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Título: Envolvimento total: gerenciando energia, e não o tempo
Autores: Jim Loehr e Tony Schwartz
Número de páginas: 292
Editora: Campus
O conteúdo do livro foi fundamentado num programa de treinamento de base científica realizado pioneiramente junto a atletas de esportes de alto rendimento, como Pete Sampras e Monica Seles, do tênis, Ernie Els, do golfe e Eric Lindros, do hóquei, concebido para maximizar a energia e, simultaneamente, eliminar o esgotamento. Dentre os objetivos do programa estão melhorar o desempenho no trabalho e restaurar o equilíbrio na vida pessoal, partindo da premissa central de que o desempenho, a saúde e a felicidade encontram suas raízes na administração eficaz de energia.
Dirigido de forma predominante a transformar executivos de grandes corporações em atletas corporativos, tal programa de treinamento está sustentado em quatro princípios fundamentais.
O primeiro princípio consiste no fato de que o envolvimento total exige o estabelecimento de quatro dimensões diferentes, entretanto correlatas, de energia: a física, a emocional, a mental e a espiritual.
O segundo princípio consiste na busca do equilíbrio entre o estresse e a recuperação, de forma eficaz.
O terceiro princípio consiste em expandir a capacidade treinando exatamente como os atletas de elite, ou seja, consumindo energia além dos limites normais, e se recuperando posteriormente com o necessário descanso, a fim de desenvolver e aprimorar as quatro fontes fundamentais de energia: a física, a emocional, a mental e a espiritual.
Finalmente, o quarto princípio consiste em estabelecer rituais positivos de energia, isto é, rotinas altamente específicas que se tornam automáticas com o tempo. Isso porque a realização de rituais requer o uso mínimo de energia consciente onde ela é menos necessária, nos deixando livre para focar, de forma estratégica, a energia disponível em comportamentos criativos e enriquecedores para atingir o envolvimento total.
Em resumo, para o alto desempenho, as pessoas precisam estar fisicamente energizadas, emocionalmente conectadas, mentalmente concentradas e espiritualmente alinhadas com um objetivo maior do que os interesses pessoais imediatos.
Para realizar o processo de mudanças duradouras, no entanto, é preciso agir em três etapas, denominadas de Propósito-Verdade-Ação. Na primeira etapa, o objetivo é definir os propósitos, trazendo à tona os valores mais importantes de suas vidas. Na segunda etapa, é preciso encarar a realidade, coletando dados confiáveis acerca de si mesmo. Finalmente, a terceira etapa é agir para eliminar a distância que separa o que somos daquilo que queremos ser.
No capítulo sobre a energia física, encontramos uma das melhores explicações sobre os motivos pelos quais os cuidados com nossa saúde são tão negligenciados nessa sociedade do século XXI:
“Como nós somos avaliados mais pelo que fazemos com nossas mentes do que com nosso corpo, temos tendência a desprezar o papel que a energia física tem no nosso desempenho.”
A partir dessa verdade fundamental, são traçadas estratégias sobre como produzir mais energia física, ou, nos dizeres dos autores, “alimentar o fogo”, estratégias essas que incluem dicas sobre alimentação, a importância da respiração pausada (principalmente em momentos de stress), hidratação, e sono, bem como criar rotinas específicas – rituais positivos – para conseguir melhor o desempenho no nível físico. Tais estratégias são minuciosamente descritas e acompanhadas com exemplos práticos de pessoas que foram atendidas pela equipe clínica dos autores, e fundamentadas em pesquisas científicas elaboradas na área.
É dada especial ênfase à necessidade de serem estabelecidos intervalos regulares para o descanso e renovação do corpo e da mente, tanto no trabalho – a cada 90 a 120 minutos, respeitando os ritmos ultradianos – quanto para a alimentação – estabelecer de 5 a 6 refeições diárias, para evitar excesso de fome e melhor equilibrar o metabolismo do organismo. Embora o livro inteiro tenha conseguido despertar minha atenção e curiosidade, gostei muito das dicas fornecidas acerca dos hábitos para ganho de mais energia física, pois, de fato, como somos avaliados pelo que fazemos com a mente, a nossa tendência é desprezar o papel do organismo na equação de desempenho.
E também é por isso que resolvi resenhar esse livro no blog, já que o conteúdo dele está em perfeito alinhamento com os propósitos do Valores Reais, que é a de sempre destacar a importância de fatores como saúde, alimentação e equilíbrio familiar para ter uma vida financeira saudável que se sustente ao longo do tempo e seja duradoura também nos benefícios.
O título do capítulo seguinte já é auto-explicativo: “energia emocional: transformar ameaças em desafios”. É curioso que a leitura de diversos livros nos permite inferir pontos de intersecção entre eles, e o mesmo ocorre aqui, já que estamos falando essencialmente de lidar com mudanças ou possíveis mudanças. Ora, transformar ameaças em desafios é justamente uma das qualidades que caracterizam o grupo dos milionários, em contraposição ao da classe média.
O foco aqui é o desenvolvimento das competências de autoconfiança, autocontrole, eficácia interpessoal e empatia, bem como a paciência, a confiança, a alegria e a receptividade. A abordagem dessa forma de energia segue a mesma sistemática do capítulo anterior: são expostos diversos casos de como as barreiras ao desempenho foram superadas por meio de um trabalho específico visando ao ganho de emoções positivas.
