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Análise de riscos + 5 Técnicas de análise de riscos
Rating: 4.7 out of 5(57 ratings)
176 students

Análise de riscos + 5 Técnicas de análise de riscos

Um curso terórico e bem prático sobre risco, perigos, gerenciamento e análise.
Created bySergio Bigi
Last updated 10/2025
Portuguese

What you'll learn

  • Técnicas de análise e avaliação de riscos
  • Conceito sobre riscos
  • História da gestão de riscos

Course content

3 sections17 lectures2h 54m total length
  • Diferença entre risco e perigo3:49

    Diferença entre Risco e Perigo

    Nesse video vamos apresentar algumas definições básicas dentro da ampla quantidade de termos dentro da gestão de riscos.

    Ao utilizar a diferença entre risco e perigo, partimos do pressuposto de que todo observador precisa de uma diferença ou distinção, porque de outra forma não poderiamos caracterizar o que pretendemos observar. Um observador não pode observar o outro lado da diferença quando está usando a diferença, porque a transição de um lado para outro necessita de tempo. É por isso que quem observa com o olhar do risco não pode - ao mesmo tempo - observar com o olhar do perigo.

    O que é risco?

    Risco é a probabilidade de um dado evento ocorrer, seja ele uma amaeça quando ela é negativa ou uma oportunidade quando ela for positiva. Os riscos podem ser divididos em cinco categorias que são riscos físicos, quimicos, ergonomicos, biologicos e de acidentes.

    Perigo é uma ou mais de uma condição que tem o potencial de causar ou contribuir para que um evento ou risco ocorra.

    Os perigos podem ser relacionados a segurança, saúde ou ao meio ambiente.

  • Percepção de riscos6:57

    A percepção de risco é uma junção de muitos fatores

    Consequências antecipadas

    O que acreditamos que acontecerá a seguir? Estamos otimistas de que nossos planos serão positivos? Claro! Nós tendemos a acreditar que o nosso caminho é o caminho certo. Se eu vou usar uma esmerilhadeira sem minha proteção para os olhos e não acredito que algo vai entrar em meus olhos, é improvável que eu resolva esse problema. Se eu trabalho em uma cultura onde ninguém me impedirá de fazer essa tarefa perigosa, não me surpreenderia que fizesse o perigoso para economizar tempo ou ficar mais à vontade. Se a maneira segura de fazer o  meu trabalho é ir até a sala de ferramentas para obter a ferramenta necessária e a pessoa da ferramenta nunca está lá e não consigo encontrar meu capataz para pedir a ferramenta, é provável que eu veja o custo para resolver este problema como muito grande e vou usar a ferramenta errada. Minha recompensa é que eu me economizei algum tempo e consegui terminar o trabalho.

  • Lesões na coluna e o fator humano5:32

    LESÕES NAS COSTAS E O FATOR HUMANO

    Apesar de inúmeros regulamentos, procedimentos e normas rigorosas, além dos estudos sobre a biomecanica humana, doenças relacionadas ao levantamento de cargas ainda tem acometido muitos trabalhadores, esse tipo de mau ainda aflige milhões em todo o mundo, nos mais diversos segmentos de trabalho formal ou informal, industrial ou não.

    Ainda que exista equipamentos, ferramentas e informações que os auxiliem, os serem humanos não são perfeitos. Novas formas de olhar o ser humano devem ser incorporadas nas organizações, não como mera ferramentas, mas como um ser racional com poder de decisão entre o que é certo e errado, entre o que te faz bem ou o que te faz mau.

    Segundo a OMS - Organização Internacional de Saúde, mais de 80% da população mundial sofre de dores na região lombar, segundo pesquisa do MS - Ministério da Saúde que revelou que cerca de 27 mihões de adultos sofrem com dor na coluna, esse problema representa prejuízos financeiros para as empresas, as dores lombares são hoje em dia a maior causa de afastamento do trabalho em pessoas que tem menos de 45 anos de idade, isso representa um grande impacto nas contas previdencias porque a maior parte dos afastados ainda são trabalhores ativos.

  • Origem das técnicas de gerenciamento de riscos3:55

    Origem das Ténicas de Gerenciamento dos Riscos

    O crescimento da produção industrial, em especial a indústria siderúrgica, impulsionado pela fabricação de automóveis,  aumentou a quantidade de empregados e consequentemente dos acidentes, resultando em muita pressão por parte dos sindicatos por melhoria nas condições de trabalho. Essa demanda prevencionista motivou a criação das técnicas de análise de risco numa tentativa de identificar e implementar medidas de controles consistentes e eficazes.

  • Risco e Perigo - Principais conceitos e tudo o que precisa saber sobre o tema8:46

    Neste video você aprenderá a diferenciar risco de perigo. Exemplo práticos são apresentados para aprendizado e fixação do conteúdo

  • Hierarquia no controle dos riscos3:29

    A hierarquia no controle de riscos é fundamental para o gerenciamento de riscos

  • Os 10 mandamentos da prevenção2:58

    10 mandamentos da prevenção são primiordaidas para pevenção de acidentes.

