
#BAIXEM A APOSTILA/LIVRO DO CURSO NA AULA 2#
Você já deve ter passado por essa situação. Caso não, certa- mente passará, salvo se for um alienígena. Pensando bem, até alienígenas devem ter momentos em que a vida, o destino, o acaso, o azar, o universo, Deus, tudo force o encontro com dois caminhos: o do Basta ou o do Foda-se. Pois é, nessas ocasiões não existe o meio termo, o belo caminho do meio, quando, ro- manticamente, podemos nos dar ao luxo de sermos evoluídos espiritualmente para tomarmos a decisão divina.
Tem horas em que ou você “Dá um Basta” ou “Toca o F...”. Para este último caso, inclusive, já existem obras maravilho- sas acerca do tema[1]. Entretanto, acatá-lo em sua vida é uma decisão que pode funcionar ou não, só depende de você. Porém, há um outro caminho, que é o propósito deste livro, o do Basta! Chega de sofrer! Deu dessa ansiedade doentia, desse medo irracional!
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Deixar a vida para ser guiada apenas pela incerteza, pelo acaso, não é uma característica sua, nem minha, nem de nin- guém. Queremos uma vida plena, repleta de coragem e de conquistas. Somos todos o resultado de um processo evoluti- vo complexo. Nossos antepassados construíram um mundo tentador, dominaram o clima, a escuridão, a distância, a cura para diversas doenças; construíram os direitos humanos, a po- lítica, a engenharia, a economia, a matemática, entre tantos conhecimentos que melhoraram a vida do ser humano. Nós somos parentes desses caras! Mas, diferentemente deles, não construímos uma boa estratégia para enfrentar nossa ansie- dade, nossos medos, ainda. Imagine-se sem medo? Sem essa ansiedade? Imagine onde chegaria profissionalmente e pes- soalmente! Pois, você é assim! Esse é o seu verdadeiro EU.
Para isso, há de se montar uma estratégia! A sua GrandeEstratégia! Sofrer e não fazer nada é deixar o seu destino nasmãos do total acaso. É como se sua vida fosse uma cadeia de“cisnesnegros”,eventosinesperados.Sabemosqueissonãoéverdade! Não funciona levar a vida assim. Assumir o destinoda sua vida é uma obrigação, um ato de amor consigo.
Vivemos em um mundo repleto de emoções! Emoções em shows e concertos musicais. Emoções em filmes e séries. Emoções em relações amorosas que desgastam ou motivam um ou ambos os parceiros. Emoções em propagandas e co- merciais acerca de produtos e serviços, muitas vezes, inúteis. Emoções no trabalho, ao tratar de temas que julgamos a so- lução para os problemas da empresa, do País ou do mundo. Emoções em nossas merecidas férias, naquela montanha ma- ravilhosa ou naquela praia afrodisíaca. Acostumamo-nos com uma vida repleta de emoções, grande parte delas, vividas de forma exagerada.
E a nossa Razão? Nossa Racionalidade? Nosso bom senso? Nossa lógica? Onde se encontra? Por que tantos comportamen- tos irracionais? Jean-Jacques Rousseau, em seu Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens, no século XVII, argumentou que a lei natural dos homens não permitia desigualdades de origem entre os seres humanos, por tratar-se de uma norma eterna derivada da razão. Existe, segun- do o autor, uma racionalidade interna, característica a todas as pessoas, que não mostra ser lógico discriminar os seres huma- nos. Rousseau apelou para essa razão ao defender o fim das de- sigualdades irracionais. A razão sempre permeou o pensamento humano e a filosofia. Infelizmente, afastou-se do mundo real, da sua manifestação, que é o comportamento humano.
O mundo está repleto de emoções como produtos e ser- viços! Vendem e comercializam o tempo todo a emoção. Compramos emoção ao viajar, ao comer em um restaurante, ao adquirir uma roupa nova, um perfume. Isso tudo traz emoção, provoca uma reação em nosso corpo, que sentimos de varia- das maneiras.
Logo, quando viajamos de avião, a preocupação pode ser uma reação emocional correta. Mas, quando nos apavora- mos, essa reação é imprópria. Foi uma emoção exagerada, com uma intensidade diversa daquela que seria a adequada. Excepcionalmente (para alguns, usualmente), deixamo-nos le- var por reações emocionais que se opõem à razão.
O surgimento da palavra “Razão” possui várias explicações entre diversos autores. Podemos perceber definições importantes em áreas que vão da teologia à psico- logia, da economia à matemática. Mas, alguns aspectos são essenciais para compreendermos a nossa Grande Estratégia:
1º) a probabilidade de ocorrência de um evento;
2º) a razoabilidade de que esse evento ocorra da ma- neira como tragicamente pensamos.
O padecimento decorrente de uma enfermidade, seja física ou seja “da alma”, faz parte do ser humano. Nessa condição, so- fremos fisicamente e psicologicamente durante nossa existên- cia. Terapias tradicionais e não tradicionais buscam maneiras de minimizar o sofrimento humano, o que parece contraditório porque o sofrimento faz parte da nossa vida, do nascimento à morte. Não há como escapar ou lograr o sonho de uma vida 100% feliz. Momentos ruins vão aparecer porque fazem parte de nossa condição.
O sofrimento, portanto, é inerente à pessoa. Não tem como se esconder. Contudo, sabemos que há como minimizá-lo. Não falo do uso de drogas ou do escapismo em direção à loucura. Seria por outra maneira, mais saudável, alterando nossa forma de encarar e de analisar o que estamos sentindo, buscando no- vos meios de resposta. Merecemos uma vida repleta de bons momentos, não o contrário!