No capítulo sobre a energia mental, os autores defendem a tese de que devemos ser otimistas-realistas, ou seja, pessoas que tenham um pensamento positivo diante dos fatos, mas sem perder o senso de realidade. Tanto quanto outras dimensões de energia, aqui também é necessário, para fortalecer e expandir os “músculos” mentais, produzir mais estresse, seguido da necessária recuperação, num ritmo de constante oscilação, e não de linearidade. Se não usarmos o nosso cérebro, ele tende a se atrofiar com o tempo. Daí a importância da prática de exercícios cognitivos e que apresentem um desafio intelectual como forma de robustecer e alimentar a energia no nível mental. Desafiar continuamente o cérebro nos protege do natural declínio mental ligado ao aumento progressivo da idade. São dadas também importantes pistas acerca da importância do descanso para ativar nossa parte criativa do cérebro.
A parte da energia espiritual começa por sustentar que ela é a fonte mais poderosa para nossa motivação, direção e perseverança. Para alimentar essa forma de energia, devemos nos conectar aos nossos valores mais profundos, bem como ter um propósito que esteja além de nossos interesses meramente individuais. O músculo-base para o desenvolvimento dessa forma de energia é o caráter, que é viver de acordo com nossos valores centrais. Aqui visualizamos mais um ponto de intersecção com outro livro fantástico, Faça tudo acontecer, do David Allen. Isso porque o sexto horizonte de foco, para adquirir perspectiva, dentro da metodologia GTD, trata justamente dos propósitos e princípios que cultivamos para realizar as coisas no mundo real.
Outro ponto de intersecção notável entre esses excelentes livros diz respeito à importância do descanso. Para David Allen, uma das chaves para conseguirmos foco apropriado nas atividades é tirar as coisas que estão na cabeça e colocá-las em um local externo, como elaborar listas em cadernos e fazer registros. Isso alivia a nossa psique e a deixa livre para se concentrar nas tarefas que exigem atenção. Para Loehr e Schwartz, o descanso é peça obrigatória no ritmo oscilatório que devemos imprimir em nossas vidas para alimentar a energia, pois é nessa fase que ocorre a recuperação necessária para o estresse seguinte. Em outras palavras, tão importante quanto o ganho ou consumo de energia é a renovação constante da energia, que ocorre por meio do estabelecimento de intervalos regulares para descanso, de sono etc.
O tema da definição de propósitos, aliás, ganha especial relevo na Parte 2 do livro, “O sistema de treinamento”, em que são descritos métodos para medir a força do propósito, o que é propósito positivo, intrínseco e que esteja acima de nossos interesses mais imediatos (acima do “eu”), e um conjunto de valores que servem para alimentar o crescimento e a transformação.
“Para ter sentido, um valor precisa influenciar as escolhas que fazemos em nossa vida diária. Professar um conjunto de crenças e viver sob a égide de outras não é apenas hipocrisia, mas também evidência de desajuste”.
Nesse sentido, os autores defendem a tese de que os valores, quando postos em ação, são virtudes, e é quando ocorre essa transformação que temos o necessário alinhamento espiritual. Muitas vezes somos tomados por comportamentos oportunistas, apenas para preencher uma lacuna de forma instantânea. Por exemplo: comer um biscoito de chocolate, ou tomar uma bebida alcoólica, para amenizar o desconforto, mesmo sabendo que são atitudes tóxicas. E aqui vem outra grande lição expressa no livro:
“É relativamente fácil agir de acordo com os nosso valores quando nos sentimos confortáveis e seguros. O verdadeiro teste é quando o comportamento virtuoso exige que a gente resista à gratificação instantânea e faça sacrifícios. É nessas situações que os valores melhor nos servem, tanto como fonte de energia quanto como um código de conduta”.
O capítulo dez é particularmente interessante porque trata do poder dos rituais positivos, de como eles influenciam e nos ajudam a elevar nosso desempenho, já que garantem um equilíbrio eficaz entre o consumo e a renovação de energia, e ajudando, também, a estruturar nossas próprias vidas, já que eles fazem a conexão com nossos valores mais profundos.
Dentre as diversas histórias usadas para ilustrar o trabalho com as quatro fontes fundamentais de energia, o livro destaca o estudo de caso que permeia toda a obra, que é a história de Roger B, profissional de sucesso que teve um declínio em sua vida familiar e profissional por não ter administrado corretamente as 4 dimensões de sua energia, e que as recuperou posteriormente, com a implementação da metodologia dos autores.
Aliás, vamos fazer aqui outro ponto de intersecção com outro livro de grande sucesso que é o fantástico “Dinheiro e vida”, de Joe Dominguez e Vicki Robin. Ambos os livros estão recheados de exemplos práticos de casos extraídos da realidade, que mostram como as pessoas foram transformadas pela adoção de seus respectivos métodos: no caso de “Envolvimento total”, por meio do trabalho com as 4 fontes de energia, no caso de “Dinheiro e vida”, por meio do programa de nove passos para o alcance do triplo IF – Inteligência Financeira, Integridade Financeira e inclusive Independência Financeira..