Requirements

  • Vontade de aprender

Description

Descrição e caracterização dos riscos

A partir da descrição dos riscos são identificadas as causas (agentes) e efeitos (consequências) dos mesmos, o que permitirá a busca e elaboração de ações e medidas de prevenção ou correção das possíveis falhas detectadas;

A priorização das ações é determinada pela caracterização dos riscos, ou seja, quanto mais prejudicial ou maior for o risco, mais rapidamente deve ser preservada.

Diante de qualquer tipo de risco no ambiente de trabalho, deve-se realizar antecipadamente um estudo técnico, de forma a eliminar as fontes de risco à segurança do trabalhador. Ao fazer a medição do risco, deve-se indicar, por exemplo, qual equipamento de proteção individual (EPI) será capaz de reduzir ou até mesmo acabar com a insalubridade.

Medidas de Controle e Prevenção

A APR tem sua importância maior no que se refere à determinação de uma série de medidas de controle e prevenção de riscos, desde o início operacional do sistema, permitindo revisões de projeto em tempo hábil, com maior segurança, além de definir responsabilidades no que se refere ao controle de riscos.

a) Revisão de problemas conhecidos: consiste na busca de analogia ou similaridade com outros sistemas, para determinação de riscos que poderão estar presentes no sistema que está sendo desenvolvido, tomando como base a experiência passada.

b) Revisão da missão a que se destina: atentar para os objetivos, exigências de desempenho, principais funções e procedimentos, ambientes onde se darão as operações, etc. Enfim, consiste em estabelecer os limites de atuação e delimitar o sistema que a missão irá abranger: a que se destina, o que e quem envolve e como será desenvolvida.

c) Determinação dos riscos principais: identificar os riscos potenciais com potencialidade para causar lesões diretas e imediatas, perda de função (valor), danos à equipamentos e perda de materiais.

d) Determinação dos riscos iniciais e contribuintes: elaborar séries de riscos, determinando para cada risco principal detectado, os riscos iniciais e contribuintes associados.

e) Revisão dos meios de eliminação ou controle de riscos: elaborar um "brainstorming" para levantamento dos meios passíveis de eliminação e controle de riscos, a fim de estabelecer as melhores opções, desde que compatíveis com as exigências do sistema.

f) Analisar os métodos de restrição de danos: pesquisar os métodos possíveis que sejam mais eficientes para restrição geral, ou seja, para a limitação dos danos gerados caso ocorra perda de controle sobre os riscos.

g)Indicação de quem será responsável pela execução das ações corretivas e/ou preventivas: Indicar claramente os responsáveis pela execução de ações preventivas e/ou corretivas, designando também, para cada unidade, as atividades a desenvolver.

A APR tem grande utilidade no seu campo de atuação, porém, como já foi colocado, necessita às vezes de ser complementada por técnicas mais detalhadas e apuradas. Em sistemas que sejam já bastante conhecidos, cuja experiência acumulada conduz a um grande número de informações sobre riscos, esta técnica pode ser utilizada de modo auxiliar.

Análise de falha humana

Segundo os especialistas em HRA (Human Reliability Analysis; em português: 'análise de confiabilidade humana'), pelo menos 70% dos acidentes são causados por falha humana. De acordo com o livro Human Reliability Analysis, sobre confiabilidade humana,as tecnologias atuais ganharam riscos que afetam e são afetados pelas ações realizadas por pessoas em situações normais (de operação corriqueira), de manutenção, e obviamente, de emergência. Os autores estimam a taxa de risco devido à ação humana em algumas indústrias: o Indústria Nuclear: entre 50 e 70%; o Indústria Petrolífera: 70%; o Indústria da Aviação: 50%.

Embora pareça que o ser humano seja o culpado por toda a falha, já que foi o último envolvido na ação, esta falha começa mesmo no projeto de construção de um sistema tecnológico. O problema é que estas falhas de projeto e construção são numerosas e geralmente erroneamente entendidos como falhas do usuário. O fato é que certos componentes do sistema – como complexidade e perigos – podem colocar o usuário em situações em que não é possível realizar com sucesso algumas ações como havia sido projetado. Os erros dos operadores em algumas tecnologias são forçados pela própria tecnologia e suas condições.

Assim, os autores concluem que o risco sempre terá um fator humano. Ademais, esta contribuição humana para o risco pode ser entendida, avaliada e quantificada aplicando-se técnicas da HRA. Em última análise, trata-se de calcular a probabilidade de que um conjunto de ações humanas sejam executadas com sucesso num tempo estabelecido ou numa determinada circunstância.

Nesse curso vai aprender a definição de riscos e perigo, a origem das técnicas de gerenciamento dos riscos, 31 técnicas de análise de riscos, a percepção de riscos e os fatores humanos. Além da instrução a conceitos e gestão de análise de riscos você poderá conhecer 31 técnicas de analise de riscos e tabém neste curso verá como fazer uma análise de riscos utilizando as seguintes técnicas: os 5 Porquês, AST - Análise de Segurança no Trabalho, O Diagrama de Ishikawa ou Diagrama de Causa e Efeito e o Bow Tie (técnica da gravata borboleta.

Who this course is for:

  • Técnicos e engenheiros de segurança e profissionais e pessoas afins