Probabilidade é o “estudo de eventos e resultados envol- vendo um elemento de incerteza”, nas palavras de Charles Wheelan. Simplificando ainda mais, probabilidade é a expectativa de que algo ocorra. É a chance de ocorrência de um fato, um fenômeno, um ato, um pensamento, uma catástrofe, uma desgraça, uma benção, uma alegria. Trata-se de uma hipótese formulada por nossa mente que pode ser ou não confirmada.
Razoabilidade é ser razoável. Opa, deixa eu explicar mais. É ter discernimento, ponderar, ter prudência. Eu posso analisar um fato do ponto de vista da probabilidade de ocorrência, como por exemplo, o fato de brigar muito com meu colega de trabalho. Existe a probabilidade de que brigue muito com ele nos próximos projetos, baseado nas minhas experiências passadas, na amostra que possuo sobre esse comportamento com ele. Ou seja, existe uma probabilidade alta de que volte a brigar.
Do ponto de vista da razoabilidade, este é um elemento que ultrapassa o provável, que é a maior racionalidade ao tratar essa amostra. Ainda que seja provável, segundo minha amos- tra, de que volte a pelear com meu companheiro de escritório, posso não reagir dessa forma. Nossa, difícil isso, é verdade. Entretanto, basta treino!
Ansiedade, companheira de quase todos os momentos da vida. Propulsora de diversos projetos, carrasco de outros. É verdade que eu a neguei durante grande parte da minha exis- tência. Não a desejava. Ela me incomodava, causava sensações que odiava, detestava. Mas, sempre depois, ensinava-me algo. Que forma sinistra de aprender! - Quero isso para mim não! Dizia sempre, após um colapso e um aprendizado.
Até que um dia, percebi que ela seria minha companhia por toda minha trilha neste planeta. Parei de lutar contra ela. No primeiro momento, apenas aceitei. Assim como um parente por afinidade ou um amigo de trabalho que temos que tolerar, aceitei. O período de aceitação é o mais longo, o mais difícil, e me possibilitou en- xergar diversos aspectos que adorava esconder de forma intensa.
Talvez isso aconteça com muitos. A ansiedade, aprendi, é aquela amiga verdadeira, que diz o que não queremos ouvir, mas que ao final, deveríamos ter escutado. Aquele incômodo forte, garganta apertada, respiração descontrolada e pensa- mentos catastróficos são os fogos de artifício dessa misteriosa amiga para chamar a nossa atenção. E é impressionante que na maior parte das vezes, não escutamos ou enxergamos. Apenas sofremos bastante, sem qualquer reação.
Ansiedade é uma emoção normal. Difere dos transtornos afetivos e das psicoses. A ansiedade é motivadora! O problema é quando há o excesso dessa emoção, inviabilizando, muitas ve- zes o desempenho cotidiano de uma pessoa. Aí há o transtorno da ansiedade, vilão de muitos.
Todos nós sentimos a ansiedade! Ainda que não consigamos defini-la, tecnicamente, sabemos como se parece, seus contor- nos, sua intensidade, sua sensação. É um hábito] que treina- mos para ter desde pequenos. É um costume que alimentamos e embelezamos para nos perseguir por toda a vida. Alguns se preocupam menos, outros fazem da preocupação uma cons- tante na própria vida. A ansiedade tóxica é trazida por nós de forma irracional para dentro de nossas peles para depois assu- mir o controle dessas biografias.
As preocupações são a forma “quase-física” da ansiedade se manifestar diante de nós. É como se pudéssemos tocá-las. Quando estamos preocupados, pensamos, há uma boa razão para isso. Entretanto, já perceberam que grande parte de nos- sas preocupações não são reais, mas imaginárias? Pois é, pare- cem reais, mas vamos fazer um exercício e veremos que estão mais no mundo do “se” do que do “é”.
Há algo sobre “fazer” um caderno. Escrevo em cadernos desde os quatorze anos de idade. Parecem lugares seguros para mim. Hoje, não dispenso meu celular ou o tablet com caneta stylus. Anoto tudo nele, em documentos virtuais. Minhas anotações são meus locais e momentos, em que posso comemorar ou chorar, onde posso desabafar ou resmungar. É onde converso comigo sobre aspectos do passado e do presente, mas, princi palmente, onde planejo meu futuro.
Meu caderno é uma extensão de mim. Está sempre à mão. É verdade que, normalmente, já consigo organizar meus pensa- mentos catastróficos, analisá-los e concluir algo de forma qua- se sempre mental. Entretanto, algumas vezes, a emoção vem muito forte e meu caderno está sempre disponível. O ato de escrever em algo já nos faz parar um pouco. Isso é salutar. Essa pausa é praticamente uma respiração profunda. Um momento de relaxamento. Pensar que está escrevendo algo já é o pedaço de uma meditação, um corte rápido e eficaz a um pensamento catastrófico que possa estar passando.
E qual é sua missão? Temos tantas, comprar nosso aparta- mento, trabalhar no emprego dos sonhos, construir uma casa, formar uma bela família, ser um bom cidadão, respeitar os de- mais, fundar uma empresa, casar-se com a pessoa dos nossos sonhos. Muitas são as nossas missões na vida, mas existe uma que precede todas as demais: cuidar de si mesmo!
Somente a partir dessa grande missão é que as demais se tornam possíveis. Cuide de si, seja uma pessoa melhor para você, aproveite cada momento da sua vida para aprender algo, curtir, emocionar-se. Tenha em mente que a vida é curta e os momentos de equilíbrio entre emoção e razão farão você des- frutar mais essa jornada.
Boa missão!
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Não importa sua idade, conhecimento, escolaridade... nada disso importa... tudo o que você precisa está no curso que vai direto ao ponto para a redução da ansiedade tóxica...
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