E ambos os livros ainda contém um importante – na verdade, o mais importante – ponto de intersecção com o livro do David Allen, “Faça tudo acontecer”: nos três livros, há orientações práticas de como seguir as metodologias propostas, a fim de alcançar os resultados almejados. Ou seja, além de explicar de forma muito bem fundamentada as teorias que alicerçam seus pontos-de-vista, os autores ainda provocam o leitor a tomar atitudes concretas para alcançar a melhora nas áreas-alvo de pesquisa
A última parte do “Envolvimento total” se chama “recursos”, e contém um sumário do sistema de treinamento, bem como o plano de desenvolvimento pessoal na forma de questionário.
Adaptado do Blog Valores Reais.
Resenha do Livro - Faça Tudo Acontecer
Título: Faça tudo acontecer! Um método para realizar seus projetos pessoais e profissionais
David Allen define sua metodologia não como um simples “sistema de organização pessoal”, mas sim como uma “abordagem sistemática”. No livro encontramos abordagens confiáveis e executáveis para encontrá-las – afinal, cada pessoa tem um conceito próprio de produtividade, organização e até mesmo valores e prioridades (o que é prioridade para um pode não o ser para outro).
O sucesso do GTD se deve, em boa parte, ao fato de que os princípios centrais que giram em torno dele são extraídos de princípios universais, ou seja, do senso comum, de observações do cotidiano recolhidas e organizadas em uma abordagem que não seja “simplista demais”, e nem “complexa demais”, como o autor gosta de enfatizar. A metodologia é tanto aplicável para uma organização governamental que queira ser mais eficiente como para a elaboração de um jantar em casa. Outra coisa interessante extraída da leitura do livro é que ele desmistifica a dicotomia que as pessoas costumam fazer entre trabalho e vida pessoal, como se fossem coisas separadas e que devessem merecer tratamento distinto – a metodologia GTD aplica-se, com igual eficiência, para ambos os ditos “lados” da vida de uma pessoa, e nisso resido uma das chaves de seu êxito e ganho cada vez maior de adeptos ao redor do mundo inteiro.
Para fazer tudo funcionar são necessários dois ingredientes-chave: controle e perspectiva. Existem cinco estágios para adquirir controle, e seis horizontes de foco para o ganho de perspectiva, e cada um desses onze elementos tem seu próprio conjunto de ferramentas e comportamentos que levam ao ganho de eficiência. Saber integrá-los e usá-los cria a mais positiva experiência, segundo o autor.
Os cinco estágios para o controle do fluxo de trabalho
O primeiro passo para adquirir controle consiste em registrar tudo o que ocorra em seu pensamento, ou seja, tirar de sua mente algo que esteja interferindo em sua atenção, isolando-a para posterior análise. O registro é importante na medida em que permite concentrar nossa energia mental em coisas que realmente são importantes, eliminando distrações ao transportá-las para outro lugar, com o registro, seja em papel, seja em software, ou qualquer outro elemento físico.
O segundo estágio é o do esclarecimento, em que se foca a sua atenção naquilo que tem a sua atenção. Você faz um processamento dos assuntos que foram registrados, tomando as atitudes apropriadas em relação a eles.
Em seguida, vem o ato de organizar, que nada mais é do que fazer com que as coisas estejam de acordo com o que elas significam para você. Aqui, David Allen estabelece diversas categorias de organização, de forma tão simples quanto possível, mas não simplista.
O quarto estágio do controle consiste na reflexão de seu sistema, que tem a dupla função de atualizar seu conteúdo, e fornecer uma perspectiva confiável, a fim de que haja uma revisão constante dos dados do sistema para renová-los para coincidi-los com a realidade atual.
A derradeira etapa é o fazer propriamente dito, desdobrado em três possíveis caminhos: fazer imediatamente as ações que pode realizar por si mesmo, em menos de dois minutos, delegar outros itens exequíveis a outra pessoa, ou simplesmente adiar.
Trabalhando com os seis horizontes de foco, para adquirir perspectiva
Uma vez adquirido o controle das coisas, por meio dos cinco estágios antes referidos, agora o livro desenvolve os seis horizontes de foco, visando ao ganho de perspectiva. Esse eixo da abordagem GTD faz uma interessante analogia com as altitudes, onde as tarefas mais mundanas correspondem à decolagem, e seus princípios e valores encontram-se na altitude mais elevada (15 mil metros de altitude).
O primeiro horizonte de foco para aquisição de perspectiva consiste em envolvimento/ações: essa categoria envolve todas as ações físicas e visíveis que você precisa executar. É também nesse ponto que controle e perspectiva se encontram.
A 3 mil metros de altitude encontramos o segundo horizonte de foco: projetos. O que é preciso concluir? Para ser cumprido, é preciso executar várias ações. Aqui, David Allen enfatiza a importância das revisões, sobretudo a da revisão semanal. Os projetos são tarefas a serem concluídas.
