar um currículo estrangeiro. Dependendo do país, o modelo é bem diferente do que os profissionais estão acostumados no Brasil.
- Tamanho ideal e informações obrigatórias
O currículo internacional é totalmente diferente do brasileiro. “Principalmente na Europa, é necessário adicionar muito mais informação”. Por isso, o ideal é que o documento possua de 2 a 3 páginas.
Os candidatos devem pesquisar as especificidades de cada país antes de enviar as informações. Na Alemanha e na Holanda, por exemplo, é muito importante especificar a data de nascimento e inserir uma foto pessoal. Na Irlanda, por outro lado, esses dados não são bem vistos.
Além disso, segundo uma nova lei criada pela União Europeia, a GDRP (Regulamento Geral sobre Proteção de Dados), uma pessoa só é obrigada a informar no documento o número de telefone, email, nome e o perfil do LinkedIn”. A ideia é manter a privacidade.
– Summary
Após as informações pessoais obrigatórias, é necessário inserir um “summary”, que consiste em um parágrafo de aproximadamente quatro linhas informando, de forma geral, a experiência que o profissional possui, o que faz hoje, quantos idiomas fala, quantos anos de trabalho possui e em quais áreas já atuou.
“Essa parte deve ser baseada em dados e conquistas, em números; não em palavras como ‘proativo’, ‘pontual’, etc.”.
– Education
Logo abaixo do summary, deve ser inserida a formação acadêmica do candidato, especificando faculdade e cursos, o país de cada um deles, o ano de início e conclusão. Se o candidato tiver acabado de se formar, ele pode colocar os principais módulos de sua graduação.
“Não recomendamos escrever ‘diploma’, isso é muito vago, o ideal é colocar ‘Bachelor Degree’. Pode ser Bachelor Degree in psychology, ou in engineering”. “Também é possível colocar ‘Master Degree in’, ‘MbA in’ ‘Technical Degree in’, etc”.
– Carreer Background
Abaixo de education, então, é necessário inserir todas as experiências profissionais em ordem cronológica, começando pelo trabalho atual do candidato e apresentado as anteriores da mais recente para a mais antiga.
É importante inserir sempre o mês em que começou e terminou cada trabalho e o país em que atuou. “Quanto mais internacionalizado for o currículo, melhor. Mesmo que o profissional só tenha trabalhado no Brasil, se já fez algum projeto para outros países em uma multinacional, é importante especificar.”
Ainda sobre ordem cronológica, se o candidato realizou algum intercâmbio, curso no exterior ou passou determinado tempo fora do Brasil, ele deve inserir esta atividade junto com as profissionais, para não deixar no currículo nenhum intervalo de tempo vazio.
– Achievements
Abaixo de cada experiência, o candidato deve colocar quais projetos e conquistas realizou na empresa. “Chamamos isso de ‘achievements’, eles consistem em tudo que um profissional trouxe de valor para a empresa, construiu, desenvolveu, ou cortou custos – tudo que ele fez a mais.”
Estas conquistas podem ser algum aumento de lucratividade ou produtividade e alguma mudança. O candidato não precisa tê-las feito pessoalmente: se ele fez parte do time que desenvolveu o processo já é suficiente.
“Para uma empresa europeia pagar o visto e trazer de outro país uma pessoa completamente nova, que não conhece a cultura local, a companhia deve ter certeza de que este funcionário não vai fazer só o que foi contratado para fazer, e sim mais.”
Quando um candidato possui muitos tempo de experiência, como 10 ou 20 anos, para apresentar as vagas mais antigas não é necessário descrever todo o trabalho realizado, e sim apenas o cargo e as conquistas.
– Skills
Essa parte do currículo, que deve ser inserida abaixo das experiências profissionais, envolve idiomas que o candidato fala, habilidades de computação, softwares e, também, ‘soft skills’, ou habilidades humanas – agora sim, características como ‘proativo’ e ‘pontual’ são bem-vindas.
O candidato deve especificar nesta parte as skills exatamente como descritas na vaga da empresa.
“Na Europa, cada empresa tem um software chamado ATS (application time solution). Este programa faz um rastreamento e procura quais currículos melhor correspondem ao ‘job description’ da empresa.” Essa busca é feita por palavras-chave cadastradas e somente os currículos selecionados serão consultados pelos recrutadores.