O terceiro horizonte de foco encontra-se a 6 mil metros de altitude: áreas de foco/responsabilidade. À medida em que se avança na altitude, as coisas vão ficando mais abstratas, e, aqui, a pergunta central é: “o que eu preciso manter?”. Exemplos de conteúdos a 6 mil metros são: finanças, família, recreação (em nível pessoal), serviços ao cliente, pesquisa e controle de qualidade (na área de trabalho). Ao contrário dos projetos, as áreas de foco não são destinadas a serem concluídas, mas sim atuam como marcadores para suas áreas de vida e de trabalho, não dispensando, portanto, revisões regulares, embora de um modo menos frequente que no horizonte de projetos.
A perspectiva a 9 mil metros de altitude corresponde ao horizonte de metas e objetivos: o que eu quero alcançar? Qualquer projeto que possa levar mais do que um ano para terminar deve ser colocado nessa categoria, sendo resultados que podem ser alcançados e assinalados como “concluídos”. Exemplos: ficar sem dívidas, correr uma maratona etc.
O quinto horizonte de foco, a 12 mil metros de altitude, consiste na visão, que, em termos simples, nada mais é do que responder a seguinte pergunta: quais são suas metas de longo prazo – metas que avançam mais do que dois anos? De acordo com Allen, a chave para esse horizonte de foco não é o futuro que elas descrevem, mas sim a mudança que elas provocam hoje.
Finalmente, a perspectiva em último estágio – 15 mil metros de altitude – reside nos propósitos e princípios. Os propósitos tanto podem se referir à meta final, como à essência de algo – sua razão de ser. Já os princípios são os valores que você sustenta para a determinação de suas prioridades.
No mundo real…
O grande barato do livro é que, apesar da profunda descrição dos estágios para obtenção de controle e perspectiva, o autor continuamente nos alerta que, no mundo real, sempre nos deparamos com mudanças, fatos e situações que podem nos fazer – e muitas vezes nos fazem – perder, ainda que momentaneamente, o foco e a perspectiva. Desse modo, ter as coisas organizadas e alinhadas com seus objetivos não significa manter tudo em perfeita ordem e harmonia (ainda mais em um mundo de constante mudanças como o que vivemos hoje), mas sim ter familiaridade com o uso desse roteiro sobre aspectos horizontais e verticais da experiência, a ponto de sempre ser capaz de se reorientar quando as coisas estiverem fugindo – ou do controle, ou da perspectiva, ou de ambos.
Paralelamente, são fornecidas dicas práticas de truques e ferramentas para fazer seu sistema funcionar, tanto na parte física (por exemplo, uso de agendas, blocos de anotações, papel e caneta etc.), quanto na parte mental (principalmente na questão de prestar atenção naquilo que tem sua atenção). O convite do autor é para que o leitor teste os princípios contidos no livro, pois, quando executados de uma forma prática, permitem às pessoas ficarem mais leve a respeito de seu trabalho, e também ao resto de sua vida.
Para quem lê os princípios do GTD pela primeira vez
Cabe aqui fazer algumas observações. Quem é iniciante na metodologia GTD, ou mesmo que ainda não teve o hábito de organizar suas coisas e projetos pessoais, a leitura do livro exige uma certa dose de paciência e reflexão, uma vez que, apesar de procurar tornar os princípios centrais do GTD os mais simples e fáceis de serem entendidos, existe um rigor metodológico que o torna, pelo menos à primeira vista, aparentemente complexo.
Por isso, defino o “Faça tudo acontecer” mais como um livro de consulta e referência, que precisa ser lido e relido várias vezes e em diferentes momentos, para absorção de seus ensinamentos, do que um livro de “uma leitura só”.
Algumas das lições do livro podem ser postas imediatamente em prática (como colocar um bloco de anotações e caneta do lado de um telefone), já outros exigem mais tempo de reflexão para serem absorvidos (como a definição de projetos e mesmo visões).
É como todo e qualquer novo processo de aprendizagem: exatamente por se tratar de um processo, os ensinamentos não podem ser todos absorvidos da noite para o dia, exigindo um interessante trabalho de amadurecimento e experimentação, ao longo de uma jornada.
Conclusão
Esse é um dos melhores livros que já li, não somente porque fornece um conjunto de orientações fáceis de serem implementadas na prática, mas também porque tais orientações são extraídas daquilo que se vê, se faz e se pratica no dia-a-dia, mas que ainda não estavam sedimentadas e estruturadas em uma abordagem sistematizada e integrada em todos os seus níveis e estruturas.
Uma das mensagens centrais do sistema GTD, e abordada de modo recorrente ao longo do livro, é prestar atenção naquilo que chama a sua atenção, de modo a trabalhar melhor os pensamentos que estão em sua mente, e fazê-la trabalhar como água (“mind like a water”).
As regras práticas (como a de fazer algo em 2 minutos, se é possível tal fato) convivem lado a lado com questões mais profundas (como a de trabalhar com o significado das informações, e não das informações em si mesmas), provocando no leitor uma série de reflexões sobre o seu próprio comportamento diante de seus afazeres diários.
Outra coisa que o livro destaca – e que acaba se confirmando durante a leitura – é que a dicotomia vida pessoal vs. vida profissional não passa de um falso dilema, na medida em que, para ser bem-sucedido em nosso bem-estar e saúde pessoal, são necessários muitos comportamentos semelhantes aos dos negócios. Na verdade, ambos são a mesma coisa quando descem ao nível dos princípios – e esse é um conceito que vai sendo amadurecido ao longo das explicações sobre os cinco estágios para obtenção de foco e dos seis horizontes para a aquisição de perspectiva.
Adaptado do Blog Valores Reais
Número de páginas: 296
Editora: Objetiva
Como dito anteriormente, estamos vivendo numa era sem precedentes na história da humanidade, uma vez que o excesso de informação acaba levando muitas pessoas, senão a maioria, a perder a concentração e o foco nas atividades que realmente são importantes. Buscamos a gratificação imediata ao lermos os últimos tweets, as atualizações mais recentes de nosso círculo de amigos no Facebook, as últimas fotos postadas no Instagram, e conferimos a todo instante a caixa de emails para ver se existe alguma mensagem nova desde a última conferência, que foi realizada, bem… 5 minutos atrás (!).
Existe até um novo termo para esse grupo de pessoas: “phubber”. Quem explica é a Rosana, no excelente blog Simplicidade e Harmonia:
“Recentemente nasceu uma nova palavra na língua inglesa: phubbing. Ela é resultado da junção de phone (telefone) com snubbing (esnobar). Mas, afinal, a que se refere esse novo termo? Phubbing nasceu para descrever o ato de ficar conectado a um smartphone ou tablet, em ambientes sociais, e esnobar ou deixar de lado as pessoas que estão ao redor. Portanto, phubber é aquele que tem esse tipo de atitude em ambientes públicos”.
Estamos, em suma, perdendo a nossa capacidade de realizar reflexões mais profundas, mais substanciais, que poderiam produzir benefícios duradouros a longo prazo, em favor dessa nossa necessidade de buscarmos as novidades a todo instante, em busca de satisfação no curto (curtíssimo) prazo, o que interrompe também o fluxo de tarefas para os quais decidimos nos concentrar, mas que acabamos não executando direito, em virtude justamente desse mar de distrações que nos rodeiam. Como afirma Goleman (posição 147 no Kindle):
“As crianças de hoje estão crescendo numa nova realidade, na qual estão conectadas mais a máquinas e menos a pessoas de uma maneira que jamais aconteceu antes na história da humanidade […] Menos horas passadas com gente e mais horas olhando fixamente para uma tela digitalizada são o prenúncio de déficits […] Sabemos que não é legal ficar checando o celular quando estamos com alguém, mas é viciante”.
Em seguida, conclui o autor:
“O que a informação consome é a atenção de quem a recebe. Eis por que a riqueza de informações cria a pobreza de atenção”.
Em seguida, o autor discorre sobre os tipos de atenção que se formam em nossa mente: a atenção superior, e a atenção inferior.
A primeira é analítica, devagar (sistema “devagar” na concepção de Daniel Kahneman), examina as opções antes de dar uma resposta, opera de “cima para baixo” (sistema descendente), situando-se no córtex pré-frontal de nosso cérebro. É o que nos diferencia das demais espécies animais, é a possibilidade de pensar a longo prazo, de ponderar situações e de escolher a mais adequada às nossas circunstâncias, tendo se desenvolvido somente “de alguns milhares de anos para cá”, do ponto-de-vista evolutivo da espécie humana. Trabalhamos com a atenção superior (atenção ativa) ao planejarmos, por exemplo, nossos planos de aposentadoria financeira.
Já a segunda é intuitiva, rápida (sistema “rápido” na concepção de Daniel Kahneman), age em questão de segundos, operando “de baixo para cima” (sistema ascendente), e foi o produto de milhões de anos de evolução da espécie humana. Os movimentos são quase automáticos: agimos sem pensar muito. Pense, por exemplo, na reação de fuga que você tem ao sentir que um perigo está se aproximando. A atenção inferior (atenção passiva) é a responsável por executar esse tipo de comportamento.
Esses dois sistemas repartem entre si as tarefas mentais para que consigamos fazer o mínimo de esforço com o máximo de resultados ótimos.
Para melhorar a capacidade de atenção de nosso cérebro, precisamos desenvolvê-la como se fosse um músculo, diz Goleman. Assim como músculos exercitados expandem sua força e aumentam sua capacidade de resistência, o cérebro também aperfeiçoa sua capacidade de desempenho, foco e atenção à medida em que é treinado. Porém, o treinamento do foco deve ser acompanhado da respectiva pausa. É preciso alternar entre os momentos de atenção ativa e atenção passiva. Não somos máquinas. Momentos de descanso são necessários.
E aqui o autor destaca a importância de desenvolvermos um triplo foco: interno, no outro e externo:
“O foco interno nos põe em sintonia com nossas intuições, nossos valores principais e nossas melhores decisões. O foco no outro facilita nossas ligações com as pessoas das nossas vidas. E o foco externo nos ajuda a navegar pelo mundo que nos rodeia”.