Por causa deste software, o candidato pode possuir um currículo genérico, idêntico ao linkedIn e, para cada vaga ele que ele deseje aplicar, altere a descrição e insira as palavras-chave específicas.
– Volunteering and professional references
Por último, é fundamental em um currículo europeu que o candidato apresente seus trabalhos voluntários, caso tenha realizado, e quais referências profissionais possui.
Após a implementação da lei GDRP na Europa, não é permitido colocar o nome nem o telefone de pessoas que trabalharam com você. O que deve ser feito é colocar a empresa, o e-mail geral da empresa e o site de algum projeto online, se existir.
Somente na entrevista de emprego o candidato pode informar o nome e o contato de algum antigo chefe ou colega de trabalho.
É comum entre os profissionais brasileiros que, ao aplicarem para uma vaga internacional, apenas traduzam os cargos e as informações.
“Um erro muito comum acontece com assistentes administrativos, que é uma vaga muito boa. Grande parte dos profissionais traduz como ‘assistant administrator’, que aqui na Europa é uma vaga de estagiário. O correto seria ‘account assistant’”.
O mais recomendado é pedir ajuda a uma consultoria, ou a um profissional que trabalhe com recrutamento no mercado internacional – e não a um tradutor. Outro conselho para saber a tradução da vaga está correta é sempre buscá-la no LinkedIn, conferir se existe e consultar qual a formação das pessoas que trabalham nestes cargos.
“Eu sempre indico que nos currículos a vaga esteja escrita da forma mais genérica possível, para o recrutador não possuir dificuldades de entender. Durante a descrição do cargo os profissionais podem explicar mais detalhes.”
“Os brasileiros precisam entender que o LinkedIn não é uma rede social, é uma plataforma de recrutamento. Na Europa, as multinacionais contratam os serviços da plataforma para poder monitorar os candidatos mais qualificados e ‘roubá-los’ de outras empresas”.
Por isso, para aqueles que desejam uma vaga no exterior, o mais importante de tudo é manter o perfil no LinkedIn sempre atualizado, com as informações mais completas possíveis, o e-mail e site de cada empresa que o profissional já trabalhou, tudo em inglês.
O o currículo enviado pelo candidato deve bater 100% com as informações do LinkedIn. Se isso não acontecer, o recrutador vai achar que o profissional está mentindo e, então, descartá-lo.
Aula rápida mostrando como criar um currículo moderno utilizando o Word.
Tenha muita atenção ao fazer o seu currículo. Pesquise nos sites locais que tipo de currículo é comum naquele país, foque nas suas habilidades que podem ser úteis de acordo com a vaga que você está aplicando e seja sincero quanto os seus conhecimentos. Não adianta colocar uma infinidade de cursos, se nenhum deles tiver qualquer correspondência com a oportunidade a qual você pretende concorrer. Então, seja direto!
Esse é um curso rápido mas importante para quem deseja ingressar na carreira no exterior. Desde iniciantes saindo da faculdade para um primeiro emprego, até gerentes que pensam em entrar na área de trabalho no exterior, esse curso é para você.
Nele pontuamos diversas informações atuais sobre processos de recrutamento, qual a visão de um recrutador e quais pontos fortes devemos ter em entrevistas. Algumas dicas de como trabalhar fora do país, quais cuidados e atenção devemos ter. E principalmente passo a passo de como montamos um currículo perfeito para que você possa ingressar no mercado de trabalho do exterior.
Vantagens de trabalhar no exterior
Entre as grandes vantagens de se trabalhar no exterior estão:
Ter um diferencial no currículo;
Possibilidade de salário melhor;
Melhor qualidade de vida;
Aprender habilidades novas e técnicas de diferentes culturas;
Aprender a trabalhar em ambientes de trabalho completamente diferentes;
Aprender a trabalhar com pessoas de outra cultura;
Desenvolver uma outra língua.
Desvantagens
Já entre as desvantagens de se trabalhar no exterior e traçar uma carreira internacional estão:
Incerteza do novo, da adaptação e como será o novo trabalho;
Saudades da família e dos amigos ficaram no Brasil;
Insegurança de falar outro idioma durante o trabalho;
Ser um estrangeiro no país e enfrentar as dificuldades inerentes a essa condição (como a xenofobia, por exemplo);
Diferenças culturais do país e do ambiente organizacional.