Por padrão, o cérebro opera no modo “à deriva”, ou seja, não conseguimos manter a atenção ativa na maior parte de nossas vidas. Seria isso ruim? Não necessariamente. O autor explica (posição 698):
“Entre as outras funções positivas da divagação da mente estão a geração de cenários para o futuro, a autorreflexão, a capacidade de se relacionar em um mundo social complexo, a incubação de ideias criativas, a flexibilidade de foco, a ponderação do que se está aprendendo, a organização das lembranças ou a mera meditação sobre a vida – e também a possibilidade de dar aos nossos circuitos uma pausa revigorante. Uma reflexão momentânea me leva a acrescentar mais duas funções: a de me lembrar de coisas que preciso fazer para que elas não se percam na desordem da mente e a de me entreter”.
Normalmente, inclusive, são durante os períodos de descanso da mente, quando ela não está focada em alguma atividade, que acabam surgindo em nossa mente as ideias mais criativas, a solução para problemas que até então estavam nos atormentando, o aparecimento de momentos do tipo “eureka”.
As melhores ideias surgem nos momentos mais inesperados, quando não estamos realizando “esforço cognitivo algum”, e a ciência avaliza esse entendimento.
Dessa forma, e ratificando o que eu disse linhas acima, o antídoto para a fadiga da atenção é o mesmo utilizado para neutralizar a fadiga física: descansar. Mas como é que se consegue descansar o cérebro?
Goleman sugere uma troca de esforços: substituir o controle descendente (de cima para baixo, aquele responsável pela atenção ativa, e controle executivo das ações), por atividades mais passivas no modo ascendente (de baixo para cima, que não exigem esforço cognitivo), como uma pausa relaxante num ambiente tranquilo. Olhar paisagens naturais, caminhar em meio à natureza, assistir filmes, ou simplesmente respirar, constituem alguns bons exemplos.
O autor também destaca o relevante papel que a autoconsciência desempenha em nossa vida, que traz consigo a atenção executiva (posição 1267):
“Nossa mente utiliza a autoconsciência para manter tudo o que fazemos nos trilhos: a megacognição – pensar sobre pensar – permite que saibamos como estão indo nossas operações mentais e possamos ajustá-las conforme for necessário; a metaemoção faz a mesma coisa regulando o fluxo de sentimentos e impulsos […] A atenção executiva é a chave para a autogestão. Esse poder de direcionar nosso foco para alguma coisa e ignorar as outras permite que tragamos à mente o tamanho da nossa barriga quando vemos aquelas fatias de torta de sorvete no freezer. Esse pequeno ponto de escolha abriga o cerne da força de vontade, a essência da autorregulação”.
Em seguida, cita-se uma pesquisa feita com crianças numa cidade da Nova Zelândia chamada Dunedin, cujas conclusões foram relevadoras: os níveis de autocontrole de uma criança são um indicador de sucesso financeiro e de sua saúde na idade adulta tão forte quanto a classe social, a riqueza da família de origem ou o QI (posição 1345):
“Uma criança pode ter uma infância privilegiada financeiramente, porém, se não aprender como adiar uma gratificação para ir atrás de seus objetivos, essas vantagens iniciais podem perder a força ao longo da vida […] e qualquer coisa que possamos fazer para aumentar a capacidade de controle cognitivo da criança irá ajudá-la ao longo de toda a vida”.
Portanto, atenção pais que estejam lendo essa resenha, ensinem suas crianças a aprenderem a adiar a gratificação (“se você não comer esse biscoito agora, daqui a 15 minutos ganhará outro”, à semelhança do famoso teste do marshmallow), e elas terão muito maior probabilidade de terem êxito na vida adulta delas, mais até do que eventual QI superior à média, ou heranças generosas.
Uma coisa que achei muito curiosa no livro foi a crítica que o autor endereçou à tese contida no livro Fora de Série: Outliers, de Malcom Gladwell, acerca da regra das 10 mil horas.
Em resumo, Gladwell afirma, baseado em estudos realizados por Anders Ericsson, de que, para que alguém atinja um nível internacional de expert, são necessárias pelo menos 10 mil horas de prática, o que equivale a cerca de três horas por dia, ou 20 horas por semana, de treinamento, durante 10 anos. Goleman diz que isso é apenas uma meia-verdade, e, baseado nos estudos mais profundos das pesquisas do próprio Anders, concluiu que seria preciso mais do que isso: seria indispensável praticar de forma inteligente, e não puramente mecânica, adotando um “treino deliberado”, ou seja, realizado com o apoio de um treinador especialista, com um esquema de feedback que permita reconhecer erros e corrigi-los.
Dessa forma, só as horas não contam – importam também o feedback e a concentração total. Achei essa parte do livro particularmente interessante (posição 2611):
“Quem está no topo nunca para de aprender: se em algum momento começam a relaxar e abandonam esse treino inteligente, passam a jogar com o circuito ascendente [de baixo para cima, automatizando suas rotinas de trabalho, pense em alguém que fica satisfeito ao conseguir executar os movimentos básicos de um jogo de tênis] e suas habilidades se estabilizam. O especialista contraria ativamente as tendências ao automatismo, construindo e buscando deliberadamente treinamentos nos quais a meta estabelecida excede seus níveis atuais de desempenho. Quanto mais tempo o especialista consegue investir no treino deliberado com concentração total, mais desenvolvido e refinado será seu desempenho. A atenção focada, como um músculo trabalhado, se cansa. Ericsson descobriu que competidores de nível mundial tendem a limitar o treino pesado a cerca de quatro horas por dia”.
“Quem está no topo nunca para de aprender”… quando li essa frase, me veio à mente um comentário feito na ESPN Brasil sobre o que aconteceu com o jogador de tênis Novak Djokovic após ganhar o último Aberto da Austrália. Ele reuniu seu time (técnico, preparador físico, nutricionista, fisioterapeuta etc.), e “detonou os caras”. Simplesmente mandou bronca em todo mundo: disse que não estava satisfeito com isso, não estava satisfeito com aquilo, e com aquilo outro blá blá blá… blá blá blá… e que precisava melhorar isso, precisava melhorar aquilo etc. etc. etc.
Pô, o cara tinha acabado de ganhar um Grand Slam, o que seria, por si só, motivo de festa e comemoração por 5 dias sem parar, e Djokovic foi na contramão do senso comum e “arrebentou geral”. Por isso que, ao ler essa passagem do texto, “Quem está no topo nunca para de aprender”…, me veio à mente esse trecho do programa de TV, e que não poderia deixar de compartilhar com vocês.
Temos aqui uma importante lição que se aplica a todos os campos da vida: se você quiser alcançar o topo, se você quiser se manter no topo, você nunca pode parar de aprender.
Lembro-me, a propósito dessa mensagem, do lendário Warren Buffett, que, do alto de seus mais de 70 anos de vida, resolveu que queria aprender a investir na Bolsa da Coréia do Sul. Dono de um modelo mental assombroso para o mundo dos negócios e das ações, não é de se surpreender que, apenas analisando e estudando balanços de empresas locais (da Coréia do Sul), durante um curto período de tempo, na sua cidade natal de Omaha, ele tenha tido, ao investir em ações na Bolsa asiática mencionada, um desempenho avassalador (fonte: A bola de neve: Warren Buffett e o negócio da vida [biografia], de Alice Schroeder).
Como é que ele conseguiu isso? Estudando. Aprendendo. Aprendendo. Aprendendo. De 1936 (quando, aos 6 anos de idade, pediu para seu pai, de presente de Natal, um livro sobre títulos públicos) até os anos 2000. Mais de 60 anos de estudos. Ininterruptos. E você, está querendo parar de estudar justo agora? Se você parou de aprender, você parou no tempo.
Bom, voltando ao livro do Goleman, eu achei curiosa essa crítica ao livro do Gladwell porque, de vez em quando, existem esses “embates” entre os melhores escritores e pensadores em nível mundial. Assim como Daniel Goleman contesta as ideias de Malcom Gladwell e David Allen, criador do popular método de produtividade GTD, cujos livros Faça tudo acontecer, A arte de fazer acontecer – Getting Things Done e Gerencie sua mente, não seu tempo, também contesta as ideias de Stephen Convey, autor do popular “Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”, dizendo, por exemplo, que esse último livro fica muito no plano das ideias abstratas, sem apresentar muitos direcionamentos práticos (com o qual eu concordo).
“Foco” é ótimo em vários pontos, tais como na parte em que explica os mecanismos do cérebro nos controles dos diversos tipos de atenção, os resultados práticos obtidos com os testes do Marshmallow e de Dunedin, e a importância de os líderes desenvolverem qualidades como empatia, conhecimento dos sistemas e uso adequado dos recursos ambientais.
Porém, eu senti falta da explicação de ideias mais práticas. Ou seja, faltou ao autor indicar os caminhos de ação de como o leitor pode melhorar o seu foco em sua vida, seja ela pessoal, seja ela profissional.
Adaptado do Blog Valores Reais
Título: A arte de fazer acontecer – Getting Things Done: uma fórmula anti-stress para estabelecer prioridades e entregar soluções no prazo
Como o próprio subtítulo sugere, as orientações contidas no livro se dirigem basicamente ao ganho de produtividade no trabalho – embora os mesmos princípios sejam perfeitamente aplicáveis à vida pessoal. Nesse livro, o autor se concentra na metodologia utilizada para o controle do fluxo de trabalho em cinco etapas. O livro contém três partes.
PARTE 1: A arte de tocar e concluir o trabalho
Essa parte contém três capítulos: “uma nova prática para uma nova realidade”, “como ter controle sobre a sua vida: os cinco estágios para administrar o fluxo de trabalho”, e “como fazer os projetos andarem de forma criativa: as cinco fases de gerenciamento de projeto”. Nessa parte, o autor expõe as bases de sua metodologia, as razões pelas quais é necessário uma mudança de mentalidade para resolver problemas antigos, e os meios requeridos para controlar o fluxo de trabalho bem como as orientações para realizar um planejamento natural. Destaque especial para a atenção que David Allen dá para a importância do brainstorming como ferramenta para registro de ideias.
PARTE 2: Como praticar a produtividade sem stress
Definida e apresentada a metodologia básica na parte 1, nessa segunda parte do livro são mostrados os passos para a implementação do sistema, bem como é feita uma descrição minuciosa dos modelos de gestão. Trata-se do núcleo do livro, de sua parte mais importante, na minha opinião. Além da descrição minuciosa das ferramentas, são apresentados os cinco passos para obtenção do controle do fluxo de trabalho.
O primeiro passo é coletar, ou seja, juntar as “tralhas”, tirar as coisas de sua cabeça e colocá-las em outro lugar.
Em seguida, vem o ato de processar, com as orientações necessárias para esvaziar a caixa de entrada. Note que o autor, no segundo livro, substituiu o termo “processar” por “esclarecer”, já que essa palavra traduziria melhor o significado desse segundo estágio.
O terceiro passo consiste em organizar, ou seja, como definir os compartimentos certos, as categorias e sub-categorias de organização.
O quarto passo cuida da revisão, isto é, como manter seu sistema funcional e dinâmico. Novamente David Allen faz uma substituição de termos, já que no novo livro o termo é substituído por “reflexão”.
Finalmente, o quinto passo é executar, e aqui são fornecidas preciosas dicas de como escolher as melhores ações.
PARTE 3: O poder dos princípios-chave
Nessa parte derradeira, o autor faz comentários adicionais sobre três peças fundamentais da metodologia, quais sejam: o hábito da coleta (tirar da sua mente para colocar num lugar físico), a decisão sobre a próxima ação, e, finalmente, o foco nos resultados. A abordagem GTD parte de um princípio elementar: a capacidade de ser produtivo é diretamente proporcional à capacidade de relaxar. E, se é assim, só é possível atingir elevados padrões de produtividade com mínimo de stress quando a mente está clara como a água (“mind like a water”), e os pensamentos organizados.
Os conceitos e modelos são trabalhados de forma inteligente e de forma extremamente prática, o que o difere dos livros de auto-ajuda, que normalmente focam somente em coisas mais abstratas, como missão e princípios. Esse é um livro essencialmente de referência, com dicas úteis e que ajudam a pessoa a ter uma visão mais clara acerca de seu trabalho.
Conclusão
Davidi Allen procura passar o conceito de que a nossa mente consciente não é um local de armazenagem, de depósito de informações, mas sim uma ferramenta de concentração. Daí a importância de criar e gerenciar lembretes e listas para tirar da cabeça coisas que só ocupam espaço, liberando-a para atividades direcionadas a cumprimento de ações e resultados.
O livro é de leitura leve, recheado de citações e pensamentos, com várias dicas úteis e que revelam muito do potencial da metodologia GTD. Porém, existem duas coisas no livro que fazem com que, entre esse e o Faça tudo acontecer, eu indique o segundo para o público em geral, e não esse que está sendo objeto de resenha.
Primeiro, o livro não aborda os seis horizontes de foco para o ganho de perspectiva – ou os aborda de forma muito superficial -, e isso é reconhecido pelo próprio autor em diversas passagens. Logo, comparado com o livro Faça tudo acontecer, é um livro menos completo em relação à abordagem GTD.
E, segundo, esse livro que está sendo objeto de resenha, embora contenha muitas dicas que também valem para a vida pessoal, é claramente orientado para o lado “profissional”, e isso é facilmente perceptível pelo subtítulo da obra: “uma fórmula anti-stress para estabelecer prioridades e entregar soluções no prazo”.
Entretanto, destaco que tais aspectos não tiram os méritos do livro, e o recomendo como excelente ferramenta de referência para ganho de produtividade no trabalho. Porém, para todos os que desejam conhecer a metodologia GTD, o que eu recomendo é a leitura do livro posterior, “Faça tudo acontecer”, que explica de forma mais completa a abordagem GTD.
Adaptado do Blog Valores Reais
Ao nascer nós recebemos recursos tão especiais para ter qualidade de vida, mas acontece uma incoerência que nós só nos damos conta quando perdemos este bem ou quando descobrimos que o desperdiçamos por longos anos de vida. Entre eles estão: a saúde, nosso corpo físico, as pessoas, a natureza e o nosso TEMPO.
Aprender a cuidar melhor deste recurso - o TEMPO - é um passo muito importante que algumas pessoas dão somente quando já desperdiçaram muito...
Administrar o tempo não garante que os seus objetivos sejam alcançados. Consideramos que administrar o tempo é tarefa secundária. Você precisa traçar o cenário ideal no qual vai usar o seu tempo, planejar sua agenda definindo prazos, mas antes de tudo isso você tem que conhecer a natureza de cada pessoa que está envolvida na tarefa de ser mais produtivo através da administração do seu próprio tempo.
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Tudo começa com você. Primeiro entenda melhor seu próprio jeito de ser...e entenda como e porquê as outras pessoas são tão diferentes de você. O Modelo dos Elementos da Natureza Humana é inovador, pois permite identificar o perfil de cada indivíduo e assim dar segurança e eficácia na escolha de quais processos funcionarão melhor para cada pessoa.
Por isso este curso parte da seguinte pergunta: “Porque está errado só administrar o tempo para alcançar resultados?”
E aqui estão algumas das aulas que você participará para obter as melhores respostas:
Você entenderá como a aplicação do Modelo dos Elementos da Natureza Humana trará benefícios visíveis e práticos no seu dia-a-dia. Você saberá facilmente definir a melhor ferramenta para administrar o seu tempo com mais qualidade e eficácia, de acordo com o seu perfil, isto é, com a sua natureza.